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Engenheiros estão montando 89 blocos de 73.500 toneladas como Lego gigante no fundo do mar Báltico a 40 metros de profundidade para criar o maior túnel submerso do mundo entre Alemanha e Dinamarca

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 15/04/2026 às 07:00
Atualizado em 15/04/2026 às 22:00
Túnel submerso Fehmarnbelt Alemanha Dinamarca
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O maior túnel submerso do mundo está sendo construído com 89 blocos de 73.500 toneladas cada, montados como peças de Lego gigante no fundo do mar Báltico a 40 metros de profundidade com precisão de 15 milímetros

Engenheiros estão construindo o túnel submerso de Fehmarnbelt entre a Dinamarca e a Alemanha usando um método que parece ficção científica. São 89 elementos de concreto pré-moldados, cada um com 217 metros de comprimento e 73.500 toneladas.

Essas peças gigantes são fabricadas em terra, rebocadas pelo mar e posicionadas no leito do Báltico a 40 metros de profundidade. A precisão exigida no encaixe é de apenas 15 milímetros.

O projeto custa €7,4 bilhões e criará um túnel de 18 quilômetros que ligará as ilhas de Lolland e Fehmarn. Será o maior túnel imerso do mundo.

Quando pronto, carros farão a travessia em 10 minutos e trens em apenas 7 minutos. Atualmente, balsas levam horas e desvios rodoviários somam até 160 km entre Hamburgo e Copenhague.

Uma fábrica inteira foi construída do zero numa praia dinamarquesa só para fabricar os 89 blocos

Para produzir os elementos, uma fábrica foi erguida do zero em Rødbyhavn, na costa da Dinamarca. A construção dessa instalação já representaria um megaprojeto por si só.

Fábrica de blocos de concreto para o túnel Fehmarnbelt

O túnel combina rodovia de 4 faixas com ferrovia eletrificada de 2 linhas. Áreas separadas abrigam carros, caminhões e trens, além de saídas de emergência.

Mads Schreiner, diretor de mercado da VisitDenmark, declarou: “A nova conexão tornará a Dinamarca mais acessível para turistas da Europa Central e deve aumentar o fluxo de turismo sustentável.”

O projeto é financiado pela Dinamarca via Femern A/S, com reembolso por pedágios em 36 anos. A Alemanha contribui com €800 milhões para conexões rodoviárias.

Fehmarnbelt versus Gotardo: dois métodos diferentes de cruzar montanhas e mares

Diferente do Túnel do Gotardo na Suíça (escavado na rocha), o Fehmarnbelt usa módulos pré-fabricados imersos. O método permite construção mais rápida mas exige precisão milimétrica.

Interior do túnel submerso Fehmarnbelt com rodovia

Com 18 km, o Fehmarnbelt superará o túnel do Canal da Mancha em extensão de módulos imersos. Porém o Canal (50 km total) é escavado, não montado.

Segundo a InfoMoney, a obra representa o maior investimento em tráfego da história da Dinamarca: 52,6 bilhões de coroas dinamarquesas.

Outros túneis em construção na Europa, como o Lower Thames Crossing, seguem tendência semelhante de cruzar corpos d’água com infraestrutura submersa.

Compensação ambiental: 300 hectares de áreas de lazer e 42 hectares de recifes reconstruídos

O licenciamento ambiental exigiu compensações significativas. O projeto criará 300 hectares de novas áreas de lazer e conservação em Rødbyhavn.

Vista aérea do estreito de Fehmarnbelt entre Dinamarca e Alemanha

Além disso, 42,5 hectares de recifes foram reconstruídos na Sagas Bank como parte das medidas de compensação ambiental.

Conforme a Gazeta do Povo, previsões de conclusão variam entre 2029 e 2031, refletindo possíveis atrasos pela complexidade da obra. A montagem de 89 módulos com precisão de 15 mm no fundo do mar representa um desafio técnico sem precedentes.

O site oficial da Femern A/S confirma que a obra avança em 2026 com início da imersão dos módulos. Quando concluído, o Fehmarnbelt mudará o mapa de transportes da Europa e encurtará em 160 km a rota entre Hamburgo e Copenhague.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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