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Obra no México revela altar tolteca de 1.000 anos cercado por crânios humanos, ossos, facas de obsidiana e sinais de decapitação ritual

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 12/07/2026 às 11:21 Atualizado em 12/07/2026 às 11:23
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Arqueólogos descobriram o altar e partes de corpos humanos sacrificados em Tula, no México. (Crédito da imagem: Gerardo Peña/INAH)
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Escavações para um projeto de transporte revelaram um altar de pedra com quatro crânios, ossos humanos e objetos rituais ligados a sacrifícios realizados há mais de mil anos no antigo Império Tolteca, no México central

Um altar tolteca de pedra, associado a sacrifícios humanos realizados há mais de 1.000 anos, foi descoberto durante escavações para um projeto de transporte próximo ao sítio arqueológico de Tula, no México. Arqueólogos também localizaram quatro crânios, ossos humanos, facas de obsidiana e vasos de cerâmica ao redor da estrutura.

Obra de transporte no México revela altar tolteca de 1.000 anos cercado por crânios humanos, ossos, facas de obsidiana e sinais de decapitação ritual
Arqueólogos descobriram o altar e partes de corpos humanos sacrificados em Tula, no México.
(Crédito da imagem: Gerardo Peña/INAH)

Altar tolteca foi construído com três camadas de pedras

A descoberta ocorreu perto de Tula, no estado de Hidalgo, aproximadamente 88 quilômetros ao norte da Cidade do México.

As informações foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México, o INAH, em comunicado publicado na terça-feira, 24 de março.

Conhecida como momoztli em náuatle, a estrutura possui formato quadrado, três camadas de pedras e cerca de 1 metro quadrado. Três lados do altar concentravam quatro crânios e vários ossos de pernas humanas.

Segundo Víctor Francisco Heredia Guillén, arqueólogo responsável pelo projeto, a posição específica dos restos indica que eles foram depositados como oferendas.

Ainda não se sabe se existem outros materiais enterrados em áreas que não podem ser observadas diretamente.

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Crânios e outras partes do corpo humano foram descobertos ao redor do antigo altar.

(Crédito da imagem: Gerardo Peña/INAH)

Pátio pode ter pertencido a uma residência da elite

Vestígios de paredes encontrados ao redor do altar tolteca indicam que a estrutura ficava dentro de um pátio.

Outros cômodos localizados nas proximidades podem ter integrado um palácio ou uma construção residencial ocupada pela elite da antiga cidade.

Tula foi um importante centro urbano mesoamericano entre a queda de Teotihuacán, por volta de 550 d.C., e a ascensão de Tenochtitlán, em 1325. A cidade foi capital do Império Tolteca, que existiu entre 950 e 1150.

O sítio arqueológico também possui uma grande pirâmide dedicada ao deus serpente emplumada Quetzalcoatl. No topo da construção estão quatro grandes estátuas que representam guerreiros toltecas.

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Ossos podem revelar origem das vítimas

Os pesquisadores acreditam que o altar pertence ao período imperial da ocupação de Tula. Nesse período, sacrifícios humanos podem ter envolvido inimigos derrotados pelos guerreiros toltecas.

Um dos crânios parece permanecer ligado a parte da coluna vertebral, indício de que a decapitação integrava o ritual.

Heredia explicou que facas de obsidiana ou sílex eram usadas nesses procedimentos e deixavam marcas de corte nos ossos.

Análises antropológicas deverão indicar se os restos pertenciam a homens ou mulheres. Exames químicos também poderão mostrar se as vítimas viviam na região ou se foram levadas de outros locais até Tula.

A secretária de Cultura do México, Claudia Curiel de Icaza, afirmou que descobertas desse tipo ampliam o conhecimento sobre uma das grandes civilizações da Mesoamérica.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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