A companhia amplia o uso de tecnologia fotovoltaica no agro, aposta em inversores híbridos, BIPV em silos e avalia instalar fábrica na América do Sul
Desde já, o agronegócio brasileiro tornou-se prioridade estratégica para a GoodWe. Assim, a empresa chinesa de soluções solares direciona investimentos, tecnologia e equipes ao País. Além disso, o Centro-Oeste concentra as maiores oportunidades. Portanto, a decisão de avaliar uma fábrica na América do Sul até 2030 ganha força, com o Brasil na dianteira, segundo Fábio Mendes, vice-presidente da companhia na América Latina.
Ao mesmo tempo, o potencial fotovoltaico nacional impulsiona a estratégia. Por isso, a GoodWe, fundada em 2010, consolidou inovação desde a origem. Em 2014, consequentemente, foi pioneira na exportação de inversores híbridos para a Europa e, além disso, liderou a integração de otimizador de sombra. Assim, a eficiência energética tornou-se diferencial competitivo, conforme destaca Mendes.
Enquanto isso, a operação brasileira, iniciada em 2018, acelerou a expansão regional para Chile, Colômbia e Argentina. Contudo, as deficiências da infraestrutura elétrica no Brasil ampliaram a demanda. Segundo Mendes, ocorrem cerca de 860 quedas de energia por ano, número elevado quando comparado a países como a Alemanha, com pouco mais de uma dezena anual. Logo, a qualidade da energia tornou-se prioridade para residências, indústrias e, sobretudo, o agro.
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No campo, portanto, a confiabilidade do fornecimento é crítica. Assim, sistemas de irrigação e silos exigem energia contínua. Por consequência, as soluções contra interrupções ganham valor imediato. Atualmente, o agronegócio já representa entre 20% e 25% das vendas da GoodWe no País. Ainda assim, a expectativa é superar 35% no próximo ano, podendo alcançar quase 40%, conforme o executivo.
Dessa forma, os inversores híbridos lideram a oferta. Além disso, as baterias carregam durante o dia e, então, atendem à noite ou protegem contra blecautes. Paralelamente, a dupla conversão DC assegura estabilidade de tensão, elevando a confiabilidade. Ademais, as plantas solares permitem armazenar excedentes para horários de pico, como entre 18h e 21h.
Nesse contexto, o Centro-Oeste destaca-se como principal celeiro de projetos. Ao mesmo tempo, o Norte avança, com produtores migrando e investindo. Por isso, equipes técnicas atuam no desenvolvimento, suporte e visitas. Contudo, a comercialização ocorre via parceiros regionais, integradores e especialistas, que complementam engenharia, reengenharia de plantas e eletrificação.
Além disso, a GoodWe aposta em BIPV — integração fotovoltaica a edificações. Assim, fachadas, telhados e coberturas passam a gerar energia. Conforme Rafael Carvalho, gerente de BIPV, silos e armazéns podem virar plantas solares. A linha Galaxy utiliza módulos ultraleves adesivados, com vidro resistente a granizo e durabilidade estimada em 30 anos. Portanto, o peso é cinco a seis vezes menor, reduzindo reforços estruturais e evitando perfurações.
Enquanto isso, a linha Polaris substitui a telha com encaixe macho-fêmea, garantindo escoamento de água. Disponível no Brasil há cerca de um ano, a tecnologia já opera em projetos no Mato Grosso. Embora o custo do módulo seja maior, a instalação é até 80% mais rápida e pode reduzir a mão de obra em até 60%, antecipando o retorno.
Por fim, o payback da energia solar varia conforme região. Ainda assim, a indústria estima entre 4,5 e 6 anos. Contudo, quando considerados prejuízos recorrentes por instabilidade, o retorno pode cair para menos de quatro anos, conclui Mendes.

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