Emirados Árabes Unidos devem deixar a Opep em 1º de maio, em uma decisão que pressiona o maior grupo exportador de petróleo do mundo, atinge a Arábia Saudita e reforça a busca do país por mais investimentos e produção própria de energia.
Emirados Árabes Unidos devem deixar a Opep em 1º de maio, em meio à guerra no Oriente Médio. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (28) pela agência estatal WAM e marca uma mudança relevante na relação do país com o grupo exportador de petróleo.
Saída da Opep atende estratégia dos Emirados
A decisão está ligada à visão estratégica e econômica de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos. O comunicado também cita o desenvolvimento do setor energético do país e a aceleração dos investimentos na produção doméstica de energia.
A saída ocorre após anos de pressão dos Emirados por cotas de produção mais altas dentro da Opep. O país buscava ampliar sua capacidade de produção para níveis acima dos atribuídos pelo grupo.
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Medida atinge grupo liderado pela Arábia Saudita
A saída dos Emirados representa um golpe para a Opep e para a Arábia Saudita, principal membro da organização. O grupo responde coletivamente por 36% da produção mundial de petróleo.
Além da participação na produção, a Opep controla quase 80% das reservas comprovadas totais de petróleo do mundo. Por isso, a decisão dos Emirados ganha peso dentro da estrutura global do setor.
Emirados integravam a Opep desde os anos 1960
A Opep foi fundada em 1960 por Arábia Saudita, Irã, Iraque, Venezuela e Kuwait. Os Emirados Árabes Unidos entraram na organização sete anos depois.
Com a saída prevista para 1º de maio, os Emirados encerram uma longa presença no grupo. A decisão reforça a prioridade do país em ampliar investimentos próprios e redefinir sua atuação energética fora da Opep.

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