Explosão solar registrada no domingo pode atingir a Terra de raspão e aumentar chances de auroras boreais nesta semana.
Uma explosão solar observada no domingo (10) colocou centros internacionais de monitoramento espacial em alerta após o lançamento de uma nuvem de partículas carregadas em direção ao espaço. Parte desse material poderá alcançar a Terra entre quarta-feira (13) e quinta-feira (14), ainda que de forma indireta. Segundo especialistas, o impacto deve ser limitado, mas existe possibilidade de pequenas tempestades geomagnéticas e aumento na intensidade das auroras boreais em regiões mais ao norte do planeta.
O fenômeno foi identificado às 10h39, no horário de Brasília, em uma área ativa do Sol chamada AR4436. A informação foi divulgada pela plataforma Spaceweather.com, que acompanha eventos relacionados ao clima espacial.
Embora a atividade tenha sido considerada moderada, autoridades internacionais seguem acompanhando o comportamento da região solar responsável pela erupção devido à possibilidade de novos episódios nos próximos dias.
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Explosão solar lançou material magnético pelo espaço
Além da emissão intensa de energia, o evento também gerou uma ejeção de massa coronal, fenômeno conhecido pela liberação de plasma e campos magnéticos da atmosfera solar em alta velocidade.
Nesse caso, a maior parte do material não deve atingir diretamente o planeta. Ainda assim, modelos de previsão espacial indicam que uma parcela da nuvem poderá alcançar o campo magnético terrestre de maneira parcial.
De acordo com análises da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e do Serviço Meteorológico do Reino Unido, essa aproximação pode gerar uma tempestade geomagnética de nível G1, considerada fraca dentro da escala utilizada pelos especialistas.

O que significa uma tempestade geomagnética G1?
As tempestades geomagnéticas acontecem quando partículas vindas do Sol interagem com o campo magnético da Terra. Dependendo da intensidade, o fenômeno pode afetar sistemas tecnológicos e provocar alterações temporárias em comunicações.
No caso previsto para esta semana, os efeitos esperados são limitados. Mesmo assim, alguns impactos podem ocorrer.
Entre as possíveis consequências estão:
- Pequenas falhas em sinais de rádio
- Oscilações leves em sistemas de comunicação
- Intensificação das auroras boreais
- Alterações temporárias na atmosfera superior
As auroras devem ser mais visíveis em áreas de alta latitude, incluindo partes do Canadá, norte dos Estados Unidos e regiões do Reino Unido.
Região solar continua sob monitoramento
O grupo de manchas solares AR4436, responsável pela explosão solar, está localizado na borda nordeste do Sol. Conforme o astro gira, essa região passa gradualmente a ficar mais alinhada com a Terra.
Outro ponto que mantém os cientistas atentos é a atividade simultânea da região AR4432. Ambas continuam instáveis e podem produzir novas erupções.
Segundo os órgãos de monitoramento, o acompanhamento seguirá constante nos próximos dias devido ao potencial de novas emissões de energia solar.
Explosão solar foi classificada como M5.7
A erupção registrada recebeu classificação M5.7. Essa categoria faz parte da escala usada pela NASA para medir a intensidade das explosões solares.
As classes seguem uma ordem crescente:
| Classe | Intensidade |
| A | Muito fraca |
| B | Fraca |
| C | Baixa |
| M | Moderada |
| X | Extrema |
Cada categoria representa um aumento significativo na quantidade de energia liberada pelo Sol.
Apesar de não estar entre os níveis mais perigosos, uma explosão solar da classe M ainda pode causar efeitos temporários sobre sistemas de rádio e comunicações de alta frequência.
Sinais de rádio sofreram interferência após o evento
Minutos depois da erupção, a NOAA registrou um apagão de rádio em partes do Oceano Atlântico.
Segundo os especialistas, isso acontece porque os raios X e a radiação ultravioleta emitidos durante a explosão alteram temporariamente a camada superior da atmosfera terrestre.
Esse tipo de interferência pode prejudicar comunicações utilizadas por:
- Aviões
- Embarcações marítimas
- Operadores de rádio amador
- Sistemas de alta frequência
Os efeitos, porém, costumam ser temporários.
Evento ocorre dois anos após forte atividade solar histórica
A nova explosão solar também chamou atenção por acontecer praticamente dois anos depois de um dos episódios mais intensos registrados nas últimas décadas.
A Terra enfrentou uma tempestade geomagnética de nível G5 em maio de 2024. Naquele período, auroras boreais foram vistas em áreas incomuns, chegando até regiões do sul do México.
Desta vez, especialistas afirmam que a atividade atual está muito abaixo daquele cenário histórico. Mesmo assim, o monitoramento segue reforçado devido à continuidade das atividades solares observadas nas manchas AR4436 e AR4432.
Explosão solar reforça período de maior atividade no Sol
Os eventos recentes fazem parte de um período de atividade mais intensa da nossa estrela. Durante essas fases, manchas solares e erupções tendem a ocorrer com maior frequência.
Enquanto isso, centros internacionais especializados continuam avaliando os impactos das partículas solares liberadas no domingo.
Caso a nuvem realmente alcance a Terra de raspão nos próximos dias, os efeitos devem permanecer limitados. Ainda assim, o fenômeno poderá gerar alterações visíveis no céu em regiões próximas aos polos, especialmente durante a noite.
Com informações do Olhar Digital
