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Empresas de Santa Catarina correm para o Paraguai: 30 já foram nas últimas semanas, atraídas por impostos 10 10 10, lei da maquila e produção até 30% mais barata hoje

Escrito por Carla Teles
Publicado em 20/12/2025 às 10:20
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Empresas de Santa Catarina buscam o Paraguai por imposto menor, lei da maquila e produção mais barata. Entenda por que 30 já foram.
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Empresas de Santa Catarina miram o Paraguai por imposto menor, lei da maquila e produção mais barata, com modelo simples de impostos e fábrica mais competitiva hoje

As empresas de Santa Catarina estão acelerando visitas e movimentos em direção ao Paraguai nas últimas semanas, e o motivo não é rumor. Pelo menos 30 empresas catarinenses estiveram no país recentemente, com registro atribuído a dados oficiais do Ministério da Indústria e Comércio paraguaio.

O que puxa as empresas de Santa Catarina para fora do Brasil é uma combinação objetiva: carga tributária mais previsível, incentivos diretos e um custo de produção que pode ficar até 30% mais barato em comparação com fabricar aqui, segundo a base utilizada.

O que está empurrando as empresas de Santa Catarina para fora do Brasil

O movimento é descrito como uma resposta ao que empresários enxergam como perda de competitividade causada, principalmente, pela carga tributária. A lógica é simples: se o produto sai mais caro para ser produzido, a disputa com o exterior fica mais difícil.

Nesse contexto, as empresas de Santa Catarina passam a considerar alternativas onde o custo final seja menor e o ambiente de negócios seja mais previsível, especialmente para indústria e operações de transformação.

Imposto 10 10 10 e a diferença que muda a conta

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O Paraguai adota um modelo apresentado como 10 10 10: 10% de imposto na pessoa jurídica, 10% de imposto de renda e 10% de imposto sobre valor agregado. Um detalhe citado é que a cobrança é sobre lucro, não sobre faturamento, com possibilidade de abatimento de custos antes do cálculo.

Na comparação feita na base, o Brasil aparece com imposto de renda da pessoa física até 27,5%, imposto de renda da pessoa jurídica com contribuição social sobre lucro líquido chegando a 34% e um IVA que, somando diretos e indiretos, pode passar de 40%. É nessa diferença que a competitividade “explode”, segundo a argumentação apresentada.

Lei da maquila e o incentivo que atrai indústria

Além do 10 10 10, a base destaca a lei da maquila como um divisor de águas para quem fabrica. A descrição é que, nesse regime, é possível importar insumos e maquinário com suspensão total de imposto e, ao exportar, pagar apenas 1% sobre o valor agregado do produto.

Para as empresas de Santa Catarina, isso funciona como uma estrada aberta para montar operação industrial com custo fiscal menor e maior previsibilidade, especialmente quando a estratégia envolve produção voltada para exportação.

Mão de obra e a corrida por vagas: o sinal de que o país quer produzir

Outro ponto destacado é a mão de obra: ela é descrita como não totalmente capacitada, mas capacitável. A base relata que o governo paraguaio dá incentivos para que empresários gerem empregos dentro do território do país.

Como exemplo de clima de oportunidade, a base menciona um anúncio de 50 vagas feito por uma empresa catarinense que já produz no Paraguai, com filas que dobravam o quarteirão. A leitura é que existe necessidade de emprego e apetite por crescimento, o que acelera a atração de novos projetos.

O Paraguai virando vitrine do varejo brasileiro fora do Brasil

A base também aponta sinais de expansão do varejo e da indústria ligados a marcas brasileiras. Um exemplo citado é a construção de um novo Shopping China, descrito como gigantesco, com 20.000 m² de lojas e presença de marcas brasileiras como Ering, Hering, Alpargatas, Hope e Ferracini.

Esse cenário reforça a ideia de que o Paraguai vem se posicionando como polo de produção e consumo de produtos brasileiros, só que com parte da operação industrial e comercial acontecendo fora do território nacional.

O que esse movimento pode significar para Santa Catarina

O alerta central apresentado é que esse deslocamento pode virar fuga de capital, de intelecto e de pessoas dispostas a empreender, com impacto potencial nas futuras gerações. Para as empresas de Santa Catarina, a decisão aparece como pragmática: reduzir custo, ganhar previsibilidade e voltar a competir.

Ao mesmo tempo, o debate fica aberto: se a regra do jogo não mudar, o fluxo tende a continuar, porque o incentivo é estrutural e não depende de um único setor.

Você acha que as empresas de Santa Catarina estão certas em buscar o Paraguai, ou o Brasil deveria reagir rápido para segurar essa produção aqui?

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Arigo Broch
Arigo Broch
24/12/2025 17:28

As empresas estão certíssimas procurar um país que da condições de produzir .Quando se tem um governo que só pensa em errecadar, sem retorno nenhum para a população, em escolas, estradas, segurança, é pior **** , quando desvia os impostos para si próprio.

Edson Martins
Edson Martins
24/12/2025 14:29

Acho que vão quebrar a cara. O Capitalista sempre procura tirar vantagem, aqui estamos a pleno emprego,onde empresário para segurar trabalhador vai ter que aumentar salário, lá como se viu, fila dobrando esquina, o salário será uma ninharia. Como estão indo pra lá, vão levar os mesmos problemas daqui, que fazem carga tributária sempre aumentar: corrupção, altos salários para máquina pública. Não existe milagre.

Miguel
Miguel
24/12/2025 11:25

Os empresários estão certos se continuarem aqui é falência na certa vamos deixar só os políticos produzir a riqueza do país

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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