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FGC inicia pagamento a investidores após liquidação do Banco Master

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 17/01/2026 às 16:38
Atualizado em 17/01/2026 às 16:39
Pagamento de investidores começa neste sábado com FGC ressarcimento após a liquidação do Banco Master e prejuízos com CDBs.
Foto: IA
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Pagamento de investidores começa neste sábado com FGC ressarcimento após a liquidação do Banco Master e prejuízos com CDBs.

FGC ressarcimento dos investidores afetados pela Banco Master liquidação começa neste sábado (17), com a liberação de até R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil pessoas físicas e jurídicas.

O pagamento, coordenado pelo Fundo Garantidor de Créditos, contempla investidores que possuíam CDB Banco Master e ocorre dois meses após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial das instituições do grupo.

O processo será feito de forma digital, principalmente por meio do aplicativo oficial do fundo, e os valores devem cair na conta do investidor em até dois dias úteis após a conclusão das etapas. 

FGC ressarcimento: como funciona o pagamento aos investidores 

pagamento investidores será iniciado a partir das 9h30 deste sábado, quando os credores deverão acessar o aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos.

Após realizar o cadastro, o investidor receberá notificações com as instruções para confirmar os dados e assinar digitalmente o termo de solicitação. 

“Concluída esta fase, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade”, explica Daniel Lima, diretor-presidente do FGC. 

Além disso, o processo foi desenhado para ser simples e totalmente online. No entanto, o fundo reforça que é essencial utilizar apenas os canais oficiais para evitar fraudes durante o FGC ressarcimento

Alerta contra golpes durante o pagamento do FGC 

Com a liberação dos recursos, cresce também o risco de tentativas de golpe. Por isso, o FGC orienta que investidores não forneçam dados pessoais fora do aplicativo ou do site oficial. 

“É importante que as pessoas estejam atentas às tentativas de golpe. Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, alerta Lima. 

Enquanto isso, pessoas jurídicas devem realizar o pedido de garantia exclusivamente pelo site institucional do fundo, seguindo as orientações específicas para empresas. 

Valores, limites e capacidade financeira do Fundo Garantidor de Créditos 

Fundo Garantidor de Créditos revisou os números iniciais do impacto da Banco Master liquidação.

O total de investidores atendidos caiu de uma estimativa inicial de 1,6 milhão para cerca de 800 mil, enquanto o valor total de desembolso ficou em R$ 40,6 bilhões, ligeiramente abaixo dos R$ 41 bilhões projetados anteriormente. 

Cada investidor tem cobertura de até R$ 250 mil por instituição financeira, respeitando as regras do FGC.

O fundo informa que possui liquidez de aproximadamente R$ 125 bilhões, o que garante segurança para honrar os pagamentos relacionados aos CDB Banco Master

Atenção ao valor final do ressarcimento 

Apesar do início do pagamento investidores, é importante observar que as aplicações renderam apenas até 18 de novembro, data em que o Banco Master teve sua liquidação decretada.

Desde então, os recursos permaneceram congelados, sem atualização ou remuneração adicional. 

Segundo o FGC, a demora no início do processo ocorreu devido à complexidade operacional das instituições liquidadas e à necessidade de organização dos dados financeiros. 

“O porte, os modelos operacionais e a qualidade dos processos e controles praticados pelas instituições liquidadas têm impactos relevantes sobre o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos”, explica Lima. 

Relembre a crise e a liquidação do Banco Master 

O avanço das investigações sobre operações financeiras consideradas irregulares resultou na liquidação do Banco Master.

Diante do cenário, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do banco e de outras instituições do grupo. 

Antes disso, o controlador Daniel Vorcaro tentou vender a instituição, que acumulava um passivo bilionário lastreado em ativos de baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldades.

O Banco Central vetou uma negociação com o Banco de Brasília, e uma segunda tentativa, que envolvia a Fictor Holding, não avançou.

Pouco depois, a Polícia Federal prendeu Vorcaro no aeroporto de Guarulhos quando ele tentou embarcar em um voo particular.

Na sequência, o Banco Central nomeou um liquidante para vender ativos e pagar credores. 

Investigações e desdobramentos institucionais 

Assim, as apurações continuam em várias frentes, com suspeitas de fraudes financeiras, desvios de recursos e possível interferência regulatória.

As autoridades cumpriram 42 mandados de busca e apreensão e bloquearam bens que superam R$ 5,7 bilhões.

veja mais sobre em: FGC anuncia início do pagamento a investidores do Banco Master

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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