Pesquisadores da Arábia Saudita criam um sistema capaz de extrair água do ar utilizando apenas a gravidade, sem a necessidade de eletricidade ou qualquer fonte de energia cara
Uma equipe de pesquisadores, liderada da King Abdullah University of Science and Technology (KAUST), da Arábia Saudita, desenvolveu uma tecnologia inovadora de resfriamento passivo, que pode mudar a forma como aproveitamos a água atmosférica em regiões áridas.
Esse sistema é capaz de extrair água do ar utilizando apenas a gravidade, sem a necessidade de eletricidade ou qualquer fonte de energia cara.
A simplicidade e eficiência desse método são reforçadas pelo uso de materiais baratos e amplamente disponíveis, tornando-o uma solução viável para áreas com infraestrutura limitada.
-
Adeus cartão na mão: o Inter lançou lançou anel, pulseira e relógio vestíveis que pagam por aproximação e prometem abrir portas e reservar hotéis no futuro, com o relógio previsto para chegar perto da Black Friday de 2026 trazendo suporte a duas moeda
-
A NASA despeja 1,7 milhão de litros de água em menos de 30 segundos em uma rampa de lançamento, não para apagar fogo, mas para proteger do próprio som da decolagem o foguete mais poderoso da história, em um sistema que esvazia duas piscinas olímpicas por minuto e cria um gêiser de 30 metros mesmo sem foguete presente
-
O que para uns é lixo, para outros é comida: na Holanda, garrafas e latas jogadas nas ruas viram dinheiro em máquinas de devolução e ajudam a sustentar pessoas que dependem de centavos por embalagem para conseguir comer
-
Paleontólogos desenterraram na Argentina um novo dinossauro gigante que ajuda a contar como os titãs do período Jurássico cresceram tanto no hemisfério sul
O resfriamento passivo não só tem o potencial de reduzir a temperatura de dispositivos eletrônicos, mas também possibilita o reaproveitamento da água coletada para atividades como irrigação, lavagem e resfriamento de edifícios.
De acordo com Gan, a atmosfera contém seis vezes mais água do que a soma de todos os rios de água doce, e essa água pode ser aproveitada por tecnologias como essa.
Contudo, em regiões áridas como a Arábia Saudita, a maioria das tecnologias de coleta de água atmosférica ainda depende de eletricidade, tornando sua adoção difícil em áreas rurais devido ao alto custo de infraestrutura.
Avanço na pesquisa

A equipe liderada por Gan fez um avanço significativo ao resolver esse problema, contando com a colaboração do professor Dan Daniel e de Shakeel Ahmad, um pós-doutorando do grupo.
Eles descobriram que, ao adicionar um revestimento lubrificante feito de um polímero comercial e óleo de silicone, aumentaram significativamente a eficiência da coleta de água por gravidade.
Esse revestimento impede que as gotículas de água fiquem presas na superfície do dispositivo, eliminando a necessidade de coleta ativa de condensado. “Nosso revestimento eliminou efetivamente a fixação das gotículas, permitindo a verdadeira coleta passiva de água“, explicou Ahmad.
O sistema opera utilizando apenas resfriamento radiativo passivo, sem consumo de eletricidade, sendo baseado na tecnologia de arquitetura vertical de dois lados, desenvolvida anteriormente por Gan.
Originalmente projetada para refletir o calor térmico de volta para o céu e resfriar células solares e eletrônicos, essa tecnologia agora também coleta a água gerada durante o processo.
Após passar por testes rigorosos ao longo de um ano em Thuwal, na Arábia Saudita, o dispositivo conseguiu quase dobrar a taxa de coleta de água em comparação com outras tecnologias.
O professor Daniel destacou a economia proporcionada por essa inovação: “O sistema não depende de eletricidade nem de partes mecânicas, como compressores ou ventiladores, o que reduz os custos de manutenção em comparação aos sistemas tradicionais.“
Esse projeto faz parte de uma pesquisa contínua no Centro de Excelência para Energia Renovável e Tecnologias Sustentáveis da KAUST, com contribuições do Professor Associado Gyorgy Szekely, e foi publicado na renomada revista Advance Materials.

-
1 pessoa reagiu a isso.