Os Estados Unidos mudaram as regras do petróleo venezuelano, liberando empresas americanas para negociar com Caracas enquanto barram países considerados inimigos, como Rússia, China e Irã.
O petróleo venezuelano voltou ao centro da política internacional após uma mudança decisiva feita pelo governo dos Estados Unidos.
O Departamento do Tesouro norte-americano publicou uma nova licença que muda, de forma profunda, as regras do comércio entre empresas dos EUA e a Venezuela, dona de uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
A autorização foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) na segunda-feira, dia 03/01, com o nome oficial de “Autorizando certas atividades envolvendo petróleo de origem venezuelana”.
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O texto permite que companhias americanas e venezuelanas retomem negócios que estavam travados por décadas de sanções.
Ao mesmo tempo, a medida cria uma barreira clara contra países vistos por Washington como inimigos.
EUA liberam o petróleo, mas impõem vetos a aliados da Venezuela
Enquanto as empresas dos Estados Unidos ganham acesso ao petróleo da Venezuela, vários países ficaram de fora do novo jogo. A licença proíbe qualquer operação envolvendo Cuba, Irã, Rússia, China e Coreia do Norte.
Segundo o documento oficial, estão vetadas “qualquer transação que envolva uma pessoa localizada ou organizada sob as leis da Federação Russa, da República Islâmica do Irã, da República Popular Democrática da Coreia, da República de Cuba”.
Também entram na lista “qualquer entidade que seja de propriedade ou controlada, direta ou indiretamente” por esses países.
Além disso, empresas ligadas à China também ficam bloqueadas. A licença proíbe qualquer parceria ou empreendimento conjunto com entidades chinesas.
A decisão faz parte da estratégia dos EUA de conter a influência de grandes potências na América Latina.
O que as empresas agora podem fazer com o petróleo venezuelano
A nova licença é ampla. Ela permite a exploração, exportação e venda de petróleo bruto. Também libera o fornecimento de produtos usados no refino, além de transporte, armazenamento e logística.
Tudo isso é autorizado “mesmo quando tais transações envolvam o Governo da Venezuela, a Petróleos de Venezuela (PDVSA) ou entidades nas quais a estatal detenha, direta ou indiretamente, uma participação de cinquenta por cento ou mais”, diz a licença.
Pela primeira vez, a Venezuela também poderá processar seu próprio petróleo bruto pesado dentro do país.
No entanto, existe uma condição central: os contratos precisam seguir as leis dos Estados Unidos e qualquer disputa deverá ser resolvida em tribunais norte-americanos.

