Expansão acelerada no varejo e aposta em bioeconomia colocam dois empresários no centro do noticiário econômico, com estratégias distintas para crescimento e reposicionamento no mercado brasileiro nos próximos anos.
Luciano Hang planeja acelerar a expansão da Havan e projeta inaugurar 15 novas unidades ao longo de 2026, dentro de um investimento anunciado de R$ 1,25 bilhão.
Em paralelo, Eike Batista tenta reposicionar seu nome no ambiente empresarial após o colapso do antigo conglomerado que comandou e aposta em novos negócios ligados à cana-de-açúcar, com foco em biocombustíveis e materiais de origem renovável.
Os movimentos seguem direções distintas.
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De um lado, o varejo físico amplia presença territorial e reforça um modelo já consolidado no país.
Do outro, Eike direciona seus planos para setores associados à transição energética e à bioeconomia, áreas que vêm sendo estimuladas por demandas globais por redução de emissões e alternativas ao uso de combustíveis fósseis.
A estratégia do empresário envolve o desenvolvimento da chamada “supercana”, uma variedade de cana-de-açúcar descrita como mais produtiva e capaz de gerar maior volume de biomassa.
A proposta, segundo informações divulgadas pelo próprio Eike em entrevistas, é utilizar essa matéria-prima tanto para a produção de etanol quanto para aplicações industriais.
Expansão da Havan e plano de investimento para 2026
No caso da Havan, a projeção de abrir 15 lojas em 2026 está associada ao planejamento de longo prazo da empresa, que completa 40 anos de atividades no mesmo período.
Fundada em 1986, em Brusque, Santa Catarina, a rede tem ampliado sua presença em diferentes regiões do país nos últimos anos.
Ao longo de 2025, a empresa já iniciou um novo ciclo de inaugurações, mantendo a estratégia de abrir grandes unidades em cidades de médio e grande porte.
Reportagens recentes indicam que a Havan se aproxima da marca de 200 lojas em operação, número que a companhia pretende alcançar justamente no ano do aniversário.

O investimento de R$ 1,25 bilhão anunciado para 2026 será direcionado, segundo a empresa, à abertura de novas unidades e à consolidação de operações já existentes.
Parte relevante desses recursos deve ser aplicada na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a rede informa já ter realizado aportes acumulados de cerca de R$ 3 bilhões.
Segundo dados divulgados pela própria companhia, o plano de expansão está ligado à geração de empregos diretos e indiretos, além do fortalecimento da marca em mercados considerados estratégicos.
O modelo adotado segue o padrão de grandes lojas, que concentram vendas, serviços e ações promocionais em eventos de inauguração.
Projeto da supercana e foco em biocombustíveis
Enquanto isso, Eike Batista tenta reconstruir sua atuação empresarial com projetos voltados à energia considerada de menor impacto ambiental.
A chamada “supercana” é apresentada como um dos pilares dessa nova fase, com promessa de maior produtividade por hectare em comparação às variedades tradicionais.
De acordo com informações publicadas por veículos como a CNN Brasil e a Reuters, a ideia é direcionar a produção principalmente para o etanol e combustíveis sustentáveis, em um contexto em que setores como o de aviação buscam alternativas para reduzir emissões de carbono.
O empresário também tem associado o projeto à captação de recursos no mercado financeiro.
Em entrevistas recentes, Eike afirmou ter assegurado US$ 500 milhões para o desenvolvimento inicial do negócio e indicou negociações com investidores internacionais para ampliar o financiamento.
Esses valores, no entanto, são apresentados com base em declarações do próprio empresário e em apurações de agências de notícias.
Segundo a Reuters, parte do discurso de Eike envolve a atração de capital de fundos do Oriente Médio, além de recursos de instituições financeiras brasileiras.
O projeto ainda está em fase de estruturação e depende de validações técnicas, ambientais e regulatórias.
Uso do bagaço da cana e alternativa ao plástico
Além do uso energético, Eike também menciona a possibilidade de aproveitar resíduos da cana-de-açúcar, como o bagaço, para a produção de materiais utilizados no cotidiano.
Entre os exemplos citados estão copos, canudos e embalagens descartáveis, que poderiam substituir produtos feitos a partir de plástico derivado do petróleo.
Esse tipo de aplicação vem sendo discutido no setor industrial como uma alternativa para reduzir a dependência de insumos fósseis.
Especialistas ouvidos por veículos que acompanham o tema apontam que iniciativas desse tipo ainda enfrentam desafios relacionados a custo, escala e competitividade frente aos materiais convencionais.
Reportagens recentes indicam que o plano de Eike é tratar essa frente como complementar ao negócio de biocombustíveis, aproveitando subprodutos do processamento da cana para ampliar as fontes de receita.
O empresário tem defendido que a combinação entre energia e materiais renováveis pode aumentar a viabilidade econômica do projeto.
Estratégias empresariais distintas no cenário brasileiro
Os anúncios envolvendo Luciano Hang e Eike Batista ganharam destaque por exporem estratégias empresariais distintas.
No caso da Havan, as informações divulgadas se apoiam em cronogramas de inauguração, valores de investimento e metas de expansão física da rede.
Já Eike tenta retomar espaço no noticiário econômico com projetos que dialogam com inovação tecnológica e sustentabilidade, áreas que costumam atrair atenção, mas também exigem comprovação de resultados ao longo do tempo.
Analistas do setor energético ouvidos por agências internacionais têm adotado postura cautelosa ao avaliar iniciativas semelhantes, lembrando experiências passadas que não avançaram como o previsto.
Ainda assim, o empresário sustenta que seus novos projetos passaram por testes e estudos prévios.
Segundo a Reuters, ele também mantém outras iniciativas em andamento, algumas delas sob acompanhamento de órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários.


Se eu tivesse a grana que eles tem, eu já teria metido o pé daqui.
Os risotes que iriam ser construídos em Cabo Frio, praia das dunas, que foram iniciadas e não acabados. Hoje poderia estar dando muitos lucros e desenvolvendo os bairros próximos e comércio local. Aguardaremos deste grande empresário Eike Batista.