Cada segmento pré-fabricado de concreto pesa 73 mil toneladas e mede 217 metros de comprimento
O maior túnel imerso do mundo está sendo afundado entre Alemanha e Dinamarca. O Fehmarn Belt vai ter 18 km de extensão, formado por 79 segmentos de concreto pré-fabricados que pesam 73 mil toneladas cada um.
A obra deve estar concluída em 2029. Vai encurtar a viagem entre Hamburgo e Copenhagen em até 4 horas.
Segundo a empresa dinamarquesa Femern A/S, o primeiro segmento foi afundado no fundo do Mar Báltico em junho de 2025.
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O processo vai ser repetido 78 vezes mais. Cada operação leva entre 2 e 4 dias para posicionar o segmento.
Conforme reportou a World Construction Network, o projeto custa aproximadamente 7 bilhões de euros. É financiado pela Dinamarca, com retornos via pedágio durante 50 anos.
Por isso, o Fehmarn Belt vira o maior túnel imerso já construído no mundo. Supera o atual recordista, o Marmaray sob o estreito de Bósforo na Turquia.

Como funciona o Fehmarn Belt e por que é diferente
O Fehmarn Belt é um túnel imerso. Diferente dos túneis convencionais perfurados em rocha, os segmentos pré-fabricados são afundados no leito marinho.
Conforme o registro técnico do projeto, cada elemento tem 217 metros de comprimento. A largura é de 42 metros e a altura, 9 metros.
Por isso, é o equivalente a um prédio de 3 andares deitado. Cada segmento tem 9 pisos verticais para acomodar autoestrada e ferrovia.
Em paralelo, o método tem vantagens críticas. Conforme análise da Tunnel Magazine, a profundidade máxima é de apenas 40 metros.
Dessa forma, é mais rápido que perfurar rocha por baixo. Também é mais barato e seguro.
De fato, o local original previa ponte. Mas o vento extremo do Báltico tornou a ponte inviável.

Onde fica o Fehmarn Belt e a logística do canteiro
O Fehmarn Belt liga Rødby, no sul da ilha dinamarquesa Lolland, a Puttgarden, no norte da ilha alemã Fehmarn. A travessia atual leva 45 minutos de balsa.
Conforme a Femern A/S, os 79 segmentos são fabricados em uma planta dedicada em Rødby. O complexo industrial tem 1,5 km de extensão.
Por isso, a logística é maciça. Cada elemento finalizado é puxado para o mar e rebocado até o local de imersão.
Em paralelo, o consórcio Femern Link Contractors lidera a obra. Reúne empresas dinamarquesas, holandesas, belgas e alemãs.
De fato, é o maior projeto de infraestrutura individual da Europa. Conforme a Ministério Federal Alemão de Transportes, parte do financiamento vem de fundos europeus.
- Extensão do túnel: 18 km (maior túnel imerso do mundo)
- Segmentos pré-fabricados: 79
- Comprimento de cada segmento: 217 metros
- Peso de cada segmento: 73.000 toneladas
- Investimento total: ~ 7 bilhões de euros
- Conexão: Rødby (Dinamarca) ↔ Puttgarden (Alemanha)
- Conclusão: 2029
- Economia de tempo: 4 horas Hamburgo-Copenhagen
Impacto econômico do Fehmarn Belt na Europa
O Fehmarn Belt vai transformar a logística do norte europeu. Conforme a STRING Megaregion, o impacto econômico esperado é de bilhões em comércio.
Por isso, Hamburgo e Copenhagen passam a operar como cidades vizinhas. A distância real cai de 1.000 km via estrada para 18 km via túnel.
Em paralelo, mercadorias da Suécia, Finlândia e países Bálticos passam a chegar à Alemanha em metade do tempo.
Conforme análise da Greater Copenhagen, a região metropolitana ganha 8 milhões de moradores de “raio de 1 hora”.
De fato, o Fehmarn Belt redesenha o mapa econômico do norte europeu. Cria a Megaregião Hamburgo-Malmö-Copenhagen com 19 milhões de habitantes em uma única área econômica.

Desafios técnicos e atrasos do projeto
O Fehmarn Belt enfrentou atrasos importantes. Conforme a Copenhagen Post, o navio especializado de imersão demorou para receber aprovação.
Por isso, o cronograma original de 2029 ficou apertado. Há risco de atraso para 2030 ou 2031.
Em paralelo, a engenharia precisou enfrentar correntes fortes do Mar Báltico. Conforme reportou a Construction Briefing, dois contratos foram cancelados em 2025 por atrasos.
Dessa forma, a Femern A/S precisou reorganizar a cadeia de suprimentos. Novos contratos foram firmados em condições mais flexíveis.
De acordo com a PERI International, fornecedora dos formworks, o projeto exige tolerâncias estruturais de menos de 5 cm em 217 metros.
Conforme a Practical Engineering, o Fehmarn Belt é “o método de tunelagem mais improvável já tentado em escala industrial”.

O que o Fehmarn Belt ensina para o Brasil
O caso do Fehmarn Belt oferece referência para projetos como a ponte Salvador-Itaparica. A travessia baiana de 12,4 km tem custo de R$ 10 bilhões.
Por isso, métodos de túnel imerso poderiam ser estudados como alternativa. Permitem profundidades menores e custo previsível por segmento.
Em paralelo, o Brasil precisa de empresas especializadas em construção marítima pesada. Femern Link Contractors é referência global do setor.
De fato, a Webuild italiana já opera no Brasil. Outras companhias do consórcio Fehmarn poderiam também participar de licitações futuras.
Para mais sobre megaobras europeias atuais, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre infraestrutura russa estratégica.
Para uma comparação com obras chinesas similares, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre rotas marítimas globais.
Vale notar que o impacto ambiental do Fehmarn Belt ainda gera discussão. Organizações ecológicas alemãs questionam o impacto no leito do Báltico.
Apesar disso, o cronograma segue firme. Em 2029, Dinamarca e Alemanha vão ser conectadas pelo maior túnel imerso da história em apenas 7 minutos de viagem.
