Empresas de Santa Catarina miram o Paraguai por imposto menor, lei da maquila e produção mais barata, com modelo simples de impostos e fábrica mais competitiva hoje
As empresas de Santa Catarina estão acelerando visitas e movimentos em direção ao Paraguai nas últimas semanas, e o motivo não é rumor. Pelo menos 30 empresas catarinenses estiveram no país recentemente, com registro atribuído a dados oficiais do Ministério da Indústria e Comércio paraguaio.
O que puxa as empresas de Santa Catarina para fora do Brasil é uma combinação objetiva: carga tributária mais previsível, incentivos diretos e um custo de produção que pode ficar até 30% mais barato em comparação com fabricar aqui, segundo a base utilizada.
O que está empurrando as empresas de Santa Catarina para fora do Brasil
O movimento é descrito como uma resposta ao que empresários enxergam como perda de competitividade causada, principalmente, pela carga tributária. A lógica é simples: se o produto sai mais caro para ser produzido, a disputa com o exterior fica mais difícil.
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Uma vontade política coletiva que permita a montagem de uma agenda suprapartidária e de Estado, com foco em ações concretas, como a redução do Custo Brasil; compromisso com o equilíbrio fiscal; metas factíveis que elevem a qualificação profissional e a adoção de uma miríade de incentivos, voltados à inovação.
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Nesse contexto, as empresas de Santa Catarina passam a considerar alternativas onde o custo final seja menor e o ambiente de negócios seja mais previsível, especialmente para indústria e operações de transformação.
Imposto 10 10 10 e a diferença que muda a conta
O Paraguai adota um modelo apresentado como 10 10 10: 10% de imposto na pessoa jurídica, 10% de imposto de renda e 10% de imposto sobre valor agregado. Um detalhe citado é que a cobrança é sobre lucro, não sobre faturamento, com possibilidade de abatimento de custos antes do cálculo.
Na comparação feita na base, o Brasil aparece com imposto de renda da pessoa física até 27,5%, imposto de renda da pessoa jurídica com contribuição social sobre lucro líquido chegando a 34% e um IVA que, somando diretos e indiretos, pode passar de 40%. É nessa diferença que a competitividade “explode”, segundo a argumentação apresentada.
Lei da maquila e o incentivo que atrai indústria
Além do 10 10 10, a base destaca a lei da maquila como um divisor de águas para quem fabrica. A descrição é que, nesse regime, é possível importar insumos e maquinário com suspensão total de imposto e, ao exportar, pagar apenas 1% sobre o valor agregado do produto.
Para as empresas de Santa Catarina, isso funciona como uma estrada aberta para montar operação industrial com custo fiscal menor e maior previsibilidade, especialmente quando a estratégia envolve produção voltada para exportação.
Mão de obra e a corrida por vagas: o sinal de que o país quer produzir
Outro ponto destacado é a mão de obra: ela é descrita como não totalmente capacitada, mas capacitável. A base relata que o governo paraguaio dá incentivos para que empresários gerem empregos dentro do território do país.
Como exemplo de clima de oportunidade, a base menciona um anúncio de 50 vagas feito por uma empresa catarinense que já produz no Paraguai, com filas que dobravam o quarteirão. A leitura é que existe necessidade de emprego e apetite por crescimento, o que acelera a atração de novos projetos.
O Paraguai virando vitrine do varejo brasileiro fora do Brasil
A base também aponta sinais de expansão do varejo e da indústria ligados a marcas brasileiras. Um exemplo citado é a construção de um novo Shopping China, descrito como gigantesco, com 20.000 m² de lojas e presença de marcas brasileiras como Ering, Hering, Alpargatas, Hope e Ferracini.
Esse cenário reforça a ideia de que o Paraguai vem se posicionando como polo de produção e consumo de produtos brasileiros, só que com parte da operação industrial e comercial acontecendo fora do território nacional.
O que esse movimento pode significar para Santa Catarina
O alerta central apresentado é que esse deslocamento pode virar fuga de capital, de intelecto e de pessoas dispostas a empreender, com impacto potencial nas futuras gerações. Para as empresas de Santa Catarina, a decisão aparece como pragmática: reduzir custo, ganhar previsibilidade e voltar a competir.
Ao mesmo tempo, o debate fica aberto: se a regra do jogo não mudar, o fluxo tende a continuar, porque o incentivo é estrutural e não depende de um único setor.
Você acha que as empresas de Santa Catarina estão certas em buscar o Paraguai, ou o Brasil deveria reagir rápido para segurar essa produção aqui?


As empresas estão certíssimas procurar um país que da condições de produzir .Quando se tem um governo que só pensa em errecadar, sem retorno nenhum para a população, em escolas, estradas, segurança, é pior **** , quando desvia os impostos para si próprio.
Acho que vão quebrar a cara. O Capitalista sempre procura tirar vantagem, aqui estamos a pleno emprego,onde empresário para segurar trabalhador vai ter que aumentar salário, lá como se viu, fila dobrando esquina, o salário será uma ninharia. Como estão indo pra lá, vão levar os mesmos problemas daqui, que fazem carga tributária sempre aumentar: corrupção, altos salários para máquina pública. Não existe milagre.
Os empresários estão certos se continuarem aqui é falência na certa vamos deixar só os políticos produzir a riqueza do país