Butão colocou a energia solar para trabalhar ao lado das hidrelétricas, em uma usina pública entre montanhas, com 17,38 MWp e previsão de gerar 25 milhões de kWh por ano no país conhecido pela força dos rios
O Butão instalou uma usina solar pública entre montanhas para reforçar a geração de eletricidade no período em que suas hidrelétricas produzem menos, durante o inverno.
As informações foram divulgadas pelo Ministério de Energia e Recursos Naturais do Butão, órgão público do governo do Butão. A primeira fase da usina solar de Sephu entrou em operação em 19 de julho de 2025, com 17,38 MWp de capacidade.
O caso chama atenção porque o país é conhecido pela energia dos rios. Mesmo assim, passou a usar o sol como reforço para enfrentar uma fragilidade simples: quando há menos água nos rios, as hidrelétricas entregam menos energia.
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Primeira usina solar pública do Butão mostra por que até países ricos em rios precisam diversificar a energia
O Butão tem forte relação com a energia hidrelétrica, que é a eletricidade gerada pela força da água. Em termos simples, a água movimenta equipamentos dentro da usina e isso vira energia elétrica.
O problema é que essa fonte depende do volume dos rios. No inverno, os rios carregam menos água e a produção das hidrelétricas cai. Por isso, a energia solar no Butão passa a ter papel estratégico.
A usina de Sephu não aparece para substituir as hidrelétricas. Ela entra como complemento, ou seja, como uma ajuda extra para reduzir a pressão sobre uma fonte que depende diretamente da água.
Usina solar de Sephu tem 17,38 MWp e deve gerar cerca de 25 milhões de kWh por ano
A primeira fase da usina solar de Sephu tem 17,38 MWp. Essa sigla indica a capacidade máxima dos painéis em boas condições de sol.
Esse número mostra o tamanho da força instalada no projeto. Quanto maior essa capacidade, maior pode ser a geração em condições adequadas.
A previsão é de gerar cerca de 25 milhões de kWh por ano. O kWh é a mesma medida usada na conta de luz. Portanto, esse dado mostra a quantidade de energia que a usina pode entregar ao longo de um ano.
Energia solar no inverno ajuda quando os rios perdem força e as hidrelétricas produzem menos
A parte mais curiosa dessa história está no tempo de uso. A energia solar foi colocada como reforço justamente para o inverno, quando as hidrelétricas do país têm queda de produção.
Isso acontece porque menos água nos rios significa menos força para gerar eletricidade. O sol, por outro lado, pode complementar o sistema nesse período e ajudar a manter mais estabilidade.
O Ministério de Energia e Recursos Naturais do Butão, órgão público do governo do Butão, detalhou que a geração verde do projeto deve reforçar a energia firme no inverno e complementar a geração hidrelétrica.
Projeto instalado em área estatal ocupa cerca de 44 acres entre as montanhas do Butão
A usina solar de Sephu ocupa cerca de 44 acres de terra estatal. A instalação fica em uma região montanhosa, o que reforça o contraste entre a paisagem do país e o uso de painéis solares.

Esse detalhe ajuda a explicar por que o projeto chama atenção fora do Butão. O país, muito associado a rios e barragens, agora mostra que a geração solar também pode fazer parte da matriz elétrica.
Na prática, o projeto indica uma mudança de estratégia. A segurança energética não depende apenas de produzir muito, mas de ter fontes diferentes para momentos diferentes do ano.
O que muda na prática para o sistema elétrico do Butão
A operação da primeira fase não muda todo o sistema elétrico do país de uma vez. O impacto está em somar uma nova fonte renovável a uma matriz já muito ligada à água.
Esse reforço pode ajudar no período mais sensível para as hidrelétricas. Quando os rios produzem menos, a geração solar entra como apoio e reduz a dependência de uma única fonte.
O que se entende é que até uma energia considerada forte e limpa, como a hidrelétrica, pode ter limitações. Por isso, combinar sol e água pode deixar o sistema mais seguro.
Energia renovável fica mais forte quando o país não depende de uma única fonte
A história do Butão mostra que diversificar energia não é uma necessidade apenas de países sem água. Mesmo onde existem rios e montanhas, o clima e as estações do ano podem mudar a produção elétrica.
A energia solar tem uma vantagem importante nesse caso. Ela pode ser instalada como reforço e trabalhar junto com outras fontes, sem exigir que o país abandone suas hidrelétricas.
A usina solar de Sephu também mostra como a transição energética pode acontecer de forma prática. O objetivo não é trocar tudo de lugar, mas usar cada fonte onde ela ajuda mais.
A primeira fase da usina solar de Sephu colocou 17,38 MWp em operação no Butão e abriu espaço para uma nova combinação entre sol, rios e montanhas.
O país conhecido pela força das hidrelétricas agora usa a energia solar para enfrentar o inverno, período em que os rios carregam menos água e a geração hidrelétrica perde força.
Se até um país marcado por rios e barragens precisa do sol para reforçar sua energia, o que isso revela sobre o futuro das hidrelétricas em outros lugares do mundo? Comente e compartilhe.

