Com 59% da matriz baseada em energias renováveis, São Paulo supera a média nacional e se destaca com crescimento expressivo da energia solar distribuída, segundo o BEESP 2025.
O estado de São Paulo consolidou, em 2024, uma posição de destaque no uso de energias renováveis. Dados do Balanço Energético do Estado de São Paulo (BEESP 2025), divulgado no dia 30 de dezembro pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), mostram que 59% da oferta interna bruta de energia paulista teve origem renovável.
Esse desempenho colocou São Paulo acima da média nacional, que ficou em 50%, e muito à frente da média dos países da OCDE, que registraram apenas 13,2% de participação de fontes renováveis em 2023.
Energia solar ganha espaço e se consolida como terceira maior fonte
Entre as fontes renováveis, a energia solar fotovoltaica teve papel central no avanço paulista. Em 2024, a geração solar representou 12% de toda a eletricidade produzida no estado. Ao todo, foram gerados 10,4 TWh, volume 16% superior ao registrado no ano anterior, quando a produção alcançou 8,9 TWh.
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Com esse crescimento, a energia solar se consolidou como a terceira maior fonte de geração elétrica em São Paulo. Ela ficou atrás apenas da energia hidrelétrica e da biomassa, reforçando a diversificação da matriz energética estadual.
Geração distribuída impulsiona liderança nacional
O BEESP 2025 destaca que a liderança paulista em energia solar está diretamente ligada ao avanço da geração distribuída (GD). Esse modelo, baseado principalmente em sistemas instalados em telhados residenciais, comércios e indústrias, teve crescimento significativo ao longo do ano.
Somente em 2024, os municípios paulistas atingiram 6,2 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Desse total, cerca de 1 GW foi incorporado ao sistema ao longo do ano, consolidando São Paulo como o estado líder nacional na adoção de sistemas fotovoltaicos distribuídos.
Esse movimento reflete tanto a ampliação do acesso à tecnologia quanto a busca por redução de custos e maior autonomia energética por parte dos consumidores.
Comparação internacional reforça posição estratégica do estado
Ao analisar a oferta interna bruta de energia, o balanço revela um cenário favorável para São Paulo no contexto internacional. Enquanto países desenvolvidos da OCDE ainda mantêm forte dependência de fontes fósseis, o estado apresenta uma matriz majoritariamente renovável.
Esse desempenho posiciona São Paulo como referência em transição energética, especialmente em um momento de debates globais sobre descarbonização e segurança energética.
Hidrelétricas e biomassa seguem como pilares da matriz
Além da energia solar, outras fontes renováveis continuam exercendo papel relevante no estado. A energia hidrelétrica responde por cerca de 17% da geração elétrica paulista. Essa produção inclui tanto a geração interna quanto a energia importada do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O balanço também ressalta a importância da biomassa na composição da matriz, especialmente em um estado com forte presença do setor sucroenergético. Essa fonte contribui para manter a estabilidade do sistema e reduzir a dependência de fontes não renováveis.
Diversidade de fontes amplia segurança energética
O BEESP 2025 reforça ainda a diversidade de alternativas renováveis disponíveis em São Paulo. Além da solar, hidrelétrica e biomassa, o estado utiliza fontes como o biogás e o licor negro, subproduto da indústria de papel e celulose.
Essa variedade amplia a segurança energética e reduz riscos associados à dependência de uma única fonte. Ao mesmo tempo, fortalece a posição paulista no cenário nacional, mostrando que a transição para energias renováveis já é uma realidade consolidada no estado.
