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Ela já era conhecida pelos cientistas, mas ninguém imaginava que a proteína METTL3 pudesse desempenhar um papel tão importante na forma como o câncer de mama consegue invadir outros órgãos e favorecer a metástase

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 30/06/2026 às 21:37 Atualizado em 30/06/2026 às 21:41
Ilustração ultrarrealista de células de câncer de mama se espalhando pelo tecido, representando o processo de metástase associado à atuação da proteína METTL3.
Imagem ilustrativa representa células cancerígenas invadindo tecidos, simbolizando a descoberta de que a proteína METTL3 desempenha um papel importante na disseminação do câncer de mama para outros órgãos.
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Estudo publicado na revista Science Advances mostra como a proteína METTL3 influencia a disseminação do câncer de mama e aponta novos caminhos para pesquisas sobre medicamentos capazes de reduzir a metástase.

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Umeå University, na Suécia, identificou que a proteína METTL3 desempenha um papel importante na disseminação do câncer de mama para outros órgãos. O estudo foi publicado em 26 de junho de 2026 na revista científica Science Advances e revela que alterações no funcionamento dessa proteína favorecem a invasão de tecidos saudáveis, contribuindo para a metástase.

Além disso, os pesquisadores afirmam que os resultados poderão orientar o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas voltadas ao controle da progressão da doença.

Proteína METTL3 favorece a invasão de tecidos saudáveis

Segundo os pesquisadores, a METTL3 regula a liberação de moléculas produzidas pelas células tumorais.

Dessa forma, quando a proteína não funciona adequadamente, ela facilita a capacidade das células do câncer de mama de invadir tecidos saudáveis e, consequentemente, alcançar outros órgãos.

Além disso, a proteína organiza modificações realizadas no RNA celular.

Assim, esse mecanismo participa do controle sobre quais genes permanecem ativos e quais ficam inativos dentro da célula.

Ainda segundo os cientistas, uma atividade anormal da METTL3 já havia sido relacionada anteriormente a diferentes tipos de câncer.

Por esse motivo, medicamentos capazes de ajustar sua atuação já estão sendo avaliados em pesquisas científicas.

Experimentos mostram redução da capacidade de invasão dos tumores

Durante os experimentos, os pesquisadores observaram que a retirada da proteína METTL3 reduziu parte da capacidade dos tumores de degradar tecidos saudáveis.

Com isso, foi constatado que as células cancerígenas perderam parte do potencial de invasão.

Entretanto, quando apenas a atividade enzimática da proteína foi bloqueada, os resultados não foram totalmente reproduzidos.

Dessa maneira, os cientistas concluíram que a METTL3 também utiliza outros mecanismos, além das modificações no RNA, para favorecer a progressão do câncer.

Pesquisadores apontam necessidade de novas estratégias terapêuticas

De acordo com a principal autora do estudo, a professora Francesca Aguilo, da Umeå University, os resultados indicam que somente bloquear a atividade enzimática da proteína pode não ser suficiente.

Segundo a pesquisadora, “em alguns tipos de câncer, bloquear a atividade enzimática da METTL3 pode não ser suficiente. Inibir completamente seus efeitos promotores de tumores pode exigir estratégias que eliminem a proteína por inteiro ou interrompam suas interações dentro da célula.”

Assim, os pesquisadores defendem que futuras abordagens poderão considerar formas de eliminar completamente a proteína ou impedir suas interações no ambiente celular.

Próximas etapas da pesquisa sobre a proteína METTL3

Agora, os cientistas pretendem investigar como a METTL3 é deslocada do núcleo da célula.

Além disso, será analisado se esse mesmo mecanismo ocorre de maneira semelhante em outros tipos de câncer.

Por fim, os autores acreditam que as descobertas poderão contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos destinados a reduzir a metástase, embora novas pesquisas ainda sejam necessárias para compreender completamente a atuação da proteína.

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Caio Aviz

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