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Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 abalam a Venezuela, deixam mais de 1,4 mil mortos, atingem milhões de pessoas e podem causar prejuízo de US$ 6,7 bilhões

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 27/06/2026 às 16:27 Atualizado em 27/06/2026 às 16:29
Vista aérea de conjunto habitacional com prédios inclinados, destruídos e cercados por escombros após os terremotos que atingiram a Venezuela.
Imagem aérea ilustra os danos provocados pelos terremotos na Venezuela, com prédios residenciais comprometidos, ruas afetadas e cenário de destruição em área urbana.
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Tremores ocorreram em menos de um minuto, destruíram centenas de edifícios e podem ter afetado até 6,8 milhões de pessoas.

A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais registradas no país em mais de um século.

Dois terremotos consecutivos atingiram a região norte venezuelana na noite de quarta-feira, 24 de junho.

Os tremores alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram em um intervalo inferior a um minuto.

Uma estimativa preliminar do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD, aponta danos físicos de até US$ 6,7 bilhões.

O valor equivale a aproximadamente R$ 34,6 bilhões e representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto da Venezuela.

Um balanço divulgado pelo governo neste sábado, 27 de junho, indicou que o número de mortos ultrapassou 1,4 mil pessoas.

Avaliação técnica calcula prejuízo bilionário

A projeção apresentada pelo PNUD foi elaborada com modelos sísmicos, imagens de satélite e informações populacionais.

O levantamento também considera perdas de bens físicos, incluindo casas, edifícios e outras estruturas atingidas pelos terremotos.

Os impactos econômicos mais amplos provocados pela interrupção de atividades e serviços ainda não foram incluídos.

O custo total da tragédia, portanto, poderá aumentar conforme novas avaliações forem realizadas nas áreas afetadas.

Milhares de pessoas ficaram feridas ou desabrigadas

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que os terremotos deixaram mais de 3 mil feridos.

Cerca de 3,1 mil pessoas também ficaram desabrigadas após a destruição de casas e prédios.

O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.

Mais de uma centena de vítimas permanecia presa sob os escombros na sexta-feira, 26 de junho.

Pelo menos 383 edifícios foram destruídos ou sofreram danos graves, conforme o balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas.

Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas

A Organização Internacional para as Migrações, ligada à ONU, estima que até 6,8 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelos tremores.

Cerca de dois milhões de moradores estão em Caracas, uma das regiões alcançadas pelos terremotos.

A ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o USGS, avaliam que o número de vítimas poderá ser ainda maior.

A projeção considera a intensidade dos abalos, a pouca profundidade e a elevada concentração populacional das áreas atingidas.

O USGS calcula, com base nesses fatores, que o número final de mortos poderá ultrapassar 10 mil pessoas.

Infográfico sobre os terremotos gêmeos na Venezuela, com mapa do epicentro, sequência dos abalos de magnitude 7,2 e 7,5 e explicação sobre as placas tectônicas.
Infográfico mostra a localização do epicentro e a sequência dos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte da Venezuela.

Baixa profundidade aumentou a força dos tremores

Os epicentros dos dois terremotos ficaram separados por aproximadamente cinco quilômetros.

O ponto central do tremor mais intenso foi registrado perto de El Guayabo, a 168 quilômetros de Caracas.

A baixa profundidade dos terremotos fez com que a energia fosse percebida com maior intensidade na superfície.

Prédios desabaram em Caracas e em cidades costeiras próximas da capital venezuelana.

La Guaira ficou entre as áreas mais destruídas, enquanto o aeroporto internacional de Caracas precisou ser fechado.

Equipes internacionais reforçam as buscas

Mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram à Venezuela para apoiar as operações de busca e salvamento.

O Ministério das Relações Exteriores informou que 17 voos transportaram equipes especializadas para o país.

Outros 25 voos internacionais eram esperados nas 24 horas seguintes.

Um avião da Força Aérea Brasileira chegou na sexta-feira com médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.

Outros dois aviões brasileiros com ajuda humanitária também deveriam seguir para a Venezuela.

Delcy Rodríguez informou que outros dez países participariam dos esforços internacionais de resgate.

Cerca de 14 mil militares e policiais foram mobilizados em La Guaira para reforçar a segurança e o atendimento às vítimas.

Operações continuam em meio aos escombros

As equipes trabalham para localizar desaparecidos, retirar sobreviventes e atender famílias que perderam suas moradias.

Os números apresentados pelas autoridades ainda podem mudar conforme as operações avancem nas regiões mais destruídas.

A dimensão total dos danos também dependerá de avaliações mais detalhadas sobre casas, prédios, serviços públicos e infraestrutura.

Na sua opinião, a prioridade deve ser ampliar as buscas por desaparecidos ou concentrar recursos no atendimento às famílias desabrigadas? Deixe seu comentário.

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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