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Família que começou vendendo massa de pão de queijo em baldes numa fábrica de 100 m² transformou receita com ovos da antiga granja em negócio de R$ 17 milhões, 200 toneladas mensais e mais de 1,4 mil clientes no mercado de congelados

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Escrito por Carla Teles Publicado em 23/06/2026 às 19:06
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Pão de queijo, Massa X, fábrica de pão de queijo, granja familiar e salgados congelados explicam negócio que chegou a R$ 17 milhões. Imagem: Reprodução/MASSA X/Divulgação
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Com origem em Suzano, a Massa X nasceu em 1995 após uma fábrica cliente fechar, aproveitou ovos da granja familiar, começou com massa vendida em baldes e, segundo a Revista PEGN, chegou a R$ 17 milhões de faturamento em 2023, com 70 funcionários e também expansão no varejo supermercadista brasileiro.

O pão de queijo que começou como alternativa para aproveitar ovos de uma granja familiar em Suzano, no interior de São Paulo, virou um negócio milionário quase três décadas depois. A Massa X, criada em 1995 por Tung Yun Wu, conhecido como Sr. Tung, saiu de uma pequena estrutura de 100 m² para uma operação de cerca de 3 mil m².

Segundo reportagem da Revista PEGN publicada em 19 de agosto de 2024, a empresa chegou a aproximadamente R$ 17 milhões de faturamento em 2023, vendendo mensalmente cerca de 200 toneladas de pão de queijo e salgados congelados para mais de 1,4 mil clientes. A trajetória envolve mudança de rota, sucessão familiar e adaptação ao mercado de congelados.

De granja familiar a fábrica de pão de queijo

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Imagem: Reprodução/MASSA X

A origem da Massa X está ligada à granja da família Tung, em Suzano. De acordo com a reportagem da Revista PEGN, o ponto de virada ocorreu quando uma fábrica de pão de queijo que era cliente da granja faliu. Naquele momento, um vendedor ligado ao negócio que havia fechado sugeriu que a família passasse a produzir o próprio produto.

A ideia fazia sentido porque um dos ingredientes usados na receita tradicional era justamente um insumo que a família tinha em abundância: ovos. O que parecia apenas uma saída para manter a granja ativa acabou se transformando em uma nova direção empresarial. A produção começou em 1995, com investimento inicial de R$ 30 mil.

Na fase inicial, a estrutura era pequena. A fábrica ocupava cerca de 100 m² e contava com uma casa de produção e freezer de resfriamento. O formato de venda também era diferente do padrão atual: a massa do pão de queijo era comercializada em baldes para padarias, mercearias e outros estabelecimentos.

Naquele começo, a entrega mensal girava em torno de 3,5 toneladas. O volume ainda estava distante da escala atual, mas já mostrava que havia demanda. A empresa cresceu justamente ao perceber uma dificuldade prática dos clientes e transformar essa dor em oportunidade de produto.

Baldes, colheradas e a mudança que abriu espaço para os congelados

Cerca de dois anos depois da criação do negócio, Sr. Tung identificou um problema recorrente entre os compradores. Como a massa era vendida em baldes, cada estabelecimento preparava os produtos manualmente, em porções diferentes. Isso dificultava o controle de tamanho, padronização e rendimento.

A partir dessa observação, a empresa passou a vender o pão de queijo em versões congeladas e fracionadas. A mudança parece simples, mas alterou a lógica do negócio. Em vez de depender da dosagem feita por cada cliente, a Massa X passou a oferecer um produto mais padronizado, adequado à rotina de padarias, mercados e pontos de venda.

A estratégia também abriu espaço para a ampliação do portfólio. A partir de 1998, a empresa passou a vender outros salgados congelados, como coxinhas, croissants e empadas. A entrada desses produtos não reduziu a importância do item principal; segundo a reportagem, a procura pelo próprio pão de queijo mais que dobrou, chegando a oito toneladas por mês.

