Quase três décadas após a missão STS-80, três imagens arquivadas pela NASA voltam ao centro das atenções ao mostrar um corpo luminoso em órbita. Sem horário, escala, distância ou sequência completa, o registro permanece cercado por dúvidas.
A Terra ocupa o fundo da cena. Pela janela do ônibus espacial Columbia, um pequeno objeto iluminado surge sobre o planeta, muda de posição e parece girar. As imagens foram feitas em 1996, durante uma missão da NASA, mas só agora entraram em uma divulgação oficial do governo dos Estados Unidos sobre fenômenos não identificados.
São três fotografias ligadas à missão STS-80. Elas foram publicadas em 10 de julho de 2026 dentro do quarto lote do programa PURSUE, criado para revisar e tornar públicos arquivos históricos relacionados a óvnis. A revelação reacendeu um mistério que permaneceu quase três décadas sem explicação definitiva.
Um objeto brilhante apareceu diante da Terra

Nas imagens, o objeto tem aparência triangular, cônica ou semelhante a uma pequena cunha. Entre uma foto e outra, ele parece mudar de orientação, como se estivesse girando enquanto flutuava próximo ao Columbia.
-
Arqueólogos encontram túnel medieval escondido sob tumba da Idade da Pedra na Alemanha, com esqueleto de raposa, ferradura, cerâmica, sinais de fogueira e entrada selada que pode ter ocultado rituais clandestinos
-
Obra no México revela altar tolteca de 1.000 anos cercado por crânios humanos, ossos, facas de obsidiana e sinais de decapitação ritual
-
Obra de usina nuclear no Reino Unido revela cemitério de 1.400 anos com “sepulturas de areia”, dois membros da elite anglo-saxônica e um cavalo possivelmente sacrificado
-
Bebês geneticamente modificados estão mais perto da realidade após cientistas editarem letras específicas do DNA de embriões humanos com precisão inédita, embora erros e riscos ainda impeçam o uso em gestações
Os arquivos receberam os códigos NASA-UAP-D030, NASA-UAP-D031 e NASA-UAP-D032. Todos foram associados à órbita terrestre baixa e identificados como registros de origem da NASA.
A descrição oficial ligada à segunda fotografia aponta que o objeto pode ter girado sobre o próprio eixo. Esse comportamento seria compatível com um corpo sem controle, flutuando livremente no espaço.
Isso não resolve o caso. Também não transforma automaticamente o objeto em uma nave extraterrestre. No sentido técnico, óvni significa apenas algo observado no céu ou no espaço que ainda não foi identificado.
A missão de 17 dias que entrou para a história

O Columbia partiu em 19 de novembro de 1996 e retornou em 7 de dezembro. A missão durou mais de 17 dias, percorreu aproximadamente 11,3 milhões de quilômetros e operou a cerca de 350 quilômetros de altitude.
Na época, foi o voo mais longo já realizado por um ônibus espacial. A bordo estavam Kenneth D. Cockrell, Kent V. Rominger, Tamara E. Jernigan, Story Musgrave e Thomas D. Jones.
Durante a viagem, a tripulação lançou e recuperou duas plataformas científicas que voaram separadas da nave, a ORFEUS-SPAS II e a Wake Shield Facility. Esse contexto amplia as explicações possíveis.
Fragmentos de proteção, material isolante, gelo formado por água liberada pela nave, pequenas peças e resíduos em órbita podem parecer estranhos quando fotografados sem referência de distância.
As fotos revelam pouco sobre o tamanho real

As cópias divulgadas possuem resolução de 3568 por 2245 pixels, mas não carregam metadados capazes de revelar o horário exato, a câmera, a lente, a exposição ou a distância focal.
Também não foi informado quanto tempo passou entre uma imagem e outra. Sem esse intervalo, não é possível calcular velocidade, trajetória ou rotação.
Um objeto de poucos centímetros perto da janela poderia parecer tão grande quanto uma estrutura distante. Reflexos no vidro também podem se sobrepor à paisagem terrestre e criar formas difíceis de interpretar.
Segundo o portal oficial PURSUE, os casos permanecem sem solução quando não existem informações suficientes para determinar sua natureza. A classificação como não resolvido aponta falta de dados, e não confirmação de origem alienígena.
Arquivo desclassificado não significa prova secreta
A divulgação foi apresentada pelo governo americano como parte de um conjunto de documentos históricos e desclassificados. Porém, as três fotografias não exibem individualmente selos visíveis de “Secret” ou “Top Secret”.
Por isso, afirmar que eram imagens secretas exige cautela. O que está comprovado é que elas estavam em arquivos oficiais da NASA e passaram a integrar uma publicação governamental sobre fenômenos não identificados.
Também não há relato dos astronautas dizendo que encontraram uma nave desconhecida ou presenciaram manobras impossíveis. A identidade de quem acionou a câmera sequer foi informada.
Quase 30 anos depois, o objeto continua sem nome. O caso chama atenção não porque prove uma visita extraterrestre, mas porque mostra como uma imagem impressionante pode permanecer indecifrável quando faltam dados básicos. Entre o reflexo, o fragmento e o desconhecido, o verdadeiro mistério está no que o arquivo ainda não consegue explicar.
