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Macaé a beira do abismo econômico: 80% das atividades offshore serão transferidas para o Porto do Açú

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 26/04/2017 às 10:35 Atualizado em 06/05/2024 às 16:33
porto em Macaé
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Macaé vive a sombra da falência e se nada for feito toda a região fluminense sofrerá o impacto econômico

Macaé, carinhosamente chamada de Princesinha do Atlântico e conhecida nos 4 quadrantes do Globo como a Capital Nacional do Petróleo por grandes multinacionais do ramo petrolífero, corre o risco real de ter sua economia brutalmente desfragmentada por conta da migração do sistema portuário e operações do setor offshore para o Porto do Açú, localizado em São João da Barra. Acontece que a empresa Edson Chouest, que mantém as atividades logísticas e portuárias na cidade, irá migrar cerca de 80% de suas operações e deixando Macaé apenas para atender emergências.

A SindipetroNF diz que Macaé se tornará irrelevante e correrá o risco do esvaziamento total da cidade, o que seria um desastre incalculável já que a cidade vivê e sobrevive integralmente dos recursos advindos da exploração do petróleo. Os representantes do sindicato ainda reforçaram que a falta de planejamento e má vontade política que levam a cidade a esse ponto. Como por exemplo a lei de zoneamento urbano para a construção do “Porto do Barreto” que o atual prefeito Dr. Aluízio não assinou alguns anos atrás, alegando que insurgências e falhas na emenda mostradas pelos vereadores de Macaé. Esse projeto é o que literalmente salvaria a cidade ou na pior da hipóteses, manteria a cidade estabilizada, já que em decorrência desse porto, teríamos ainda alguma atividade do setor offshore na região.

A Edson Chouest anunciou que as operações em São João da Barra se encontram a todo vapor e que o sistema portuário da região é impressionante, capaz de oferecer serviços offshore de alta qualidade e baixo custo. A Petrobras já está se mobilizando e alugando de modo avassalador vários imóveis em Campos dos Goytacazes, deixando Macaé literalmente a “ver navios”.

Piorando ainda mais a situação de Macaé, o governo federal liberou a construção do Porto Central do Espirito Santo, o que deixa a “Princesinha do Atlântico” em uma situação de quase morte.

Mediante a situação, foi criado a iniciativa “Macaé Porto Já”, que unem a sociedade civil e as forças sindicais para tentar salvar a cidade do abismo econômico que está praticamente por um fio. Esse petição é uma espécie de pressão para que os representantes políticos não somente da cidade, mas de toda região se atentem e tomem atitudes para que o projeto do porto em Macaé seja retomado o quanto antes.

Abaixo segue um pequeno vídeo sobre o Porto do Açú e sua extensão territorial. Impressionante, não?
Vídeo do YouTube

É uma pena que Macaé, cidade com história e tradição no ramo do petróleo e gás tenha chegado a esse ponto. A verdade é que a cidade encontra-se em um coma profundo, respirando apenas por aparelhos, desliga-los ou não depende de você.

Se você quer ajudar a cidade, compartilhe essa notícia e assine a petição oficial clicando aqui.

Participe também do grupo São João da Barra, Porto do Açú, economia e empregos.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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