Após boatos viralizarem em dezembro de 2025, o INSS esclarece que a portaria 1.310 2025 apenas atualiza rotinas da reabilitação profissional e mantém a aposentadoria por incapacidade como exceção, possível só quando não há chance de retorno a outra função, segurados devem buscar informação oficial antes de compartilhar mensagens falsas
Em 3 de dezembro de 2025, o INSS publicou esclarecimentos depois que informações falsas sobre a Portaria 1.310 2025 passaram a circular nas redes sociais, prometendo aposentadoria automática para quem recebe auxílio por incapacidade temporária e não consegue voltar à função de origem. As postagens distorciam o texto oficial e criavam expectativas irreais entre segurados.
No comunicado, postado pelo portal gov.br, reforça que não houve mudança para obrigar aposentadoria por incapacidade permanente em todos os casos. A nova portaria apenas atualiza os procedimentos da Reabilitação Profissional e deixa claro que a aposentadoria continua sendo uma possibilidade restrita, aplicada somente quando não existe mais chance de reabilitar o trabalhador para outra atividade compatível.
Boatos distorcem novas regras do INSS e criam expectativa de benefício automático
De acordo com o órgão, estão circulando vídeos, áudios e textos que afirmam que o INSS seria obrigado a transformar qualquer auxílio por incapacidade temporária em aposentadoria por incapacidade permanente sempre que o trabalhador não puder voltar à mesma função no mercado de trabalho.
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As mensagens também dizem, de forma falsa, que o INSS não poderia mais encaminhar segurados para a Reabilitação Profissional.
Na prática, isso significaria aposentadoria para todo segurado afastado que não conseguisse retornar exatamente ao seu cargo original, o que não corresponde ao que está escrito na Portaria 1.310 2025.
O instituto classifica esse conteúdo como fake e alerta que decisões sobre benefícios continuam baseadas em critérios técnicos e legais, avaliados caso a caso pelas equipes do INSS.
O que a Portaria 1.310 2025 realmente determina sobre reabilitação
O texto da Portaria 1.310 2025 não cria um direito automático à aposentadoria por incapacidade permanente.
Ele apenas atualiza regras e fluxos da Reabilitação Profissional do INSS e reforça que a aposentadoria só pode ser concedida em situações específicas.
Segundo o próprio INSS, a aposentadoria por incapacidade permanente só ocorre quando:
• a perícia médica confirma que a pessoa tem incapacidade parcial e permanente para sua função atual
• a pessoa cumpre os requisitos legais, como carência e comprovação da incapacidade
• a equipe de Reabilitação Profissional do INSS conclui, de forma formal e registrada, que não é possível reabilitar o segurado para outra atividade
Ou seja, a prioridade do INSS continua sendo tentar reabilitar o trabalhador segurado para o mercado de trabalho, em função diferente, mas compatível com suas limitações, sempre que isso for possível.
A aposentadoria permanece como solução para casos em que não há perspectiva de reabilitação.
INSS reforça que não existe aposentadoria automática por incapacidade
O órgão deixa claro que o fato de o segurado não poder voltar à função original não garante a aposentadoria.
Mesmo quando a perícia médica reconhece que a pessoa não consegue mais exercer o trabalho habitual, a lei prevê a possibilidade de reabilitação para outra atividade.
Por isso, sempre que houver viabilidade de o segurado desempenhar um novo tipo de trabalho, com tarefas compatíveis com seu quadro de saúde, a Reabilitação Profissional continua sendo o procedimento correto dentro do INSS.
A portaria não elimina nem reduz essa etapa, ao contrário do que afirmam os boatos que circulam nas redes.
O instituto destaca que cada caso continua sendo analisado individualmente, com base em laudos médicos, nas condições do segurado e nas regras da legislação previdenciária.
Não existe regra que obrigue o INSS a transformar todo auxílio por incapacidade temporária em aposentadoria.
Reabilitação Profissional é direito garantido ao segurado do INSS
No comunicado, o INSS lembra que a Reabilitação Profissional é um direito do segurado e uma etapa importante do processo para quem ainda pode voltar ao mercado de trabalho, mesmo que em uma nova função. A portaria vem justamente para organizar e atualizar esses procedimentos, não para extingui-los.
Para o segurado, isso significa que o INSS deve avaliar se há possibilidade de adaptação a outra atividade. Quando existir chance real de exercício de um novo trabalho, a prioridade será oferecer reabilitação em vez de conceder aposentadoria imediata.
O órgão orienta que o cidadão desconfie de promessas fáceis e de conteúdos que garantem aposentadoria rápida sem explicar os requisitos legais.
A recomendação é sempre consultar canais oficiais do INSS antes de tomar decisões ou compartilhar informações.
Quando o auxílio por incapacidade pode virar aposentadoria por incapacidade permanente
A conversão administrativa do benefício por incapacidade temporária em aposentadoria por incapacidade permanente continua possível, mas somente em casos que atendem a critérios bem definidos.
De acordo com o INSS, essa conversão só acontece quando:
• há incapacidade permanente para o trabalho
• não existe possibilidade de reabilitação profissional para outra atividade
• a equipe multidisciplinar registra formalmente essa conclusão nos sistemas do INSS, com parecer técnico fundamentado
Além disso, a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente segue os critérios legais e técnicos da Lei 8.213/91 e da avaliação médico-pericial do INSS.
Isso reforça que não há automatismo: é necessária análise técnica, cumprimento de requisitos e registro formal das conclusões da equipe.
O instituto frisa que qualquer informação que prometa aposentadoria garantida apenas porque o segurado não pode voltar à função original é enganosa.
A regra continua sendo a mesma: avaliar se há condição de trabalho em outra atividade e, só na ausência dessa possibilidade, considerar a aposentadoria por incapacidade permanente.
Para resumir, é fake dizer que as novas regras de reabilitação do INSS obrigam a aposentadoria por incapacidade em todos os casos.
A portaria 1.310 2025 reforça a reabilitação como etapa central e mantém a aposentadoria como medida excepcional, aplicada quando não há mais chance de retorno ao trabalho em qualquer função.
Na sua opinião, o INSS deveria facilitar a aposentadoria por incapacidade ou priorizar ainda mais a reabilitação profissional em casos como esse?

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