Estudantes da Holanda desenvolveram um carro elétrico capaz de armazenar dióxido de carbono enquanto corre pelas ruas, podendo revolucionar a indústria automotiva e as metas ESG.
Estudantes da Universidade de Tecnologia de Eindhoven desenvolveram um carro elétrico que, além de não poluir o meio ambiente, ainda consegue remover e armazenar dióxido de carbono enquanto se locomove. O protótipo recebeu o nome de Zem.
Carro elétrico dos estudantes utiliza bateria de 2,3 kWh
Esta é a sétima iteração de estudantes da universidade ligada aos veículos mais sustentáveis e menos poluentes. O EM-07 é a resposta ao desafio de desenvolver um carro de carbono-zero.
O chassi do veículo foi desenvolvido com recurso a técnicas de manufatura aditiva para mitigar o desperdício e gerar um mínimo de emissões poluentes, utilizando ainda plásticos reciclados que posteriormente podem ser reaproveitados para outros projetos. No interior, há couro de ananás e as janelas são de policarbonato em vez de vidro. Os componentes de eletrônica e entretenimento são modulares e podem ser reutilizados também.
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Os detalhes sobre o motor do carro elétrico dos estudantes e também sobre a alimentação não foram divulgados. Entretanto, a estimativa é que o veículo capaz de armazenar dióxido de carbono esteja utilizando nove módulos de 2,3 kWh, um motor de 22 kW, e o diferencial, responsável por transformar a velocidade que vem do eixo em duas velocidades diferentes, de um Audi antigo. Também estima-se que seja utilizado um sistema de travagem regenerativa e de células fotovoltaicas no teto e capô.
Filtros para armazenar dióxido de carbono devem ser trocados a cada 320 KM
A cada 20,6 mil km percorridos, o carro elétrico dos estudantes possui capacidade para remover cerca de dois quilos de CO₂ da atmosfera. Embora o número não seja grande, se considerar que a tecnologia pode ser aprimorada e replicada em milhões de veículos nas estradas, há um potencial impacto nos esforços de descarbonização no mundo inteiro.
Um dos desafios agora, se prende nas capacidades dos filtros, que até então se esgotam a cada 320 km, o que significa que deve ser substituído, por exemplo, quando se recarregar as baterias. Após limpos, podem voltar a ser utilizados.
De acordo com Louise de Laat, coordenadora do estudo, os estudantes conseguiram se adiantar, tendo em vista que é possível expandir a capacidade dos filtros nos próximos anos. Ainda não há também plano concreto sobre o que fazer com o dióxido de carbono que é capturado.
A equipe planeja continuar avançando com o veículo elétrico capaz de armazenar dióxido de carbono e mostrar à indústria automotiva o que pode ser feito e que há formas diferentes para endereçar o tema das emissões de poluentes.
Brasileiros transformam CO₂ em Combustível
Podendo ser uma resposta ao estudo de Louise de Laat, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo um projeto para transformar dióxido de carbono em combustível ou plástico.
Apesar de ser submetido à alta pressão, um novo catalisador feito com base em zinco, carbono e níquel, transformou CO₂, um dos principais geradores do efeito estufa, em monóxido de carbono.
Os testes e resultados da pesquisa mostraram que está perto em um futuro próximo os cientistas poderão fabricar de forma concreta, derivados de petróleo, assim como combustíveis e plásticos.

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