Mecânico Caio Strumiello, de 53 anos, adaptou um casco de barco com rodas e dois motores para criar um carro anfíbio artesanal em São Vicente, antes da apreensão por falta de licença para navegar
O carro anfíbio que chamou atenção em São Vicente, no litoral de São Paulo, foi criado pelo mecânico Caio Strumiello, de 53 anos e virou notícia em 2025. Segundo as informações disponíveis, o projeto nasceu de forma artesanal e foi pensado para circular tanto em terra quanto na água, unindo estrutura de barco e componentes mecânicos adaptados.

Construção partiu de um casco de barco adaptado
A base do veículo foi um casco de barco, que recebeu rodas para permitir o deslocamento em terra. A adaptação é o ponto central do projeto, porque transforma uma estrutura feita originalmente para flutuar em um veículo capaz de sair da água e rodar fora dela.
O carro foi equipado com dois motores. Um deles é de motocicleta. O outro é estacionário, tipo usado em maquinários agrícolas. Essa combinação foi usada para permitir o funcionamento do veículo em condições diferentes.
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O carro anfíbio foi apreendido
O carro anfíbio artesanal foi apreendido pela Capitania dos Portos em São Vicente, no litoral de São Paulo, em 31 de dezembro do ano passado. O veículo, feito para circular na terra e no mar, não tinha licença nem documentação necessária para navegar.
Criador já desenvolvia veículos desde 2010
Caio Strumiello relatou que começou a desenvolver veículos em 2010. A ideia de criar um modelo anfíbio teria surgido cerca de dois meses antes da apreensão.
O mecânico também afirmou ter feito cálculos para garantir a flutuabilidade do veículo e disse que os motores foram projetados para evitar contato com a água.
Esses dados ajudam a explicar como o projeto foi concebido antes de chamar a atenção das autoridades.
Carro anfíbio foi vistoriado após alerta operacional
Segundo a Prefeitura de São Vicente, a Inspetoria Ambiental da Guarda Civil Municipal foi até a Praia do Gonzaguinha, perto do Píer dos Apaixonados, após solicitação do Centro de Controle Operacional.
A ação buscava verificar as condições do carro anfíbio e identificar se havia risco ambiental, como possível vazamento de óleo.

Veículo artesanal não tinha documentação para navegação
No local, os guardas civis conversaram com o mecânico e proprietário do veículo. Durante a vistoria, constataram que o carro anfíbio havia sido fabricado de forma artesanal.
A Capitania dos Portos do Estado, da Marinha do Brasil, foi acionada para avaliar a situação. Na abordagem, as autoridades identificaram a ausência de licença e de documentação obrigatória para navegação.
Convênio permite fiscalização do tráfego aquaviário
A prefeitura informou que São Vicente mantém convênio com a Capitania dos Portos. Por meio dele, a Inspetoria Ambiental monitora o tráfego aquaviário, detecta possíveis irregularidades e comunica a Marinha para as medidas cabíveis.
O Metrópoles afirmou que tentou contato com Caio Strumiello para obter mais informações sobre o veículo, mas não recebeu retorno até a publicação.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Metrópoles e da Prefeitura de São Vicente, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


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