Energia solar registra alta de 11,1% na geração em novembro, segundo a CCEE, enquanto consumo de eletricidade recua com temperaturas mais amenas.
A energia solar segue ampliando sua participação na matriz elétrica brasileira. Em novembro, a geração da fonte fotovoltaica cresceu 11,1% na comparação com o mesmo mês de 2024, de acordo com dados divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O desempenho positivo reforça a tendência de expansão da fonte no país, mesmo em um cenário de desaceleração do consumo de eletricidade.
Segundo o levantamento, as usinas solares produziram 4.362 megawatts médios (MWmed) no período. No mesmo intervalo do ano passado, a geração havia sido de 3.926 MWmed.
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Fontes renováveis apresentam desempenhos distintos
Além da energia solar, outras fontes também registraram variações relevantes. As usinas térmicas tiveram crescimento de 18,6% na geração, enquanto a produção das eólicas avançou 8,1% na mesma base de comparação.
Em sentido oposto, as hidrelétricas apresentaram queda de 10,1% na geração de energia em relação a outubro de 2024. Esse recuo ajudou a pressionar o desempenho global do sistema, apesar do avanço das fontes alternativas.
De acordo com o boletim da CCEE, a geração total de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) apresentou redução de 2,2% na comparação anual. Ao todo, foram registrados 72.848 MW médios produzidos em novembro.
Esse resultado reflete, principalmente, a menor contribuição das hidrelétricas, que seguem sensíveis às condições hidrológicas. Ainda assim, o crescimento da energia solar ajudou a amortecer uma queda mais acentuada no volume total de eletricidade gerada.
O estudo também apontou queda no consumo de energia elétrica em novembro. Influenciado por temperaturas máximas mais amenas em grande parte do país, o consumo do SIN recuou 1,8% na comparação anual.
No Ambiente de Contratação Livre (ACL), a retração foi de 2,7%. Já no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), a queda registrada foi de 1,1%. Esse comportamento reforça o impacto direto das condições climáticas sobre a demanda por eletricidade.
Estados apresentam comportamentos distintos no consumo
Na análise regional, alguns estados se destacaram com altas no consumo. Acre liderou o ranking, com crescimento de 16,6%, seguido por Mato Grosso (8,7%), Pará (6,7%), Distrito Federal (5,8%) e Goiás (5,0%).
Por outro lado, houve quedas expressivas em outras regiões. Paraná apresentou recuo de 10,0%, enquanto Mato Grosso do Sul caiu 7,9%. Rio Grande do Sul (-7,7%), Santa Catarina (-7,3%) e Amapá (-6,0%) também figuraram entre as maiores retrações.
Em novembro, foi registrada a segunda medição para o ACR no estado de Roraima, com consumo de 167 MW médios. Na análise por atividade econômica, a maioria dos setores apresentou tendência de queda.
Serviços (-12,9%), veículos (-11,2%) e madeira, papel e celulose (-8,5%) registraram as maiores retrações. Em contrapartida, extração de minerais metálicos (11,4%), transporte (2,1%) e saneamento (1,6%) apresentaram crescimento no consumo.
Nesse contexto, a energia solar mantém trajetória de expansão e reforça seu papel estratégico na diversificação da matriz elétrica brasileira.

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