Empresa desenvolve tecnologia capaz de dessalinizar a água do mar através de navios movidos à energia nuclear

Valdemar Medeiros
por
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26-04-2022 11:46:26
em Indústria Naval, Portos e Estaleiros
tecnologia - dessalinização - dessalinizar - água do mar - energia nuclear Ilustração da instalação flutuante de dessalinização movidas a energia nuclear da Core Power – Reprodução/Petronoticias




A Core Power, empresa do Reino Unido, desenvolveu um navio capaz de dessalinizar a água do mar utilizando energia nuclear. ”Essa pode ser uma grande inovação para combater a escassez de água potável no mundo”, segundo o CEO da companhia, Mikal Bøe

A Core Power, empresa do Reino Unido responsável pelo desenvolvimento de soluções de propulsão com energia nuclear, lançou nesta segunda-feira (25) uma nova linha de negócios para usinas de dessalinização flutuantes. Apesar das usinas utilizadas para dessalinizar a água do mar em terra tenham sido construídas no mundo inteiro, incluindo na Austrália, Arábia Saudita e Norte da África, o custo de construção, fornecimento de combustível e manutenção para essas instalações é elevado e eles também utilizam combustíveis fósseis para energia, de acordo com a própria empresa em seu relatório. 

Embarcações à energia nuclear podem produzir até 450 mil m² de água potável

Utilizando instalações flutuantes, construídas em cascos de navios tradicionais, alimentados por micro reatores de energia nuclear, os navios-conceito podem disponibilizar energia elétrica e água dessalinizada.

Esses navios poderiam produzir água em uma taxa entre 60 mil a 450 mil m² por dia, correspondendo à escala das instalações construídas para dessalinizar água do mar existentes. Os navios se beneficiaram das eficiências da construção do estaleiro, reduzindo o tempo e o custo de instalação, sendo mais flexíveis em seu movimento, ou seja, seriam capazes de expandir ou reduzir rapidamente dependendo da demanda, de acordo com a empresa responsável.

Segundo Mikal Bøe, CEO da Core Power, de todas as dificuldades enfrentadas pela empresa, a emergência global de água potável será a crise mais precária. Sendo assim, será necessário desenvolver soluções a longo prazo, flexíveis e sustentáveis como o uso da energia nuclear, para que seja possível realizar o fornecimento de água potável para onde e quando for necessário em grande escala.

Demanda global pela dessalinização da água do mar pode atingir 266 milhões de m²

Os navios utilizados para dessalinizar água do mar movidos à energia nuclear da Core Power podem disponibilizar água doce para todos os estados do litoral, com sustentabilidade, segurança e sem emissões devido à fonte. As mudanças severas nos padrões climáticos significam que é necessária a instalação rápida, sem os anos de planejamento e construção necessários para que sejam construídas as instalações de novas usinas em terra utilizadas para dessalinizar água do mar.

Enquanto os cascos de navios comuns disponibilizam a flexibilidade de instalação e trânsitos mais fáceis entre os locais, as estruturas flutuantes movidas à energia nuclear trazem uma maior flexibilidade de implantação e trânsitos mais fáceis entre os locais, além de uma maior resistência aos efeitos climáticos adversos.

A ideia inovadora da Core Power é projetada com base em um casco de navio contendo um reator de energia nuclear flutuante e sistemas de dessalinização de água através da osmose reversa. A modelagem da Core Power, levando em conta as mudanças climáticas e a expansão da população, estima que a demanda por dessalinização atinja 266 milhões de metros cúbicos por dia até 2050.

Todos em busca de água potável

Além da Core Power, que busca água potável através da dessalinização da água do mar, pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) desenvolveram um novo filtro de água que utiliza apenas energia solar como fonte de alimentação.

Foram unidos químicos, biólogos e físicos em um único projeto para desenvolver um aparelho muito barato, eficiente e que não necessita de nenhuma fonte de energia além da solar. Durante os testes, os pesquisadores descobriram que apenas os nanofios de dióxido de titânio, material utilizado no projeto, já conseguiam purificar a água de forma eficiente quando expostos à luz solar.

Ao adicionar outros materiais chamados de nanotubos de carbono neutro, foi possível obter uma camada extra de descontaminação, matando patógenos como bactérias e vírus.

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Valdemar Medeiros
Especialista em marketing de conteúdo, ações de SEO e E-mail marketing. E nas horas vagas Universitário de Publicidade e Propaganda.