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Fábrica de Brusque troca a escala 6×1 por 5×2 sem cortar salários: empresa reduz jornada para 40 horas semanais e transforma sábados e domingos em folga para a maior parte dos trabalhadores a partir de julho

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 09/06/2026 às 11:22
Atualizado em 09/06/2026 às 11:26
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Fábrica de Brusque troca a escala 6×1 por 5×2 sem cortar salários: empresa reduz jornada para 40 horas semanais e
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Indústria de Brusque troca a escala 6×1 por 5×2, reduz a jornada para 40 horas semanais e mantém salários integrais a partir de julho de 2026.

Uma indústria de Brusque, em Santa Catarina, decidiu adotar uma mudança que coloca a discussão sobre jornada de trabalho, escala 5×2 e qualidade de vida no trabalho no centro do debate. Segundo o ND Mais, a Versátil Plásticos firmou acordo para trocar a escala 6×1 pela 5×2, com 40 horas semanais e manutenção integral dos salários, com início previsto para 1º de julho de 2026.

A decisão chama atenção porque a troca de jornada ocorre em um ambiente industrial, onde mudanças desse tipo costumam enfrentar mais resistência por causa da operação contínua, dos custos e das metas de produtividade. No caso da empresa catarinense, a mudança foi apresentada como uma medida voltada a melhorar a rotina dos trabalhadores sem reduzir remuneração.

Escala 5×2 em indústria de Brusque foi negociada sem redução salarial

Segundo o ND Mais, a mudança na Versátil Plásticos foi fechada em acordo com o Sintiplasqui e garante que os funcionários deixem a escala tradicional de seis dias para trabalhar de segunda a sexta-feira, com folgas aos sábados e domingos. O ponto central da decisão é justamente a combinação entre redução da jornada semanal e salário preservado.

Esse modelo altera de forma concreta o tempo disponível fora da fábrica. Em vez de uma folga mais fragmentada, os trabalhadores passam a ter dois dias consecutivos de descanso, o que tende a ampliar o espaço para convivência familiar, recuperação física e organização da vida pessoal. Essa é uma das razões pelas quais a mudança repercutiu rapidamente fora de Brusque.

Redução da jornada de trabalho ganhou força no Brasil com foco em produtividade e transição

A decisão da fábrica catarinense acontece em um momento em que a discussão sobre redução da jornada de trabalho ganhou novo fôlego no Brasil.

Segundo a nota publicada no arXiv por Victor Rangel, o debate recente passou a girar em torno de quanto ganho de produtividade seria necessário para sustentar jornadas menores sem perda imediata de produto agregado.

O ponto central do estudo é que a conta muda bastante conforme o tamanho da redução. Segundo o texto, uma transição de 44 para 40 horas semanais exige um ganho de produtividade muito menor do que uma mudança direta para 36 horas, o que ajuda a explicar por que modelos intermediários, como a escala 5×2 com 40 horas, passaram a ser vistos como alternativas mais viáveis no debate público e empresarial.

Semana de cinco dias começa a aparecer como vantagem competitiva para empresas

A mudança em Brusque também se conecta a uma transformação mais ampla no mercado de trabalho. Jornada, descanso e equilíbrio entre vida pessoal e profissional passaram a pesar mais nas escolhas dos trabalhadores, e isso faz com que empresas com modelos mais equilibrados ganhem atenção extra na disputa por mão de obra.

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Essa leitura é reforçada pelo crescimento do debate público em torno da semana de cinco dias e da reorganização da carga horária no Brasil.

No caso da Versátil Plásticos, a mudança tem valor simbólico porque mostra que a discussão já saiu do campo abstrato e começou a entrar em decisões concretas de empresas brasileiras. Não se trata apenas de uma tese debatida no Congresso ou em estudos econômicos. Trata-se de uma fábrica real trocando a escala 6×1 por 5×2 e preservando o salário.

Experiência de Brusque deve ser observada por empresários, sindicatos e trabalhadores

A adoção da escala 5×2 na empresa de Brusque tende a ser acompanhada de perto nos próximos meses porque toca em um ponto sensível para o mercado: se é possível reduzir a jornada sem cortar salário e ainda preservar operação, produtividade e retenção de funcionários. Esse será o teste mais importante da experiência.

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Se o resultado for positivo, o caso pode ganhar força como referência para outras empresas industriais, especialmente em setores onde o tema ainda é tratado com cautela.

A pergunta que começa a surgir com mais força é objetiva: em um mercado que valoriza cada vez mais tempo livre, previsibilidade e bem-estar, a semana de cinco dias pode deixar de ser exceção e passar a ocupar mais espaço também fora dos escritórios.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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