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Localização SC Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 4 comentários

Esquecido no meio da mata por mais de 50 anos e engolido pela vegetação, o maior túnel ferroviário de SC pode voltar à vida e virar patrimônio ferroviário contemporâneo

Publicado em 18/01/2026 às 11:46
Atualizado em 18/01/2026 às 11:47
Túnel ferroviário, Túnel
Imagem: Ilustração artística
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Reabertura do maior túnel ferroviário catarinense, em Apiúna, recupera obra de 1954 com 260 metros, desativada em 1971, reforçando memória histórica, turismo regional e valorização do patrimônio ferroviário estadual contemporâneo

Apiúna, no Vale do Itajaí, resgata um marco ferroviário esquecido ao reabrir o maior túnel ferroviário de Santa Catarina, com 260 metros, abandonado por cerca de 50 anos após 1971, agora revitalizado para turismo e memória histórica.

Importância histórica do maior túnel ferroviário catarinense

Com 260 metros de extensão, o túnel ferroviário de Apiúna consolidou-se como ponto estratégico do transporte sobre trilhos no Vale do Itajaí, durante décadas de operação regional.

Inaugurado em 13 de novembro de 1954, o túnel foi projetado para vencer forte inclinação do trecho ferroviário, garantindo maior estabilidade operacional e menor esforço mecânico das locomotivas.

A solução subterrânea criou um traçado mais suave, reduzindo riscos em áreas íngremes e aumentando a segurança do tráfego ferroviário em uma região marcada por relevo acidentado.

Entre 1954 e 1971, período de funcionamento da Estrada de Ferro Santa Catarina, o túnel conectou comunidades, indústrias e centros comerciais do Vale do Itajaí.

O equipamento ferroviário integrou cadeias produtivas regionais, permitindo circulação regular de mercadorias e fortalecendo a economia local apoiada no transporte ferroviário.

Túnel ferroviário
Imagem: Prefeitura de Apiúna

Contexto de abandono após a desativação ferroviária

A desativação da Estrada de Ferro Santa Catarina em 1971 retirou a função do túnel, iniciando um longo período de abandono e isolamento estrutural.

Sem manutenção regular, o acesso tornou-se difícil, a vegetação avançou sobre o traçado e o túnel saiu completamente das rotas cotidianas da população.

Durante cerca de 50 anos, o espaço permaneceu conhecido apenas por moradores antigos e pesquisadores dedicados à história ferroviária regional.

O isolamento físico contribuiu para a perda de visibilidade pública, apesar da relevância histórica e simbólica da obra para Santa Catarina.

Projeto atual de revitalização do túnel em Apiúna

A revitalização é conduzida pela Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, vinculada à Prefeitura de Apiúna, com foco em segurança, acesso e preservação.

O projeto prevê intervenções estruturais e paisagísticas que respeitam o patrimônio histórico, preparando o local para receber visitantes de forma organizada.

Entre as ações em andamento está a limpeza completa da área, removendo vegetação excessiva e resíduos acumulados ao longo de décadas.

Também ocorre a abertura de vias de acesso até o túnel, garantindo circulação mais segura de moradores, turistas e equipes de manutenção.

Infraestrutura e acessos planejados para visitação

A macadamização do trajeto é uma das medidas adotadas para facilitar o deslocamento até o túnel, especialmente em períodos de maior umidade.

Dois novos acessos estão sendo implantados para organizar o fluxo de visitação, evitando impactos concentrados em um único ponto.

O planejamento busca equilibrar conservação histórica com uso público controlado, reduzindo riscos de degradação acelerada da estrutura.

Essas intervenções criam condições para visitas regulares, sem descaracterizar o traçado original ou comprometer elementos construtivos históricos.

Túnel ferroviário
Imagem: Reprodução

Pesquisa documental e educação patrimonial

A revitalização inclui pesquisa documental para reconstruir a história do túnel e da ferrovia, reunindo registros, relatos e materiais históricos disponíveis.

O conteúdo levantado servirá de base para painéis informativos, roteiros guiados e materiais interpretativos voltados ao público visitante.

Essas ações fortalecem a educação patrimonial, permitindo compreensão mais ampla sobre engenharia ferroviária e desenvolvimento regional no século XX.

A abordagem educativa também valoriza a memória coletiva, conectando gerações atuais à história industrial do Vale do Itajaí.

Potencial turístico e cultural do túnel ferroviário

A expectativa municipal é transformar o túnel no maior atrativo de turismo histórico e cultural ligado à memória ferroviária catarinense.

A combinação entre patrimônio industrial, paisagem natural e história local cria experiências voltadas a trilhas leves, fotografia e visitas familiares.

O túnel pode integrar circuitos relacionados à antiga EFSC, ampliando o tempo de permanência dos turistas na região.

Com maior circulação de visitantes, serviços como hospedagem, alimentação e guias locais tendem a ser estimulados de forma gradual.

Impactos econômicos e de imagem para a região

A valorização do patrimônio ferroviário reforça a identidade histórica regional e resgata narrativas esquecidas do desenvolvimento catarinense.

O turismo cultural e educacional atrai escolas, pesquisadores e entusiastas da história, diversificando o perfil de visitantes.

Experiências que unem natureza e engenharia histórica oferecem vivências imersivas, diferenciando Apiúna no cenário turístico estadual.

Roteiros integrados com trilhos e estações antigas ampliam circuitos existentes, enquanto pequenos negócios locais podem gerar renda indireta.

Reconexão com a memória e etapas finais do projeto

A revitalização reconecta o túnel à cidade, devolvendo visibilidade a uma estrutura essencial para a formação econômica regional.

Arquivos públicos e memorialistas tiveram papel central na preservação de registros, permitindo recuperar informações fundamentais sobre o túnel.

O processo evidencia como patrimônio esquecido pode ser reintegrado ao cotidiano urbano, fortalecendo vínculos entre passado e presente.

Com a conclusão das etapas iniciais, Apiúna reposiciona um marco histórico, transformando abandono prolongado em oportunidade cultural duradoura, ainda que com pequenos ajustes operacionais previstos.

Com informações de Terra Brasil Noticias.

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Bernardo Mascarenhas Franchini
Bernardo Mascarenhas Franchini
21/01/2026 19:34

Já atravessei um túnel aqui em BhteMG de moto várias vezes indo para, Nova Lima. Através da Serra do Curral há uns 20 anos…

Bernardo Mascarenhas Franchini
Bernardo Mascarenhas Franchini
21/01/2026 19:29

Aqui em BHte MG tem um também na Serra do Curral indo para Nova Lima .

Lenilson Terres
Lenilson Terres
21/01/2026 00:07

Concordo com o Luciano pois no município de Monte Castelo tem pelo menos 5 túneis maiores que este, sendo que um deles passa de 1500 m de comprimento.

Romário Pereira de Carvalho

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