Com aposentadorias em alta, avanço de obras de infraestrutura e expansão bilionária de data centers, a Fundação Lowe’s amplia investimentos para treinar 250 mil profissionais da construção civil até 2035 e enfrentar a falta de mão de obra qualificada nos Estados Unidos.
A escassez de mão de obra na construção civil dos Estados Unidos entrou de vez no radar das grandes empresas. Em meio à corrida por infraestrutura, energia, tecnologia e data centers, a Fundação Lowe’s anunciou um novo aporte bilionário para formar trabalhadores qualificados e tentar conter um dos maiores gargalos do setor.
A organização filantrópica independente, financiada pela varejista americana Lowe’s Companies, confirmou mais US$ 200 milhões em investimentos. Na cotação atual, o valor gira em torno de R$ 1,3 bilhão. O objetivo é treinar 250 mil profissionais da construção civil até 2035 por meio do programa Gable Grants.
Com isso, o investimento total da fundação no setor sobe para US$ 250 milhões. O movimento reforça a pressão que o mercado enfrenta para repor aposentadorias, preencher vagas abertas e sustentar projetos de grande porte que já estão em andamento nos Estados Unidos.
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Aposentadorias em massa agravam a falta de trabalhadores
O novo investimento chega em um momento crítico. A construção civil americana enfrenta uma onda de aposentadorias que ameaça ampliar ainda mais o déficit de mão de obra qualificada.
Relatórios recentes apontam que, até 2030, cerca de 1,4 milhão de vagas para operários estarão disponíveis em sete áreas diferentes nos Estados Unidos. Isso significa que o setor precisará formar, atrair e reter trabalhadores em ritmo acelerado para não travar obras estratégicas.
A pressão já aparece no dia a dia das empresas. A maior parte das construtoras relata dificuldade para encontrar profissionais qualificados suficientes para atender à demanda atual.
Construção civil precisa de quase 500 mil novas contratações
Segundo dados citados no texto-base, a Associated Builders and Contractors informou em relatório de 2025 que a construção civil precisará contratar cerca de 499 mil trabalhadores ainda neste ano para suprir a demanda.
Esse número mostra o tamanho do desafio. Não se trata apenas de abrir novas vagas. O setor precisa preencher rapidamente funções técnicas e operacionais em um momento em que grandes projetos avançam em várias frentes ao mesmo tempo.
A falta de profissionais qualificados já se tornou um obstáculo real para a expansão da construção civil nos Estados Unidos.
Data centers e infraestrutura aumentam a pressão sobre o setor
A demanda por mão de obra cresce junto com a expansão de áreas consideradas estratégicas para a economia americana. Entre elas, estão os projetos de infraestrutura e a construção de data centers, impulsionados pelo avanço da inteligência artificial.
De acordo com o relatório Global Data Center Outlook 2026 da Jones Lang LaSalle, o setor global de data centers cresce cerca de 14% ao ano. Nos próximos quatro anos, quase 100 gigawatts de capacidade deverão ser adicionados, com exigência de investimentos estimados em US$ 3 trilhões.
Esse avanço pressiona diretamente a construção civil. Quanto mais obras de energia, centros digitais e infraestrutura tecnológica saem do papel, maior é a necessidade de eletricistas, instaladores, técnicos, operários e outros profissionais especializados.
Lowe’s amplia aposta para formar 250 mil profissionais
A Lowe’s já vinha investindo no fortalecimento da mão de obra da construção civil. Em 2023, a empresa anunciou US$ 50 milhões ao longo de cinco anos para ajudar a combater a escassez histórica de trabalhadores no setor.
Agora, a marca decidiu ampliar esse esforço. A meta é alcançar 250 mil pessoas na próxima década, expandindo parcerias com faculdades comunitárias, organizações sem fins lucrativos e grupos que conectam estudantes a empregadores.
A estratégia vai além de doações. O foco está em criar um ecossistema de formação profissional que responda às necessidades locais e ajude a abastecer o mercado com trabalhadores preparados para funções técnicas e operacionais.
Investimento bilionário tenta evitar freio no crescimento
O recado dado pela fundação e pelos executivos da Lowe’s é claro: a prosperidade americana depende também da capacidade de formar trabalhadores qualificados.
Marvin Ellison, presidente e CEO da Lowe’s, afirmou que a empresa está se unindo a educadores, empregadores e formuladores de políticas para enfrentar a lacuna de mão de obra qualificada. A declaração reforça que o problema não pode ser resolvido por uma única organização.
Na prática, o setor teme um cenário em que exista capital disponível, obras em andamento e demanda crescente, mas faltem pessoas para executar os projetos.
BlackRock também entra na corrida por qualificação
A Lowe’s não está sozinha nesse movimento. Outras gigantes também começaram a direcionar recursos para a formação de trabalhadores braçais nos Estados Unidos.
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, anunciou recentemente um investimento de US$ 100 milhões para treinamento de trabalhadores qualificados. A meta é ajudar a atender à crescente demanda por infraestrutura.
Larry Fink, presidente e CEO da empresa, destacou que os Estados Unidos precisam de um investimento estimado em US$ 10 trilhões em infraestrutura até 2033 para modernizar sistemas antigos e construir novas estruturas de energia, tecnologia digital e inteligência artificial.
A fala do executivo resume bem o momento: dinheiro sozinho não resolve o problema. Sem pessoas capacitadas, o futuro da infraestrutura americana pode enfrentar sérios atrasos.
Escassez de mão de obra na construção civil vira disputa estratégica nos Estados Unidos
A construção civil deixou de ser apenas um setor operacional e passou a ocupar posição estratégica no crescimento econômico dos Estados Unidos. Obras públicas, expansão tecnológica, projetos energéticos e data centers dependem diretamente da formação de novos profissionais.
Por isso, o anúncio de R$ 1,3 bilhão da Fundação Lowe’s não representa apenas mais um investimento corporativo. Ele mostra que a escassez de mão de obra já é tratada como um problema estrutural, capaz de impactar competitividade, produtividade e desenvolvimento nacional.
Com aposentadorias avançando e a demanda em alta, a disputa por trabalhadores qualificados tende a ficar ainda mais intensa nos próximos anos.
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Tem que tomar muito cuidado pra não cair no golpe, muita gente vai cair nesse golpe e se brincar não ver as suas famílias nunca mais, vocês tomam cuidado, todos dias têm informações no jornal de pessoas desaparecida, fique atento com essas coisas não existe nada fácil!
Já há muito que tenho dito!!
Valorisar o trabalho fisico!
Tudo quer ser doutor e engenheiro!!
Isso que está acontecendo nos Estados Unidos é consequência de ter depotado os Brasileiros de volta para o Brasil. Eles estavam ilegal mais eram trabalhadores na Área.