Reabertura do maior túnel ferroviário catarinense, em Apiúna, recupera obra de 1954 com 260 metros, desativada em 1971, reforçando memória histórica, turismo regional e valorização do patrimônio ferroviário estadual contemporâneo
Apiúna, no Vale do Itajaí, resgata um marco ferroviário esquecido ao reabrir o maior túnel ferroviário de Santa Catarina, com 260 metros, abandonado por cerca de 50 anos após 1971, agora revitalizado para turismo e memória histórica.
Importância histórica do maior túnel ferroviário catarinense
Com 260 metros de extensão, o túnel ferroviário de Apiúna consolidou-se como ponto estratégico do transporte sobre trilhos no Vale do Itajaí, durante décadas de operação regional.
Inaugurado em 13 de novembro de 1954, o túnel foi projetado para vencer forte inclinação do trecho ferroviário, garantindo maior estabilidade operacional e menor esforço mecânico das locomotivas.
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A solução subterrânea criou um traçado mais suave, reduzindo riscos em áreas íngremes e aumentando a segurança do tráfego ferroviário em uma região marcada por relevo acidentado.
Entre 1954 e 1971, período de funcionamento da Estrada de Ferro Santa Catarina, o túnel conectou comunidades, indústrias e centros comerciais do Vale do Itajaí.
O equipamento ferroviário integrou cadeias produtivas regionais, permitindo circulação regular de mercadorias e fortalecendo a economia local apoiada no transporte ferroviário.

Contexto de abandono após a desativação ferroviária
A desativação da Estrada de Ferro Santa Catarina em 1971 retirou a função do túnel, iniciando um longo período de abandono e isolamento estrutural.
Sem manutenção regular, o acesso tornou-se difícil, a vegetação avançou sobre o traçado e o túnel saiu completamente das rotas cotidianas da população.
Durante cerca de 50 anos, o espaço permaneceu conhecido apenas por moradores antigos e pesquisadores dedicados à história ferroviária regional.
O isolamento físico contribuiu para a perda de visibilidade pública, apesar da relevância histórica e simbólica da obra para Santa Catarina.
Projeto atual de revitalização do túnel em Apiúna
A revitalização é conduzida pela Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, vinculada à Prefeitura de Apiúna, com foco em segurança, acesso e preservação.
O projeto prevê intervenções estruturais e paisagísticas que respeitam o patrimônio histórico, preparando o local para receber visitantes de forma organizada.
Entre as ações em andamento está a limpeza completa da área, removendo vegetação excessiva e resíduos acumulados ao longo de décadas.
Também ocorre a abertura de vias de acesso até o túnel, garantindo circulação mais segura de moradores, turistas e equipes de manutenção.
Infraestrutura e acessos planejados para visitação
A macadamização do trajeto é uma das medidas adotadas para facilitar o deslocamento até o túnel, especialmente em períodos de maior umidade.
Dois novos acessos estão sendo implantados para organizar o fluxo de visitação, evitando impactos concentrados em um único ponto.
O planejamento busca equilibrar conservação histórica com uso público controlado, reduzindo riscos de degradação acelerada da estrutura.
Essas intervenções criam condições para visitas regulares, sem descaracterizar o traçado original ou comprometer elementos construtivos históricos.

Pesquisa documental e educação patrimonial
A revitalização inclui pesquisa documental para reconstruir a história do túnel e da ferrovia, reunindo registros, relatos e materiais históricos disponíveis.
O conteúdo levantado servirá de base para painéis informativos, roteiros guiados e materiais interpretativos voltados ao público visitante.
Essas ações fortalecem a educação patrimonial, permitindo compreensão mais ampla sobre engenharia ferroviária e desenvolvimento regional no século XX.
A abordagem educativa também valoriza a memória coletiva, conectando gerações atuais à história industrial do Vale do Itajaí.
Potencial turístico e cultural do túnel ferroviário
A expectativa municipal é transformar o túnel no maior atrativo de turismo histórico e cultural ligado à memória ferroviária catarinense.
A combinação entre patrimônio industrial, paisagem natural e história local cria experiências voltadas a trilhas leves, fotografia e visitas familiares.
O túnel pode integrar circuitos relacionados à antiga EFSC, ampliando o tempo de permanência dos turistas na região.
Com maior circulação de visitantes, serviços como hospedagem, alimentação e guias locais tendem a ser estimulados de forma gradual.
Impactos econômicos e de imagem para a região
A valorização do patrimônio ferroviário reforça a identidade histórica regional e resgata narrativas esquecidas do desenvolvimento catarinense.
O turismo cultural e educacional atrai escolas, pesquisadores e entusiastas da história, diversificando o perfil de visitantes.
Experiências que unem natureza e engenharia histórica oferecem vivências imersivas, diferenciando Apiúna no cenário turístico estadual.
Roteiros integrados com trilhos e estações antigas ampliam circuitos existentes, enquanto pequenos negócios locais podem gerar renda indireta.
Reconexão com a memória e etapas finais do projeto
A revitalização reconecta o túnel à cidade, devolvendo visibilidade a uma estrutura essencial para a formação econômica regional.
Arquivos públicos e memorialistas tiveram papel central na preservação de registros, permitindo recuperar informações fundamentais sobre o túnel.
O processo evidencia como patrimônio esquecido pode ser reintegrado ao cotidiano urbano, fortalecendo vínculos entre passado e presente.
Com a conclusão das etapas iniciais, Apiúna reposiciona um marco histórico, transformando abandono prolongado em oportunidade cultural duradoura, ainda que com pequenos ajustes operacionais previstos.
Com informações de Terra Brasil Noticias.

Já atravessei um túnel aqui em BhteMG de moto várias vezes indo para, Nova Lima. Através da Serra do Curral há uns 20 anos…
Aqui em BHte MG tem um também na Serra do Curral indo para Nova Lima .
Concordo com o Luciano pois no município de Monte Castelo tem pelo menos 5 túneis maiores que este, sendo que um deles passa de 1500 m de comprimento.