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Energia eólica offshore pode gerar até 70% mais eletricidade ao ser combinada com marés e ondas, reduzir custos em até 15% e usar a mesma área no mar

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 20/02/2026 às 10:16 Atualizado em 20/02/2026 às 10:18
Energia eólica offshore combinada a marés e ondas pode elevar geração em 70% e reduzir custos em até 15%, aponta estudo.
Energia eólica offshore combinada a marés e ondas pode elevar geração em 70% e reduzir custos em até 15%, aponta estudo.
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Estudo da Universidade de Surrey mostra que a energia eólica offshore integrada a marés e ondas pode elevar a geração em até 70%, reduzir custos entre 10% e 15% e aumentar a estabilidade estrutural em plataformas marítimas compartilhadas

Pesquisadores da Universidade de Surrey concluíram que integrar energia eólica offshore com energia das marés e das ondas pode elevar a geração em até 70%, reduzir custos de eletricidade entre 10% e 15% e aumentar a estabilidade estrutural de plataformas compartilhadas no mar.

Energia eólica offshore integrada amplia geração em até 70%

O estudo da Universidade de Surrey demonstra que turbinas eólicas combinadas com instalações de energia das marés e das ondas aumentam a geração de energia em até 70%. A proposta utiliza plataformas offshore compartilhadas para produzir mais energia na mesma área de superfície oceânica.

A energia eólica offshore já ocupa milhares de quilômetros quadrados de oceano. As bases das turbinas, porém, utilizam apenas uma pequena fração desse espaço.

A pesquisa analisou como integrar tecnologias complementares em uma única plataforma para otimizar a infraestrutura existente.

A combinação inclui energia das ondas, das marés e solar flutuante. O objetivo é maximizar o uso de fundações já instaladas, reduzindo a necessidade de novas estruturas e ampliando a produção sem expandir a ocupação marítima.

Quando turbinas de maré são integradas a parques eólicos existentes, a produção de eletricidade pode aumentar em até 70%. Segundo o estudo, não se trata apenas de adicionar capacidade instalada, mas de otimizar um recurso espacial limitado e dispendioso.

Cada fundação offshore representa investimento elevado, logística complexa e impacto ambiental que deve ser minimizado. A integração tecnológica busca aumentar a eficiência mantendo a mesma base estrutural.

Redução de custos entre 10% e 15% com infraestrutura compartilhada

O estudo foi publicado na revista Energy Conversion and Management e analisou diversos projetos de demonstração. Entre eles estão o sistema W2Power, na Noruega, que combina energia eólica e das ondas, e a plataforma NoviOcean, que integra energia eólica, das ondas e solar.

A conclusão indica que o compartilhamento de infraestrutura reduz custos. Sistemas híbridos podem diminuir os custos de eletricidade entre 10% e 15% em comparação com parques eólicos offshore convencionais.

No contexto europeu, a União Europeia estabeleceu a meta de que pelo menos 42,5% do consumo final de energia provenha de fontes renováveis até 2030. A redução de custos é apresentada como condição relevante para viabilidade social.

A economia estimada de 10% a 15% depende de economias de escala e de decisões políticas consistentes com metas climáticas. O estudo aponta que a confirmação desses percentuais exigirá implantação em escala real.

Além da redução de custos, a integração melhora o fator de capacidade. A plataforma NoviOcean atinge cerca de 40%, indicando geração mais consistente ao longo do ano.

O vento pode diminuir, mas as ondas continuam. As marés seguem ciclo previsível. Essa complementaridade reduz a intermitência, um dos principais desafios das energias renováveis, incluindo a energia eólica offshore.

Estabilidade estrutural e desempenho dinâmico das plataformas

O estudo identifica que a adição de dispositivos de captura de ondas às turbinas eólicas flutuantes não enfraquece a estrutura. Pelo contrário, o equipamento adicional pode reduzir o movimento indesejado da plataforma em cerca de 15%.

A redução de movimento também diminui a tensão na base da torre. Em termos estruturais, isso representa melhora no desempenho dinâmico geral das plataformas híbridas.

Segundo a análise, a hibridização pode melhorar a estabilidade estrutural ao mesmo tempo em que amplia a produção energética. O carregamento cíclico ao longo de décadas é considerado fator determinante para a durabilidade.

A pesquisa aponta que, em engenharia naval, o comportamento estrutural sob uso prolongado é decisivo. A combinação de tecnologias pode gerar sinergias inesperadas no controle de movimento.

Ainda existem lacunas significativas. A maioria dos estudos foi realizada em condições controladas. Não há confirmação de como essas plataformas responderão a furacões, terremotos ou tsunamis.

Também não se sabe como as fundações se comportarão após 20 ou 30 anos de serviço contínuo. O nível de maturidade tecnológica é desigual entre as combinações avaliadas.

A integração eólica-onda é considerada a mais avançada. Já as combinações eólica-maré e eólica-solar estão em estágios iniciais de desenvolvimento.

Desafios técnicos, regulatórios e expansão em larga escala

A implantação em larga escala dependerá de estruturas regulatórias claras, incentivos financeiros e frotas especializadas para instalação e manutenção. A integração de múltiplas tecnologias exige coordenação da indústria.

São necessários padrões comuns e profissionais qualificados. A integração tecnológica amplia a complexidade operacional das plataformas offshore.

Os sistemas híbridos precisam competir em preço com energia eólica offshore convencional, energia solar onshore e armazenamento de energia. A economia estimada é considerada promissora, mas ainda depende de validação prática.

O estudo indica que a hibridização representa evolução lógica no uso do espaço marítimo. Mais energia pode ser gerada na mesma área, sem expansão descontrolada do uso da terra.

Se demonstrarem resiliência a eventos climáticos extremos e confiabilidade de longo prazo, essas plataformas poderão se tornar centros multifuncionais. Entre as possibilidades citadas estão geração estável de eletricidade e produção local de hidrogênio verde.

Também é mencionada a conexão a redes inteligentes costeiras, formando um pequeno ecossitema energético em pleno mar. A proposta combina eficiência espacial e estabilidade energética.

No contexto da crise climática, eficiência espacial e estabilidade deixaram de ser opcionais. A combinação de energia eólica offshore, ondas e marés em uma única plataforma é apresentada como alternativa estruturada para ampliar geração renovável.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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