Nova legislação pretende revitalizar a indústria naval americana e reforçar segurança nacional e econômica
O Congresso dos EUA reintroduziu a Lei SHIPS for America, que busca criar uma Frota Comercial Estratégica com até 250 embarcações, enfrentando o domínio marítimo chinês e garantindo a presença americana no transporte internacional.
Frota Comercial Estratégica será limitada a 250 embarcações
A nova proposta legislativa, chamada oficialmente de Lei de Construção Naval e Infraestrutura Portuária para a Prosperidade e Segurança para a América de 2025, exige a formação de uma Frota Comercial Estratégica. O objetivo é ter navios privados com capacidade comercial e utilidade militar. O limite máximo será de 250 navios ativos. A medida busca fortalecer a segurança nacional e reduzir a vulnerabilidade americana em tempos de conflito ou tensão geopolítica.
Dependência marítima externa preocupa autoridades dos EUA
Atualmente, os EUA contam com menos de 200 embarcações oceânicas. Apenas 80 delas participam do comércio internacional. Em contraste, a China já opera mais de 5.500 navios documentados. Segundo o senador Mark Kelly, isso mostra que os EUA estão ficando para trás. Ele alertou que 98% das importações americanas chegam por navios estrangeiros, boa parte construída com subsídios chineses. Essa dependência é vista como um risco à segurança e à economia.
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Lei SHIPS for America prevê fundo bilionário e novas exigências
Além da frota, a legislação propõe a criação de um Fundo Fiduciário de Segurança Marítima de US$ 20 bilhões. Esse fundo serviria para ampliar a colaboração com aliados e garantir que 100% da carga governamental seja transportada por navios com bandeira americana. A lei também estipula uma nova exigência para o setor de GNL: a partir de 2028, 1% da exportação deverá ser feita em navios construídos, registrados e operados nos EUA — índice que subirá para 15% até 2047.
Setores impactados pelas novas tarifas
Com a recente ordem executiva assinada por Donald Trump, navios chineses e embarcações construídas na China enfrentarão taxas de até US$ 1,5 milhão. As mudanças, previstas para começar em outubro, vão afetar mais o setor de porta-contêineres, especialmente navios acima de 4.000 TEU. Já os setores de granéis secos e petroleiros devem sentir impacto reduzido, graças às várias isenções previstas.
Navios chineses podem evitar rotas para os EUA
Com a pressão das tarifas, especialistas como Nikos Tagoulis alertam para um possível redirecionamento de rotas. A expectativa é de que parte da carga seja transbordada em portos do Caribe ou América Latina antes de chegar aos EUA, como forma de driblar as novas regras. Isso reforça a urgência de revitalizar a indústria naval americana para não depender de estratégias externas.

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