Esse crescimento mostra como a diversificação pode fortalecer o produto de origem quando existe coerência com o mercado atendido. No caso da Massa X, o eixo continuou sendo o alimento congelado voltado à praticidade, mas com mais opções para os clientes comerciais.

Segunda geração assumiu a operação e ampliou o alcance da marca

A Massa X chegou à segunda geração da família Tung com Diego Tung, filho do fundador, atuando como CEO, e Giovana Tung, diretora comercial e de marketing. Segundo a Revista PEGN, os filhos assumiram o negócio em 2020, em um momento em que a empresa já tinha estrutura industrial mais robusta e presença no mercado de congelados.

Antes disso, em 2008, a companhia também passou a operar no modelo white label, produzindo para outras marcas. Esse tipo de operação ampliou o uso da capacidade fabril e aproximou a empresa de grandes clientes do setor alimentício. Na prática, a Massa X deixou de ser apenas uma fabricante de marca própria e passou a ocupar também os bastidores de outras marcas.

Em 2023, conforme a reportagem, os irmãos fundaram uma segunda empresa, a Klok. O foco da nova marca passou a ser o varejo e a venda em supermercados, com produtos como pães de queijo e salgadinhos congelados. A proposta acompanha o interesse por alimentos práticos, especialmente aqueles preparados em fritadeiras elétricas.

A separação entre Massa X e Klok também indica uma estratégia de posicionamento. Enquanto a Massa X mantém a estrutura industrial e a relação com clientes comerciais e marcas parceiras, a Klok mira o consumidor final nas gôndolas. Assim, o pão de queijo continua no centro da história, mas aparece em diferentes frentes de mercado.

Produção mensal chegou a 200 toneladas e fábrica ocupa área da antiga granja

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Na época da reportagem publicada em agosto de 2024, a fábrica da Massa X ocupava a área da antiga granja da família, com aproximadamente 3 mil m². A empresa contava com mais de 70 funcionários e atendia mais de 1,4 mil clientes, incluindo a própria Klok e grandes empresas do setor, como a rede de supermercados Dia, citada pela PEGN.

O volume informado também chama atenção: cerca de 200 toneladas mensais de pão de queijo e salgados congelados. Desse total, aproximadamente 60% eram referentes aos pães de queijo, enquanto os demais 40% vinham de outros salgados. Mesmo após a diversificação, o produto que deu origem ao negócio continuava representando a maior parte da produção.

O faturamento aproximado de R$ 17 milhões em 2023 reforça a escala alcançada pela empresa. Para 2024, a expectativa informada à PEGN era de crescimento de 20% no valor, mas a fonte fornecida não apresenta o resultado final desse período. Por isso, o dado deve ser entendido como uma projeção feita à época, não como faturamento confirmado.

A trajetória também se conecta a um mercado amplo. A fonte menciona levantamento industrial do IBGE, de 2020, segundo o qual a produção brasileira relacionada ao segmento chegou a cerca de 892,5 mil toneladas por ano. Esse contexto ajuda a explicar por que uma empresa familiar conseguiu encontrar espaço em um produto tão presente no consumo nacional.

De uma granja em Suzano a uma marca que cresceu ouvindo o mercado

A história da Massa X mostra como uma mudança empresarial pode nascer de uma dificuldade concreta. A família tinha uma granja, viu um cliente fechar as portas, aproveitou a disponibilidade de ovos e transformou o pão de queijo em uma operação industrial com milhares de clientes, produção mensal elevada e presença no mercado de congelados.

O caso também chama atenção porque não depende apenas de uma receita tradicional, mas de decisões de gestão: padronização do produto, escuta dos clientes, expansão do portfólio, produção para outras marcas e sucessão familiar.

Na sua opinião, negócios familiares como esse crescem mais pela tradição da receita ou pela capacidade de enxergar oportunidades no mercado? Comente e participe da discussão.

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Carla Teles

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