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Fertilizantes Petrobras avançam e reduzem impacto da guerra Oriente Médio no Brasil

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 02/03/2026 às 16:11
Com guerra Oriente Médio, fertilizantes Petrobras ganham força e ajudam a estabilizar o mercado brasileiro.
Foto: IA
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Com guerra Oriente Médio, fertilizantes Petrobras ganham força e ajudam a estabilizar o mercado brasileiro.

A retomada da produção de fertilizantes Petrobras já começa a impactar diretamente o mercado agrícola brasileiro.

A estatal voltou a operar fábricas no Nordeste, ampliando a oferta de ureia Brasil justamente em um momento crítico, marcado pela escalada da guerra Oriente Médio, que afeta cadeias globais de insumos. 

A iniciativa envolve unidades localizadas na Bahia e em Sergipe, que voltaram a funcionar nos últimos meses.

Juntas, essas plantas já operam com cerca de 90% da capacidade, contribuindo para reduzir os riscos associados à importação fertilizantes, especialmente diante de tensões internacionais. 

Essa retomada ocorre em um cenário estratégico.

Em 2025, cerca de 35% da demanda externa brasileira de ureia teve origem no Oriente Médio, região diretamente impactada pelos recentes conflitos geopolíticos. 

Distribuição nacional amplia alcance da ureia Brasil 

A produção de fertilizantes Petrobras já está sendo distribuída para diversos estados.

A venda de ureia Brasil ocorre tanto a granel quanto em “big bags”, atendendo mercados importantes como Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. 

Além disso, a produção nitrogenados inclui também a amônia, direcionada principalmente ao polo petroquímico de Camaçari, na Bahia.

Isso fortalece não apenas o agronegócio, mas também a indústria química regional. 

Enquanto isso, o aumento da oferta interna ajuda a aliviar pressões sobre o abastecimento.

Mesmo assim, o Brasil ainda depende fortemente da importação fertilizantes para atender sua demanda. 

Produção nitrogenados ajuda a reduzir vulnerabilidade externa 

Especialistas apontam que o avanço da produção nitrogenados no país é um passo importante para reduzir a dependência internacional.

Ainda assim, o cenário exige cautela. 

“O aumento da produção de ureia no Brasil pode ajudar a amortecer choques externos e reduzir um pouco das incertezas que existem no mercado de nitrogenados, dada a nossa dependência das importações”, disse o analista de inteligência de mercado da StoneX, Tomás Pernias, à Reuters. 

Por outro lado, ele destaca que o Brasil continuará exposto a fatores externos.

Ou seja, a importação fertilizantes ainda será determinante para a formação de preços no país. 

Guerra Oriente Médio pressiona mercado global de fertilizantes 

A recente intensificação da guerra Oriente Médio elevou o nível de incerteza no mercado internacional.

Ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã impactaram diretamente o fluxo global de fertilizantes. 

Embora apenas cerca de 2% da ureia importada pelo Brasil em 2024 tenha vindo do Irã, o peso do Oriente Médio como um todo é significativo.

Países como Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos respondem por uma fatia relevante das compras brasileiras. 

No total, o Brasil importou cerca de 7,7 milhões de toneladas de ureia no último ano.

Desse volume, aproximadamente 2,7 milhões de toneladas vieram da região do Oriente Médio. 

Produtor rural enfrenta cenário mais desafiador 

Apesar do aumento da oferta via fertilizantes Petrobras, o cenário para o produtor rural ainda é delicado.

A relação de troca entre commodities agrícolas e insumos segue desfavorável. 

“O poder de compra do produtor já não era bom antes de tudo isso. Agora, as dúvidas aumentam”, afirmou Jeferson Souza, analista da Agrinvest Commodities. 

Segundo ele, o contexto atual é mais complexo do que o observado em 2022.

Naquele período, apesar da guerra na Ucrânia, os preços agrícolas estavam mais elevados e o crédito era mais acessível. 

Capacidade produtiva cresce no Nordeste 

Os números da retomada mostram avanço consistente.

Em Sergipe, a planta produz cerca de 1,25 mil toneladas diárias de amônia e 1,8 mil toneladas de ureia Brasil. 

Já na Bahia, a produção nitrogenados superou 95% da capacidade, com aproximadamente 1,3 mil toneladas por dia de ureia. 

Esses resultados refletem uma estratégia clara do governo federal.

A reativação das fábricas foi incentivada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como forma de reduzir a dependência externa. 

Planos ampliam participação da Petrobras no mercado 

A Petrobras pretende ampliar ainda mais sua atuação no setor.

A meta é atingir 20% da demanda nacional de ureia Brasil com a retomada da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná. 

Além disso, a empresa projeta alcançar até 35% da produção nacional com a conclusão da UFN-3, em Três Lagoas (MS), nos próximos anos. 

A Ansa, inclusive, já iniciou um processo de contratação com 126 vagas abertas.

A unidade possui capacidade para produzir 720 mil toneladas de ureia e 475 mil toneladas de amônia por ano. 

Enquanto isso, o projeto da UFN-3 avança na fase de contratação.

A expectativa é que os investimentos sejam aprovados ainda no primeiro semestre de 2026, permitindo a retomada das obras. 

Fertilizantes Petrobras ganham papel estratégico no agronegócio 

Com a combinação entre aumento da produção nitrogenados e incertezas externas, os fertilizantes Petrobras assumem um papel cada vez mais estratégico. 

Embora não eliminem a dependência da importação fertilizantes, ajudam a reduzir vulnerabilidades em momentos de crise internacional.

Assim, o Brasil ganha mais previsibilidade no abastecimento, mesmo diante de cenários como a guerra Oriente Médio. 

Esse movimento reforça a importância de investir na produção interna, especialmente em um país com forte vocação agrícola e alta demanda por insumos essenciais como a ureia Brasil. 

Veja mais em: Petrobras vende fertilizantes a diversos estados e mitiga riscos com guerra

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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