O Paraná finalizou a compra de oito robôs de combate a incêndios de grandes dimensões fabricados na Alemanha e na Itália. Os robôs são controlados remotamente e serão usados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná em incêndios industriais, ambientes confinados como túneis e subsolos, incêndios florestais e ocorrências em infraestrutura crítica como portos, aeroportos e refinarias. Uma equipe da Defesa Civil Estadual visitou as fábricas em Ulm, na Alemanha, e Bolzano, na Itália, para receber os robôs, acompanhar demonstrações e treinar o manuseio dos equipamentos que devem chegar ao Porto de Paranaguá em três a quatro meses.
O Paraná vai mandar robôs para os locais onde os bombeiros enfrentam os maiores riscos. A Defesa Civil Estadual finalizou na Europa a compra de oito máquinas de combate a incêndio controladas remotamente, adquiridas de fabricantes na Alemanha e na Itália. Os robôs funcionam acoplados a mangueiras e geram fluxo de água com dois jatos simultâneos, combinando capacidades de ventilação tática, supressão térmica por névoa d’água e operação remota em ambientes onde a temperatura e a fumaça tornariam a presença humana inviável ou extremamente perigosa.
O coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil, acompanhou pessoalmente as visitas técnicas às fábricas. “Viemos fazer o recebimento dos robôs de combate a incêndio. Além de acompanhar demonstrações do uso e treinar o manuseio, conhecemos todas as instalações onde são fabricadas as peças e é feita a montagem. Esses robôs são controlados remotamente e possuem alta capacidade de extinção de incêndio. Estamos adquirindo o que há de melhor no mercado mundial”, destacou Schunig sobre os equipamentos que representam uma das soluções tecnológicas mais avançadas disponíveis para combate a fogo em cenários críticos.
Onde os robôs vão atuar no lugar dos bombeiros

Foto: Defesa Civil
Os oito robôs foram adquiridos para ampliar a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná em situações de alta complexidade. Os equipamentos serão usados em incêndios industriais de grande carga térmica, ocorrências em ambientes confinados como túneis, subsolos e galerias, incêndios urbanos com risco de colapso estrutural e incêndios florestais onde a propagação rápida do fogo impede a aproximação segura das equipes.
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A lista de aplicações inclui ainda eventos em infraestrutura crítica como portos, aeroportos, plantas químicas e refinarias, locais onde explosões e vazamentos de produtos perigosos tornam o combate manual especialmente arriscado. Segundo informações divulgadas pelo portal do Paraná, os robôs não substituem os bombeiros em todas as situações, mas assumem a linha de frente nos cenários em que colocar um ser humano diante das chamas significa aceitar um risco que a tecnologia agora permite evitar.
A tecnologia por trás dos robôs de combate a incêndio

foto: Defesa Civil
O produto fornecido pela empresa alemã reúne em uma única plataforma três capacidades distintas. A ventilação tática permite dissipar fumaça e gases tóxicos de ambientes confinados, a supressão térmica por névoa d’água reduz a temperatura do ambiente e a operação remota garante que nenhum bombeiro precise estar próximo ao foco do incêndio durante a fase mais perigosa do combate.

Os robôs funcionam acoplados a mangueiras de alta pressão e produzem dois jatos de água simultâneos com fluxo dimensionado para incêndios de grandes proporções. O controle é feito à distância por operadores treinados que comandam os robôs remotamente, e a plataforma suporta condições extremas de calor que destruiriam equipamentos convencionais. Para os bombeiros do Paraná, os robôs representam uma mudança na forma de enfrentar os incêndios mais perigosos: em vez de entrar no ambiente, o operador envia a máquina.
A distribuição dos robôs pelo Paraná
Os oito robôs serão distribuídos estrategicamente em todas as regiões do estado para garantir tempo de resposta rápido em qualquer ocorrência de grande porte. O coronel Schunig explicou que a distribuição seguirá o Plano de Auxílio Mútuo, instrumento de cooperação entre empresas, indústrias, órgãos públicos e instituições de resposta a emergências que fortalece a capacidade de atuação em ocorrências envolvendo riscos elevados de incêndios, explosões e acidentes químicos.
O envio dos robôs da Europa ao Brasil deve levar entre três e quatro meses, incluindo o transporte marítimo até o Porto de Paranaguá e a finalização do processo aduaneiro. Após a chegada, os equipamentos passarão por testes operacionais no Paraná antes de serem posicionados definitivamente nas bases regionais do Corpo de Bombeiros.
O que a compra dos robôs significa para o combate a incêndios no Brasil
O Paraná se torna um dos primeiros estados brasileiros a adquirir robôs de combate a incêndio de padrão europeu em escala operacional. A decisão de comprar oito unidades de uma vez, em vez de uma ou duas para testes, indica que o estado pretende integrar os robôs à rotina operacional do Corpo de Bombeiros, não apenas mantê-los como equipamento de demonstração.
Para um estado com refinarias, portos, áreas industriais e extensas florestas sujeitas a queimadas, os robôs preenchem uma lacuna que o efetivo humano sozinho não consegue cobrir com segurança. A tecnologia não elimina a necessidade de bombeiros, mas garante que eles não precisem mais ser os primeiros a entrar em um túnel em chamas ou em uma refinaria prestes a explodir.
Você sabia que o Paraná comprou oito robôs de combate a incêndio que substituem bombeiros nos cenários mais perigosos? Acha que outros estados deveriam fazer o mesmo? Conta nos comentários.

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