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Empresas reforçam a aposta em sustentabilidade para 2026, mas a presença feminina no setor florestal revela uma conta que ainda não fecha

Escrito por Corporativo
Publicado em 14/05/2026 às 11:55
Atualizado em 14/05/2026 às 11:57
Liu Berman
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Relatório da Trellis divulgado em maio mostra que empresas mantêm investimentos sustentáveis, enquanto dados da Rede Mulher Florestal apontam desigualdade na liderança do setor no Brasil.

A sustentabilidade corporativa segue no centro das estratégias de grandes empresas. De acordo com o relatório “Retrato da Profissão em Sustentabilidade 2026”, publicado em maio pela Trellis Group, cerca de 57% das organizações mantiveram suas metas ambientais.

Além disso, o estudo ouviu aproximadamente 500 profissionais de sustentabilidade em empresas com receitas estimadas em US$ 1 bilhão. Segundo o levantamento, 24% das companhias reforçaram seus compromissos para 2026, enquanto apenas 16% enfraqueceram ou abandonaram metas.

Orçamento sustentável cresce, mas cortes ainda preocupam

Além disso, a Trellis apontou que 46% das organizações ampliaram orçamento e equipes de sustentabilidade nos últimos dois anos. Dessa forma, a área passou a ocupar espaço mais estratégico na gestão corporativa.

Por outro lado, o relatório também mostra um alerta. Cerca de 25% das empresas cortaram orçamento sustentável, mesmo em um cenário de maior cobrança por resultados ambientais e sociais.

Mulheres seguem sub-representadas no setor florestal

Enquanto isso, no Brasil, o 4º Panorama de Gênero do Setor Florestal, desenvolvido pela Rede Mulher Florestal, revela outro desafio. Segundo a entidade, as mulheres representam apenas 22,97% da força de trabalho do setor florestal brasileiro.

Além disso, elas seguem com baixa presença nos cargos de liderança executiva. Para Liu Berman, especialista em economia criativa e embaixadora do Instituto Reinventando Futuros, esse cenário limita avanços importantes.

Segundo ela, empresas que ignoram as habilidades femininas perdem oportunidades. Afinal, o momento exige liderança, inovação, impacto social, visão de longo prazo e construção coletiva de equipes.

Impacto socioambiental começa a virar valor econômico

Ainda assim, Liu Berman afirma que a sustentabilidade não pode funcionar apenas como vitrine. Para ela, o diferencial está em integrar práticas sustentáveis ao modelo de negócio, e não tratá-las como selo posterior.

Além disso, iniciativas como Maré de Mudanças e Fórum Nordeste de Economia Circular mostram como o impacto socioambiental pode gerar valor real. Entre os resultados citados estão renda, emprego, investimentos, fortalecimento de marcas, redução de custos e acesso a editais.

Por fim, Liu destaca que impacto bem estruturado cria ativos invisíveis. Entre eles estão reputação, confiança e rede, fatores que podem sustentar parcerias de longo prazo e novos modelos de financiamento. Afinal, o futuro dos negócios sustentáveis pode depender justamente dessa conexão entre criatividade, ciência e território?

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