A recuperação naval do Tally Ho envolveu sete anos de serviços em casco, convés, mastros, interiores e sistemas de bordo, reunindo carpintaria marítima, manutenção especializada e preparação técnica para navegação oceânica.
O Tally Ho passou por sete anos de recuperação naval, com reconstrução de partes estruturais do casco, das cavernas, do convés, dos mastros e dos sistemas de bordo. O veleiro de 1910 voltou ao mar depois de uma obra que exigiu carpintaria marítima, equipamentos específicos e mão de obra especializada.
Sampson Boat Co., site oficial do projeto de restauração, registra que Leo Goolden, construtor de barcos e marinheiro, conduziu a obra com ajuda de amigos, voluntários e profissionais especializados. Os vídeos publicados durante o trabalho formaram uma comunidade que passou a apoiar a recuperação do veleiro.
A compra por US$ 1 marcou apenas a transferência inicial da embarcação. O principal desafio foi recuperar um barco de madeira deteriorado e prepará lo para navegação de longa distância, com intervenções em áreas que influenciam segurança, estabilidade e funcionamento no oceano.
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Por que o Tally Ho quase foi desmontado antes da restauração
Antes da compra, o Tally Ho estava em Brookings Harbor, no estado americano do Oregon, com problemas graves em sua estrutura. As despesas para manter o barco guardado aumentavam e havia risco de desmonte.

No fim de 2012, a Albert Strange Association assumiu a propriedade, cobriu a embarcação para evitar mais danos e buscou alguém capaz de recuperar o veleiro. A ação impediu que um barco com mais de um século de história desaparecesse.
Leo Goolden assumiu o desafio de devolver o Tally Ho ao oceano. O estado da embarcação exigia mais que limpeza e pintura, pois partes essenciais precisavam ser refeitas antes de uma nova viagem.
Restauração de veleiro refez casco, convés, mastros e espaços internos
A obra passou pelo casco, parte externa que fica em contato com a água, e pelas cavernas, peças curvas que dão forma e firmeza ao barco. A madeira comprometida precisou ser substituída em vários pontos para recuperar a estrutura.
O convés, área superior onde as pessoas caminham, também entrou no projeto. Os espaços internos foram reconstruídos para devolver condições de uso à embarcação, sem ignorar o desenho de um veleiro de madeira construído em 1910.

A restauração ainda incluiu novos mastros, sistemas de água e equipamentos de propulsão. Propulsão é o conjunto que ajuda o barco a se mover quando as velas não bastam, algo importante em uma viagem longa pelo oceano.
Vídeos no YouTube ajudaram a sustentar sete anos de trabalho
Sampson Boat Co., site oficial do projeto de restauração, mostra que a comunidade criada pelos vídeos ajudou a financiar a reconstrução. Amigos, voluntários e profissionais com experiência em construção naval passaram a fazer parte da obra.
O canal abriu ao público tarefas que costumam ficar escondidas em galpões, como troca de madeira, preparo do convés, ajustes dos interiores e instalação de sistemas de bordo. Esses sistemas são os equipamentos que fazem a embarcação funcionar no dia a dia.
O valor de US$ 1 explica a origem do projeto, mas não define sua dimensão. A obra representa uma recuperação naval prolongada, com impacto para profissionais de carpintaria marítima, manutenção de embarcações e preservação de patrimônio ligado à navegação.
Vitória de 1927 explica a meta de voltar para a Fastnet Race
O Tally Ho venceu a Fastnet Race em 1927, depois de enfrentar mar agitado e ventos fortes. A prova é uma competição de longa distância no oceano, feita para testar veleiros fora de águas abrigadas.
Em 2027, o marco será de cem anos da vitória do Tally Ho na competição. A data não marca cem anos da Fastnet Race, pois a primeira edição ocorreu em 1925.
A vitória ajuda a explicar a viagem de volta ao Reino Unido, onde o barco foi construído. Recuperar a embarcação também significa preservar uma história que quase terminou com o desmonte.

Reino Unido e Fastnet Race de 2027 ainda são metas da viagem
O Tally Ho navega de volta do Pacífico Norte para o Reino Unido. A Fastnet Race de 2027 permanece como objetivo, e o projeto ainda tem caminho pela frente antes de alcançar a largada.
O retorno ao oceano não encerra os desafios de uma restauração naval. Casco, mastros, sistemas e tripulação precisam funcionar juntos em condições que podem mudar rapidamente durante a travessia.
A recuperação do Tally Ho mostra que embarcações de madeira exigem planejamento técnico, carpintaria marítima, manutenção de sistemas e avaliação constante do casco antes de voltar à navegação. A obra também envolve estaleiros, oficinas e fornecedores especializados em peças, materiais e serviços navais.
Na sua opinião, recuperar embarcações históricas pode ajudar a manter técnicas, oficinas e profissionais da construção naval em atividade?
