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Fontes complementares de energia são alternativas a alto preço da energia hidrelétrica, energia solar e eólica ganham mais destaque no Brasil

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 23/05/2021 às 10:34
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Fonte: Experta Media
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Redução do nível dos reservatórios hídricos levou ao acionamento das termelétricas, o que encareceu as contas de luz.

A chegada da estiagem reduziu ainda mais o nível dos reservatórios hídricos do país e aumentou os custos da produção de energia elétrica, encarecendo a conta de luz dos brasileiros. Para o mês de maio, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acionou a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que cobra o valor de R$ 4,169 a cada 100 kWh consumidos. Sem perspectivas de barateamento da produção, os consumidores estão atentos à possibilidade de uso de fontes complementares para diminuir os impactos no bolso.

De acordo com a Aneel, o balanço hidrológico 2020-2021 apresentou o pior resultado histórico do Sistema Interligado Nacional (SIN), medido desde 1931. Com o início do período seco e a redução dos reservatórios, a situação tornou-se ainda mais desfavorável para a produção de energia pelas hidrelétricas, fazendo-se necessário o acionamento do parque termelétrico, o que elevou os custos.

Já informados sobre os reflexos na conta de luz, a preocupação dos consumidores é até quando a situação irá permanecer. Projeção realizada pela MegaWhat Consultoria afirma que a bandeira vermelha patamar 1 também deve ser acionada em julho, agosto, setembro e outubro. Nos demais meses do ano, a previsão é de vigência da bandeira amarela, que cobra R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos.

Crise de energia é descartada

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) garante que o Brasil não corre o risco de enfrentar uma crise de desabastecimento de energia, mas confirma que os custos mais altos devem permanecer até o final do ano. 

Como forma preventiva, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a realização medidas adicionais para atender a demanda, como maior acionamento das termelétricas e, até mesmo, a importação de energia de outros países da América do Sul, como Uruguai e Argentina. 

Energias eólica e solar ganham destaque

O cenário desafiador abre espaço para que outras fontes de energia ganhem cada vez mais destaque no país, como a eólica e a solar. O interesse dos consumidores já vem crescendo nos últimos anos e, em médio prazo, pode contribuir para a consolidação do uso dessas alternativas.

A energia eólica alcançou 18 GW de capacidade instalada, de acordo com a Associação Brasileira da Energia Eólica (ABEEólica). Já a indústria fotovoltaica registrou crescimento de 70% na instalação de painéis solares no ano passado, em comparação com 2019, segundo informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). A expansão corresponde a uma potência de 7,5 GW, o equivalente a quase metade da capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu.

Aluguel de geradores

No curto prazo, a crise hídrica vivida pelo país deve propiciar o aumento do uso de energia temporária. Para mitigar riscos e economizar com as contas de energia elétrica, os consumidores tendem a demandar a locação de geradores.

Para empresas e indústrias, esses aparelhos já costumam ser usados como parte do planejamento de custos de energia. Os geradores também são comumente demandados pelas propriedades rurais, sobretudo as mais remotas, para a implantação de sistemas de autoprodução. 

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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