Tremores ocorreram em menos de um minuto, destruíram centenas de edifícios e podem ter afetado até 6,8 milhões de pessoas.
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais registradas no país em mais de um século.
Dois terremotos consecutivos atingiram a região norte venezuelana na noite de quarta-feira, 24 de junho.
Os tremores alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram em um intervalo inferior a um minuto.
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Uma estimativa preliminar do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD, aponta danos físicos de até US$ 6,7 bilhões.
O valor equivale a aproximadamente R$ 34,6 bilhões e representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto da Venezuela.
Um balanço divulgado pelo governo neste sábado, 27 de junho, indicou que o número de mortos ultrapassou 1,4 mil pessoas.
Avaliação técnica calcula prejuízo bilionário
A projeção apresentada pelo PNUD foi elaborada com modelos sísmicos, imagens de satélite e informações populacionais.
O levantamento também considera perdas de bens físicos, incluindo casas, edifícios e outras estruturas atingidas pelos terremotos.
Os impactos econômicos mais amplos provocados pela interrupção de atividades e serviços ainda não foram incluídos.
O custo total da tragédia, portanto, poderá aumentar conforme novas avaliações forem realizadas nas áreas afetadas.
Milhares de pessoas ficaram feridas ou desabrigadas
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que os terremotos deixaram mais de 3 mil feridos.
Cerca de 3,1 mil pessoas também ficaram desabrigadas após a destruição de casas e prédios.
O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.
Mais de uma centena de vítimas permanecia presa sob os escombros na sexta-feira, 26 de junho.
Pelo menos 383 edifícios foram destruídos ou sofreram danos graves, conforme o balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas.
Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas
A Organização Internacional para as Migrações, ligada à ONU, estima que até 6,8 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelos tremores.
Cerca de dois milhões de moradores estão em Caracas, uma das regiões alcançadas pelos terremotos.
A ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o USGS, avaliam que o número de vítimas poderá ser ainda maior.
A projeção considera a intensidade dos abalos, a pouca profundidade e a elevada concentração populacional das áreas atingidas.
O USGS calcula, com base nesses fatores, que o número final de mortos poderá ultrapassar 10 mil pessoas.

Baixa profundidade aumentou a força dos tremores
Os epicentros dos dois terremotos ficaram separados por aproximadamente cinco quilômetros.
O ponto central do tremor mais intenso foi registrado perto de El Guayabo, a 168 quilômetros de Caracas.
A baixa profundidade dos terremotos fez com que a energia fosse percebida com maior intensidade na superfície.
Prédios desabaram em Caracas e em cidades costeiras próximas da capital venezuelana.
La Guaira ficou entre as áreas mais destruídas, enquanto o aeroporto internacional de Caracas precisou ser fechado.
Equipes internacionais reforçam as buscas
Mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram à Venezuela para apoiar as operações de busca e salvamento.
O Ministério das Relações Exteriores informou que 17 voos transportaram equipes especializadas para o país.
Outros 25 voos internacionais eram esperados nas 24 horas seguintes.
Um avião da Força Aérea Brasileira chegou na sexta-feira com médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.
Outros dois aviões brasileiros com ajuda humanitária também deveriam seguir para a Venezuela.
Delcy Rodríguez informou que outros dez países participariam dos esforços internacionais de resgate.
Cerca de 14 mil militares e policiais foram mobilizados em La Guaira para reforçar a segurança e o atendimento às vítimas.
Operações continuam em meio aos escombros
As equipes trabalham para localizar desaparecidos, retirar sobreviventes e atender famílias que perderam suas moradias.
Os números apresentados pelas autoridades ainda podem mudar conforme as operações avancem nas regiões mais destruídas.
A dimensão total dos danos também dependerá de avaliações mais detalhadas sobre casas, prédios, serviços públicos e infraestrutura.
Na sua opinião, a prioridade deve ser ampliar as buscas por desaparecidos ou concentrar recursos no atendimento às famílias desabrigadas? Deixe seu comentário.
