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Esse planeta planeta Mudou de cor, encolheu após perder camadas e agora pode explodir: estrela com mais de 1.500 vezes o raio do Sol intriga astrônomos desde 2014 e pode virar uma supernova a qualquer momento

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 20/04/2026 às 16:46 Atualizado em 20/04/2026 às 16:51
planeta mudou de cor, perdeu massa e pode explodir após transformação rara observada por astrônomos na Grande Nuvem de Magalhães.
planeta mudou de cor, perdeu massa e pode explodir após transformação rara observada por astrônomos na Grande Nuvem de Magalhães.
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WOH G64, uma das maiores estrelas já identificadas, passou por uma mudança dramática em 2014, foi registrada em detalhes em 2024 e agora é vista por astrônomos como uma rara hipergigante amarela que pode estar entrando na fase final antes de uma supernova.

A estrela WOH G64, uma das maiores já conhecidas no Universo, passou por uma transformação dramática em 2014 e agora é apontada por astrônomos como uma possível candidata a explodir. O novo estudo indica que ela deixou de ser uma supergigante vermelha e se tornou uma rara hipergigante amarela, em um processo que pode anteceder uma supernova.

A pesquisa foi liderada por Gonzalo Muñoz-Sanchez, do Observatório Nacional de Atenas, e publicada na revista Nature Astronomy. As evidências reunidas apontam que a estrela pode estar perdendo suas camadas externas, encolhendo à medida que se aquece e avançando para a etapa final de sua curta existência.

Uma das maiores estrelas já encontradas

WOH G64 foi identificada pela primeira vez na década de 1970 como um objeto de interesse na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea. Depois, os astrônomos constataram que ela não era apenas extremamente luminosa, mas também uma das maiores estrelas já descobertas.

Seu tamanho impressiona: a estrela tem mais de 1.500 vezes o raio do Sol. Mesmo sendo jovem na escala cósmica, com menos de 5 milhões de anos, WOH G64 já percorre uma trajetória muito diferente da do Sol, que hoje tem cerca de 4,6 bilhões de anos.

A estrela se formou a partir de uma enorme nuvem de gás e poeira que entrou em colapso até que a pressão provocou sua ignição. Em sua evolução, teria queimado hidrogênio no núcleo por fusão nuclear e, mais tarde, expandido e passado a queimar hélio, tornando-se uma supergigante vermelha.

Mudança registrada e perda de massa

Em 2024, WOH G64 se tornou a primeira estrela fora da nossa galáxia a ser fotografada em detalhes. O registro foi obtido com o Interferômetro do Very Large Telescope e revelou um casulo de poeira bem definido em torno da estrela central gigante.

A imagem reforçou que ela vinha perdendo massa ao longo do tempo. Esse comportamento ganhou ainda mais relevância com o novo estudo, que sustenta que a estrela passou de supergigante vermelha para hipergigante amarela após uma transformação observada em 2014.

Nem toda supergigante se torna uma hipergigante. Uma das hipóteses existentes é que esse tipo raro de estrela surge quando astros muito grandes queimam rapidamente e avançam da queima de hidrogênio para a de hélio, iniciando também a perda de suas camadas externas enquanto o núcleo começa a se contrair.

O que pode ter acontecido em 2014

O novo estudo propõe que, em 2014, uma grande parte da superfície original da supergigante foi ejetada para longe de WOH G64. Esse processo pode ter sido provocado por interações com uma estrela companheira, cuja existência foi confirmada pelos autores ao analisarem o espectro de luz do astro.

Há também outra possibilidade considerada pelos pesquisadores. A transição observada pode estar ligada a uma fase de “supervento” pré-supernova, causada por fortes pulsações internas à medida que o combustível do núcleo se esgota rapidamente.

Quando uma estrela chega ao estágio de hipergigante, ela fica associada a uma morte rápida em uma explosão de supernova. Os cientistas sabem que estrelas desse porte inevitavelmente explodirão, mas ainda é difícil definir exatamente quando isso vai acontecer.

Um processo raro observado em tempo real

A maioria das estrelas vive por dezenas de milhões ou até dezenas de bilhões de anos. Por isso, registrar tantas mudanças em uma estrela, e ainda mais em uma que está fora da nossa galáxia, não era algo garantido.

Se a evolução de WOH G64 continuar como os astrônomos suspeitam, ela poderá oferecer um raro acompanhamento em tempo real dos momentos finais de uma estrela massiva. A eventual explosão também poderá ajudar os cientistas a entender melhor os mecanismos que cercam a transformação e a morte desse astro.

Com informações de TC.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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