Uma impressora gigante da marca COBOD BOD2, operada pela PERI 3D Construction, concluiu o ViliaSprint² em Bezannes, na França, o maior edifício residencial de concreto impresso em 3D da Europa. A impressora gigante ergueu a estrutura de 12 apartamentos distribuídos em três andares e 800 metros quadrados em 34 dias úteis, com apenas três operadores controlando o sistema por tablet. O cronograma total ficou três meses mais curto que o da construção convencional, e ao lado do prédio impresso, um edifício quase idêntico foi erguido pelo método tradicional para comparação direta.
Uma impressora gigante de concreto acaba de construir o maior prédio de apartamentos impresso em 3D da Europa, e os números desafiam tudo o que o setor da construção civil considera normal. O ViliaSprint², em Bezannes, na França, foi erguido em 34 dias úteis de impressão, com apenas três operadores no canteiro de obras, contra os 50 dias planejados inicialmente e os seis trabalhadores exigidos pela construção convencional. A impressora gigante COBOD BOD2 extrudou concreto camada por camada para formar a estrutura completa de 12 apartamentos em três andares e 800 metros quadrados de área habitável, incluindo paredes de suporte e todas as divisórias internas.
O projeto foi desenvolvido pela Plurial Novilia, subsidiária da Action Logement, como habitação social. Para validar os resultados, a empresa construiu um edifício quase idêntico ao lado, pelo método convencional, permitindo comparação direta de desempenho. O resultado confirmou que a impressora gigante reduziu o cronograma total em três meses e o desperdício de material de 10% para 5%, além de economizar aproximadamente 10% em volume de concreto graças à geometria curva otimizada que só é economicamente viável com impressão 3D.
Os números que a impressora gigante entregou

Imagem: Cobod.com
A fase de impressão começou em março de 2025 e foi concluída antes do prazo previsto. A impressora gigante imprimiu toda a estrutura em 34 dias úteis, mas se a altura de camada utilizada fosse de 5 centímetros em vez dos 2 centímetros adotados, o tempo cairia para apenas 14 dias, segundo Henrik Lund-Nielsen, fundador da COBOD International.
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imagem: Cobod.com
Apenas três operadores foram necessários no local durante a impressão, contra seis para a construção tradicional da estrutura. Os trabalhadores controlam a impressora gigante por meio de um tablet, eliminando o levantamento de peso manual e reduzindo o risco de lesões musculoesqueléticas. Jérôme Florentin, da Plurial Novilia, afirmou que o resultado “confirma o enorme potencial deste método construtivo, que reduz o tempo de construção e melhora as condições de trabalho no local”.
A fachada curva que só a impressora gigante viabiliza
A planta arredondada e a fachada curva do ViliaSprint² são características que custariam uma fortuna em fôrmas convencionais, mas que na impressão 3D não têm custo adicional. A impressora gigante segue trajetórias programadas digitalmente, e curvas complexas exigem o mesmo esforço operacional que linhas retas, eliminando a necessidade de moldes personalizados que encarecem geometrias não convencionais.
A forma otimizada do edifício também economizou aproximadamente 10% do volume total de concreto em comparação com um projeto retangular equivalente. O concreto imprimível foi fornecido pela Holcim, baseado na tecnologia TectorPrint, reforçado com macrofibras sintéticas e formulado dentro da linha ECOPact com redução de CO2. A produção no local eliminou emissões de transporte que seriam necessárias para trazer painéis pré-fabricados de uma fábrica distante.
A sustentabilidade além da impressora gigante

imagem: Cobod.com
O ViliaSprint² integra 500 metros quadrados de painéis fotovoltaicos, isolamento de perlita, varandas em madeira e um sistema híbrido de gás e bomba de calor. O conjunto atinge cerca de 60% de autossuficiência energética, em conformidade com as metas RE2020/2025 da França para edificações de baixo carbono.
A combinação de uma impressora gigante que reduz desperdício e tempo de obra com sistemas energéticos eficientes posiciona o ViliaSprint² como referência para o futuro da habitação social na Europa. O edifício não é apenas uma demonstração tecnológica: são 12 famílias que vão morar em apartamentos construídos mais rápido, com menos impacto ambiental e com a mesma segurança estrutural de um prédio convencional.
O próximo passo: 40 apartamentos com duas impressoras gigantes
A Plurial Novilia e seus parceiros já planejam um projeto subsequente com aproximadamente 40 apartamentos, utilizando duas impressoras gigantes simultaneamente. O objetivo é reduzir o tempo de impressão em quatro vezes e, por meio de maior escala, equiparar os custos aos da construção convencional, eliminando a última barreira para a adoção massiva da tecnologia.
Johnny Huat, diretor-geral da Plurial Novilia, afirmou que “o ViliaSprint² demonstra o potencial da impressão 3D para habitações mais rápidas e sustentáveis”. Se o próximo projeto confirmar a viabilidade econômica em escala maior, a impressora gigante que ergueu 800 metros quadrados de concreto em 34 dias pode deixar de ser novidade e se tornar ferramenta padrão em canteiros de obras onde velocidade, eficiência e sustentabilidade são prioridade.
Você moraria em um prédio erguido por uma impressora gigante em 34 dias? O que mais impressiona: os três operadores com tablet, os três meses a menos de obra ou as curvas que só a impressão 3D viabiliza? Conta nos comentários.

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