Início Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta para desabastecimento de diesel no Brasil devido à queda da oferta no mercado internacional e o baixo uso das refinarias para produção do combustível

Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta para desabastecimento de diesel no Brasil devido à queda da oferta no mercado internacional e o baixo uso das refinarias para produção do combustível

27 de maio de 2022 às 12:03
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Com um baixo uso das refinarias de petróleo brasileiras para a produção de diesel e um risco de desabastecimento do mercado internacional em razão da queda na oferta do combustível, a FUP prevê uma crise do recurso no território nacional
Foto: Diário do Transporte

Com um baixo uso das refinarias de petróleo brasileiras para a produção de diesel e um risco de desabastecimento do mercado internacional em razão da queda na oferta do combustível, a FUP prevê uma crise do recurso no território nacional

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou na última terça-feira, (24/05), que o Brasil sofre risco de desabastecimento de óleo diesel no início do segundo semestre do ano. Isso acontece pois o mercado internacional terá uma baixa oferta do combustível e as refinarias brasileiras de petróleo não são focadas na produção do recurso, o que irá colaborar para uma possível crise no território nacional e um aumento nos preços do óleo.

Brasil corre risco de desabastecimento do combustível durante o início do segundo semestre de 2022, segundo projeções da FUP para o mercado nacional

A FUP realizou um alerta no início desta semana para o futuro do mercado de combustíveis no Brasil durante o segundo semestre do ano de 2022, uma vez que a federação projeta um desabastecimento de diesel já no início do período. Isso acontece pois o mercado internacional conta atualmente com um baixo estoque do combustível e, com isso, haverá uma queda na oferta do recurso para as outras nações, incluindo o Brasil. 

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Atualmente, o Brasil consegue suprir toda a sua necessidade de petróleo com a produção nacional, mas o país importa atualmente cerca de 25% de sua necessidade de diesel no mercado interno, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível).

Isso acontece pois as refinarias brasileiras de petróleo não investem na produção do combustível e, com isso, o país precisa realizar fortes importações de diesel. Dessa forma, o mercado nacional não consegue se preparar para momentos de crise internacional como o que a FUP está prevendo.

Além disso, haverá um crescimento na demanda durante os próximos meses, uma vez que,  com o aumento da safra agrícola, a maior circulação de caminhões e a expectativa de retomada do consumo no período pós-pandemia, o Brasil precisa de mais estoques de diesel. No entanto, o mercado internacional passa por um momento de baixa nos estoques e, durante os próximos meses, poderá sofrer com um desabastecimento do combustível, que também chegará ao território nacional e a diversos outros países do mundo.

Dependência de importação do diesel no Brasil revela problema no abastecimento do combustível e no aproveitamento das refinarias nacionais para uma boa produtividade

Com um cenário de crise e desabastecimento de diesel aguardando o Brasil durante os próximos meses, a FUP afirmou que esse momento revela a fragilidade do sistema produtivo do combustível no país. Além disso, também demonstra o equívoco da política do governo Bolsonaro, que não criou novas refinarias, reduziu investimentos no setor de refino e vendeu unidades da Petrobras.

O Brasil possui um alto potencial de produção de óleo diesel e, com os investimentos necessários, poderia ser suficiente no abastecimento interno, mas ainda não possui o olhar necessário para que isso aconteça.

Além disso, o  coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, revelou mais um problema na rota de abastecimento nacional com os conflitos internacionais entre Rússia e Ucrânia e destacou: “A Índia está produzindo diesel com petróleo russo e exportando para Ásia e Brasil. No entanto, grande parte do diesel importado pelo Brasil, cerca de 80%, é fornecida pelos EUA, que está enviando muito produto para a Europa”.

Com isso, a importação do combustível se torna cada vez mais difícil no cenário atual e ainda pior nas projeções futuras realizadas pela FUP. Assim, a federação espera agora novos pronunciamentos da ANP e do Governo Federal quanto às medidas para evitar um desabastecimento do recurso no país durante o próximo semestre.

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