Sistema de transporte Terra-a-Terra da SpaceX promete revolucionar viagens internacionais com tecnologia de foguetes reutilizáveis; entenda os detalhes técnicos.
Imagine cruzar o planeta em minutos, não horas. O novo projeto de Elon Musk, batizado de Terra-a-Terra, planeja usar foguetes da SpaceX para reduzir viagens internacionais a meros deslocamentos urbanos. A proposta poderia conectar São Paulo a Paris em 35 minutos, mesma duração de um trajeto entre bairros da capital paulista. A tecnologia por trás da ideia já está em testes e pode redefinir o futuro das viagens.
COMO FUNCIONA O SISTEMA TERRA-A-TERRA DA SPACEX
O projeto depende do foguete Super Heavy e da espaçonave Starship, ambos desenvolvidos para viagens orbitais. A nave alcança velocidades de até 27.000 km/h em órbita terrestre, permitindo trajetos intercontinentais em tempo recorde.
Para pousos, a SpaceX propõe plataformas flutuantes ou estações em grandes cidades, com reutilização total do sistema de lançamento – chave para reduzir custos.
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DESAFIOS TÉCNICOS E BUROCRÁTICOS DO NOVO PROJETO DE ELON MUSK
Apesar dos testes bem-sucedidos em 2023, o Terra-a-Terra enfrenta obstáculos. O Starship ainda precisa de aprovações de segurança para transporte de passageiros, e cada voo exigiria infraestrutura especializada em cidades participantes. Além disso, a SpaceX prioriza missões lunares e marcianas, adiando investimentos massivos no sistema de transporte terrestre.
Se implementado, o projeto permitiria voos diretos entre qualquer ponto do planeta em menos de uma hora. Viagens como Rio de Janeiro-Tóquio (atualmente 26 horas de avião) seriam feitas em 45 minutos. A nave, com capacidade para 100 passageiros, reduziria também o impacto do jet lag, já que a maior parte do trajeto ocorreria no espaço.

