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Etanol ou gasolina: nova virada nos preços dos combustíveis surpreende motoristas em centenas de cidades após alta do petróleo; veja onde a conta mudou e qual opção pode fazer seu dinheiro render mais

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 26/06/2026 às 18:01 Atualizado em 26/06/2026 às 18:51
Etanol ganha vantagem sobre a gasolina em 199 cidades; veja como calcular o combustível mais econômico para carro flex.
Etanol ganha vantagem sobre a gasolina em 199 cidades; veja como calcular o combustível mais econômico para carro flex.
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Preços mais baixos do etanol mudaram a conta para motoristas de carros flex em várias regiões do país, enquanto a gasolina segue pressionada nos postos. Diferença entre os combustíveis exige atenção ao rendimento do veículo antes de decidir qual alternativa pesa menos no bolso.

O etanol voltou a ganhar competitividade em parte relevante do país e já aparece como opção mais vantajosa do que a gasolina em pelo menos 199 municípios pesquisados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Na semana de 14 a 20 de junho de 2026, a ANP apurou preço médio nacional de R$ 6,62 por litro para a gasolina comum e de R$ 4,13 para o etanol hidratado.

Com essa diferença, o biocombustível ficou em 62,4% do valor médio da gasolina, abaixo da referência de 70% usada por muitos motoristas para decidir o abastecimento de carros flex.

Ainda assim, essa regra não substitui a conta individual, porque o consumo varia conforme modelo, manutenção, trajeto e modo de condução.

Etanol ganha espaço nos postos

Nos postos, a mudança aparece em um cenário de movimentos opostos entre os combustíveis.

Segundo a síntese semanal da ANP, a gasolina comum teve alta de 0,15% na revenda, enquanto o etanol hidratado recuou 0,48% no mesmo intervalo analisado pela agência reguladora.

Além da diferença registrada na bomba, o comportamento do etanol também se relaciona ao ciclo da cana-de-açúcar, já que a safra brasileira tende a ampliar a oferta do biocombustível.

Etanol ganha vantagem sobre a gasolina em 199 cidades; veja como calcular o combustível mais econômico para carro flex.
Etanol ganha vantagem sobre a gasolina em 199 cidades; veja como calcular o combustível mais econômico para carro flex.

A própria síntese da ANP, com base em informações do Cepea, menciona expectativa de oferta elevada ao longo da safra 2026/27, apesar de oscilações pontuais no mercado paulista.

Na decisão de abastecimento, porém, o preço menor por litro não basta para definir a melhor escolha.

Como o etanol costuma render menos do que a gasolina, o motorista precisa comparar quanto cada combustível custa em relação à quilometragem entregue pelo veículo.

Regra dos 70% ajuda na decisão

Para uma estimativa rápida, a referência mais usada consiste em multiplicar o preço da gasolina por 0,7.

Quando o preço do etanol fica igual ou abaixo desse resultado, o abastecimento com o biocombustível tende a compensar financeiramente para muitos carros flex.

Essa conta parte da ideia de que o etanol tem rendimento médio inferior ao da gasolina.

A diferença real, no entanto, não é igual em todos os veículos, porque motores mais modernos podem aproveitar melhor o combustível renovável.

Por esse motivo, o cálculo mais preciso depende do consumo médio do próprio carro.

O motorista pode dividir os quilômetros rodados pela quantidade de litros abastecida, repetindo a medição separadamente para gasolina e etanol.

A partir dessa informação, a comparação deixa de depender apenas da regra geral.

O valor mais importante passa a ser o custo por quilômetro rodado, que mostra quanto o motorista paga para percorrer a mesma distância com cada combustível.

Capitais onde o etanol fica mais vantajoso

Entre as capitais, os dados da ANP indicam vantagem para o etanol em São Paulo, Belo Horizonte, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Brasília, Salvador e Florianópolis, considerando a referência de até 70% do preço da gasolina.

Na capital paulista, por exemplo, o etanol foi apurado a R$ 3,94 por litro, enquanto a gasolina comum ficou em R$ 6,46.

Essa relação coloca o biocombustível em torno de 61% do preço da gasolina, margem confortável dentro da regra de competitividade.

Belo Horizonte também aparece com relação favorável, com etanol a R$ 3,92 e gasolina a R$ 6,02.

Já em Cuiabá, o biocombustível foi pesquisado a R$ 3,91, ante R$ 6,71 da gasolina comum, segundo os preços médios de revenda por capitais divulgados pela ANP.

A vantagem se repete em Campo Grande, onde o etanol custava R$ 4,01 e a gasolina R$ 6,44.

Goiânia também ficou abaixo da referência, com R$ 4,48 para o etanol e R$ 6,87 para a gasolina, enquanto Brasília registrou R$ 4,24 contra R$ 6,63.

Capitais onde a gasolina ainda compensa

Em outras capitais, a conta muda e reduz a atratividade do biocombustível.

Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza e João Pessoa aparecem acima da referência dos 70%, o que indica maior vantagem para a gasolina na comparação média de preços informada pela ANP.

No Rio de Janeiro, o etanol foi apurado a R$ 4,83 por litro, enquanto a gasolina ficou em R$ 6,59.

Em Curitiba, a diferença foi mais apertada, mas ainda acima do limite de referência, com etanol a R$ 4,87 e gasolina a R$ 6,94.

Fortaleza registrou etanol a R$ 4,99 e gasolina a R$ 6,75, enquanto João Pessoa teve o biocombustível a R$ 4,69 e a gasolina comum a R$ 6,41.

Nesses casos, a proporção supera 70%, tornando a gasolina a alternativa mais indicada pela regra geral.

A mesma lógica vale para Recife, Natal, Belém, Porto Alegre, Vitória, Palmas, Teresina, São Luís, Aracaju, Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista e Macapá.

Nessas capitais, a relação entre etanol e gasolina também ultrapassou o patamar de referência usado por muitos motoristas.

Como calcular antes de abastecer

Para quem ainda não sabe o consumo exato do carro, a regra dos 70% funciona como aproximação rápida no posto.

O cálculo exige apenas multiplicar o valor da gasolina por 0,7 e comparar o resultado com o preço do etanol.

Tomando como referência a média nacional, se a gasolina custa R$ 6,62, o etanol precisa estar em até R$ 4,63 para ser competitivo por essa regra.

Como a média nacional apurada pela ANP foi de R$ 4,13, o biocombustível ficou abaixo desse limite no conjunto do país.

Mesmo com esse resultado, o preço médio nacional não reflete todas as realidades locais.

A decisão final deve considerar o valor cobrado no posto escolhido, o rendimento real do veículo e o tipo de uso, especialmente em trajetos urbanos com maior consumo.

Nos carros que exibem autonomia no painel, a comparação pode ser feita observando quantos quilômetros o veículo estima percorrer com cada combustível.

Em modelos sem essa função, a medição manual por abastecimento continua sendo a forma mais segura de avaliar o custo real.

A diferença entre etanol e gasolina, portanto, deixou de ser apenas uma comparação de preço por litro.

Para economizar, o motorista precisa cruzar o valor na bomba com o desempenho do próprio carro e repetir a conta sempre que houver mudança relevante nos postos.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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