Joan Payden sacou toda sua aposentadoria, fundou a Payden and Rygel em Los Angeles e hoje a gestora administra US$ 161 bilhões em ativos, somando US$ 700 milhões em fortuna e chamando atenção de Forbes, CNBC e do mercado financeiro global.
Aos 92 anos, Joan Payden não é apenas um nome respeitado no mercado financeiro dos Estados Unidos, ela também se tornou um caso raro de longevidade no comando de uma empresa bilionária em ativos.
O que chama atenção é o ponto de virada. Ela decidiu sair de um emprego considerado seguro, sacou toda a reserva que tinha e transformou essa escolha em uma das maiores histórias de construção de fortuna do zero no país.
O resultado surpreendeu. A Payden and Rygel, criada nos anos 1980, alcançou escala nacional, administra US$ 161 bilhões e colocou a fundadora entre as mulheres mais ricas dos Estados Unidos, com patrimônio estimado em cerca de US$ 700 milhões.
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A virada aconteceu quando ela se viu estagnada e decidiu sair do emprego para empreender
Joan Payden trabalhou por anos no setor financeiro e chegou a atuar na Scudder, Stevens and Clark, uma empresa de investimentos considerada prestigiada no mercado.
Em 1983, ela sentiu que não queria passar mais 10 anos no mesmo lugar. A decisão foi direta, pediu demissão e escolheu construir algo próprio, mesmo sem garantia de que conseguiria clientes.
A Scudder, Stevens and Clark seria adquirida mais tarde pelo Zurich Group, uma seguradora suíça, por US$ 1,7 bilhão em 1997, um dado que reforça o peso do ambiente profissional que ela decidiu deixar para trás.
O capital inicial saiu da própria aposentadoria e o risco parecia alto para a época
O detalhe que mais chamou atenção foi o caminho escolhido para levantar o dinheiro do início. Joan Payden sacou US$ 401 mil que tinha guardado em um plano 401(k) e usou o valor como base para colocar a empresa de pé.
Ela recrutou Sandra Rygel para entrar no projeto e, juntas, fundaram a Payden and Rygel, com sede em Los Angeles.
No começo, a preocupação era clara. Joan admitiu que temia não conseguir clientes, mas essa barreira não se confirmou e a empresa engrenou.
De engenheira em refinarias de petróleo ao mercado financeiro, uma mudança de rota forçada
Antes de se tornar referência em investimentos, Joan Payden seguiu um caminho incomum. Formada em matemática e física, começou a carreira como engenheira em uma empresa de Nova Jersey que construía refinarias de petróleo, ainda nos anos 1950.
Naquele período, poucas mulheres ocupavam esse tipo de função. Mesmo assim, ela entrou no setor e ficou por três anos, até ser demitida em um corte em massa.
A demissão mudou tudo. A partir dali, ela buscou espaço no mercado financeiro e conseguiu uma vaga como associada júnior na Merrill Lynch.
A empresa cresceu, chegou a 240 funcionários e atingiu US$ 161 bilhões sob gestão
Quatro décadas depois da fundação, a Payden and Rygel administra mais de US$ 161 bilhões em ativos, com cerca de 240 funcionários distribuídos em diversos escritórios.
Esse salto de escala ajuda a entender por que a companhia é apontada como uma das maiores gestoras privadas de investimentos dos Estados Unidos.
Como proprietária majoritária, Joan Payden é associada diretamente ao crescimento do negócio e ao patrimônio que acumulou ao longo dessa trajetória.
Fortuna estimada em US$ 700 milhões colocou a empresária em lista da Forbes e reforçou o impacto do caso
Segundo uma matéria da CNBC, Joan Payden tem uma fortuna estimada em cerca de US$ 700 milhões.
Com esse valor, ela entrou na lista de 2024 da Forbes que reúne as mulheres mais ricas dos Estados Unidos que construíram a fortuna do zero.
Aos 92 anos, ela continua no comando, um dado que reforça não só a dimensão financeira, mas também o peso da liderança prolongada no mercado de gestão de investimentos.
O que a história revela sobre finanças, carreira e o risco de não agir
A trajetória de Joan Payden virou exemplo por um motivo simples. Ela mostra que entender finanças, orçamento, investimentos e risco pode mudar o rumo de uma carreira e de um negócio.
Ela mesma relatou que, no início, foi contratada com salário 25% menor do que o esperado porque não sabia a diferença entre um título e uma ação.
Com o tempo, avançou, mudou para Los Angeles, insistiu até se tornar a primeira mulher sócia na Scudder, Stevens and Clark e enfrentou barreiras de ambiente, incluindo um episódio em que uma tentativa não avançou porque ela não jogava golfe em um encontro anual em um campo exclusivo para homens.
A visão que ela construiu ao longo do caminho também chamou atenção. Ela resumiu a mentalidade em uma frase marcante: quando você entra de verdade, não dá para ficar pensando em afundar. E, para ela, o risco de não fazer era maior do que o risco de fazer.
No fim, a história de Joan Payden chama atenção porque junta idade, coragem e escala real. Uma decisão tomada aos 52 anos, com US$ 401 mil e uma aposta em Los Angeles, resultou em uma empresa que administra US$ 161 bilhões e em uma fortuna estimada em US$ 700 milhões, algo que poucas pessoas conseguem construir do zero.
Você teria coragem de largar um emprego estável e investir tudo no próprio negócio depois dos 50 anos? Conte o que você faria no lugar dela.

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