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Obra de usina nuclear no Reino Unido revela cemitério de 1.400 anos com “sepulturas de areia”, dois membros da elite anglo-saxônica e um cavalo possivelmente sacrificado

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 12/07/2026 às 10:30 Atualizado em 12/07/2026 às 10:32
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Descoberta perto de Sizewell reúne 11 montes funerários, silhuetas de dois adultos, um cavalo com arreios, armas e vasos metálicos, além de moedas medievais e vestígios de diferentes períodos históricos encontrados durante as escavações arqueológicas

Um cemitério anglo-saxão de aproximadamente 1.400 anos foi descoberto perto da vila de Sizewell, no leste da Inglaterra, antes da construção de uma usina nuclear. O sítio reúne pelo menos 11 montes funerários e sepulturas incomuns, incluindo os contornos de duas pessoas da elite e de um cavalo enterrado com arreios.

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Cemitério anglo-saxão foi encontrado antes de obra nuclear

A descoberta foi realizada por arqueólogos da Oxford Cotswold Archaeology, no distrito de Suffolk. A equipe identificou pelo menos 11 montes funerários, além de sepultamentos por cremação e inumação.

O solo ácido da região costuma degradar restos ósseos. Mesmo assim, duas sepulturas preservaram silhuetas de esqueletos, formadas pela alteração da areia ao redor dos corpos. Esses vestígios são conhecidos como “enterros de areia”.

Uma das covas continha o contorno de um cavalo. Na sepultura ao lado, os arqueólogos encontraram as formas deixadas por duas pessoas, provavelmente adultas, enterradas juntas durante os séculos VI ou VII d.C.

Construção de usina nuclear desenterra achado impressionante: túmulos anglo-saxões preservam silhuetas de duas pessoas da elite, armas, objetos de prata e um cavalo enterrado com arreios
Imagem: Reprodução

Armas e objetos valiosos indicam posição de elite no cemitério

As duas pessoas foram sepultadas com uma espada, uma lança, dois escudos, um balde com faixa de ferro, um vaso de cobre e outro de prata.

A quantidade e o tipo dos objetos reforçam a possibilidade de que ocupassem posição elevada na sociedade.

O cavalo também recebeu um sepultamento elaborado. O animal foi enterrado com os arreios ainda posicionados sobre a cabeça e os ombros, incluindo peças decorativas produzidas com liga de cobre e um provável freio de ferro na boca.

Maria Bellissimo, porta-voz da Oxford Cotswold Archaeology, afirmou que as armas, o cavalo, os metais e o próprio monte funerário sugerem que os dois indivíduos pertenciam à elite.

O sexo, a idade exata e a identidade das pessoas permanecem desconhecidos. As evidências indicam, porém, que elas foram enterradas simultaneamente e, provavelmente, morreram no mesmo período.

Construção de usina nuclear desenterra achado impressionante: túmulos anglo-saxões preservam silhuetas de duas pessoas da elite, armas, objetos de prata e um cavalo enterrado com arreios
Imagem: Iustração

Sacrifício do cavalo ainda é uma possibilidade

A causa da morte dos dois adultos não pôde ser determinada, já que os ossos não foram preservados. Os arqueólogos também não conseguem obter das silhuetas de areia a mesma quantidade de informações fornecida por esqueletos completos.

Bellissimo considera provável que o cavalo tenha sido sacrificado para acompanhar os donos no sepultamento.

A interpretação, entretanto, permanece como uma hipótese baseada na disposição das sepulturas e dos objetos encontrados.

O arqueólogo Howard Williams, professor da Universidade de Chester, observou que o cemitério está localizado em uma crista visível para quem seguia do litoral em direção ao interior.

Na época, comunidades marítimas mantinham conexões comerciais e familiares ao longo da costa leste inglesa.

A descoberta pode ampliar o conhecimento sobre as crenças e práticas do emergente reino da Ânglia Oriental após o fim da província romana da Britânia.

Escavação revelou moedas e vestígios de outras épocas

Durante os trabalhos, os arqueólogos também localizaram um tesouro com mais de 300 moedas de prata do século XI. As peças estavam envolvidas em chumbo e tecido.

A equipe acredita que o conjunto possa ter sido enterrado como uma reserva financeira durante um período de forte instabilidade social e política.

As escavações ainda revelaram um forno de cerâmica do período romano, uma escada de carvalho da Idade do Ferro, vestígios de assentamentos da Idade do Bronze e vários fornos medievais. As pesquisas sobre o sítio continuam em andamento.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Oxford Cotswold Archaeology e da Live Science, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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