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Energia solar mantém ritmo de expansão e cresce mais de 11% no Brasil em novembro, aponta CCEE

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 16/12/2025 às 11:40
Atualizado em 17/12/2025 às 13:13
Energia solar registra alta de 11,1% na geração em novembro, segundo a CCEE, enquanto consumo de eletricidade recua com temperaturas mais amenas.
Energia solar registra alta de 11,1% na geração em novembro, segundo a CCEE, enquanto consumo de eletricidade recua com temperaturas mais amenas.
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Energia solar registra alta de 11,1% na geração em novembro, segundo a CCEE, enquanto consumo de eletricidade recua com temperaturas mais amenas.

A energia solar segue ampliando sua participação na matriz elétrica brasileira. Em novembro, a geração da fonte fotovoltaica cresceu 11,1% na comparação com o mesmo mês de 2024, de acordo com dados divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

O desempenho positivo reforça a tendência de expansão da fonte no país, mesmo em um cenário de desaceleração do consumo de eletricidade.

Segundo o levantamento, as usinas solares produziram 4.362 megawatts médios (MWmed) no período. No mesmo intervalo do ano passado, a geração havia sido de 3.926 MWmed.

Fontes renováveis apresentam desempenhos distintos

Além da energia solar, outras fontes também registraram variações relevantes. As usinas térmicas tiveram crescimento de 18,6% na geração, enquanto a produção das eólicas avançou 8,1% na mesma base de comparação.

Em sentido oposto, as hidrelétricas apresentaram queda de 10,1% na geração de energia em relação a outubro de 2024. Esse recuo ajudou a pressionar o desempenho global do sistema, apesar do avanço das fontes alternativas.

De acordo com o boletim da CCEE, a geração total de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) apresentou redução de 2,2% na comparação anual. Ao todo, foram registrados 72.848 MW médios produzidos em novembro.

Esse resultado reflete, principalmente, a menor contribuição das hidrelétricas, que seguem sensíveis às condições hidrológicas. Ainda assim, o crescimento da energia solar ajudou a amortecer uma queda mais acentuada no volume total de eletricidade gerada.

O estudo também apontou queda no consumo de energia elétrica em novembro. Influenciado por temperaturas máximas mais amenas em grande parte do país, o consumo do SIN recuou 1,8% na comparação anual.

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), a retração foi de 2,7%. Já no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), a queda registrada foi de 1,1%. Esse comportamento reforça o impacto direto das condições climáticas sobre a demanda por eletricidade.

Estados apresentam comportamentos distintos no consumo

Na análise regional, alguns estados se destacaram com altas no consumo. Acre liderou o ranking, com crescimento de 16,6%, seguido por Mato Grosso (8,7%), Pará (6,7%), Distrito Federal (5,8%) e Goiás (5,0%).

Por outro lado, houve quedas expressivas em outras regiões. Paraná apresentou recuo de 10,0%, enquanto Mato Grosso do Sul caiu 7,9%. Rio Grande do Sul (-7,7%), Santa Catarina (-7,3%) e Amapá (-6,0%) também figuraram entre as maiores retrações.

Em novembro, foi registrada a segunda medição para o ACR no estado de Roraima, com consumo de 167 MW médios. Na análise por atividade econômica, a maioria dos setores apresentou tendência de queda.

Serviços (-12,9%), veículos (-11,2%) e madeira, papel e celulose (-8,5%) registraram as maiores retrações. Em contrapartida, extração de minerais metálicos (11,4%), transporte (2,1%) e saneamento (1,6%) apresentaram crescimento no consumo.

Nesse contexto, a energia solar mantém trajetória de expansão e reforça seu papel estratégico na diversificação da matriz elétrica brasileira.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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