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CEO do Google admite que nenhum emprego está a salvo da inteligência artificial e alerta: até seu próprio cargo pode ser substituído, jovens não devem fugir da tecnologia, mas aprender a usar IA ou serão engolidos pelas mudanças sociais profundas

Publicado em 04/12/2025 às 17:35
Sundar Pichai alerta: a inteligência artificial já transforma o mercado de trabalho, força mudanças sociais e redefine o papel do Google no futuro.
Sundar Pichai alerta: a inteligência artificial já transforma o mercado de trabalho, força mudanças sociais e redefine o papel do Google no futuro.
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Em entrevista à BBC em 4 de dezembro de 2025, Sundar Pichai afirmou que a inteligência artificial acabará atingindo de CEOs a estagiários, defendeu que jovens dominem a tecnologia em vez de fugir dela e alertou para mudanças sociais profundas já visíveis no mercado de trabalho no mundo todo hoje.

Na entrevista recente à BBC, divulgada em 18 de dezembro de 2025, o CEO do Google, Sundar Pichai, foi direto ao ponto ao falar sobre inteligência artificial: nenhum emprego está totalmente a salvo. Na avaliação dele, a nova onda tecnológica vai atingir todas as profissões, das tarefas de entrada até cargos de direção, e quem não se adaptar corre o risco de ser atropelado por mudanças sociais rápidas e profundas.

Pichai ressaltou que a IA é, na visão dele, a tecnologia mais profunda já desenvolvida pela humanidade. Ela traz a possibilidade de ganhos extraordinários de produtividade e novas oportunidades, mas também carrega um efeito colateral inevitável: vai transformar funções e eliminar postos de trabalho, exigindo que trabalhadores, empresas e governos se antecipem à mudança para evitar um impacto social desorganizado.

Nenhum cargo escapa, nem o de CEO

Ao contrário da ideia de que só empregos básicos seriam atingidos, Pichai insistiu que não existe função imune à inteligência artificial.

Ele próprio usou o próprio cargo como exemplo, afirmando que o trabalho de CEO pode, em algum momento, ser um dos mais fáceis de ser automatizado por sistemas avançados de IA.

Para o executivo, isso significa que não há setor blindado. Profissões de alta qualificação, como médicos, professores, gestores e especialistas de diferentes áreas, continuarão a existir, mas de outro jeito.

Segundo ele, vão prosperar aqueles que souberem trabalhar lado a lado com a tecnologia, incorporando ferramentas de inteligência artificial ao dia a dia e aumentando seu alcance e sua eficiência.

Nesse cenário, Pichai defende que a discussão deixe de ser “se a IA vai substituir empregos” e passe a ser “como as pessoas vão aprender a usar a IA para continuar relevantes”. A chave, segundo ele, está muito mais na adaptação rápida do que em tentar frear a mudança.

Gemini 3 mostra o ritmo da corrida tecnológica

O alerta de Sundar Pichai vem em um momento em que o próprio Google acelera sua estratégia em inteligência artificial. No mês passado, em novembro de 2025, a empresa lançou o Gemini 3, seu modelo mais recente, apresentado como uma evolução em relação ao Gemini 2.5, divulgado cerca de oito meses antes.

O novo sistema foi recebido com entusiasmo por parte de investidores e analistas, que chegaram a classificá-lo como seu “modelo favorito” disponível hoje.

Para Pichai, o desempenho do Gemini 3 é um exemplo prático de como a inteligência artificial está avançando em velocidade alta, abrindo espaço para aplicações cada vez mais sofisticadas em atendimento, análise de dados, criação de conteúdo, programação e uma série de outras atividades que antes dependiam exclusivamente de profissionais humanos.

Ao mesmo tempo em que exibe esses avanços, o CEO sabe que cada novo salto tecnológico acende a pergunta que inquieta trabalhadores no mundo inteiro: quem vai continuar tendo emprego quando essas ferramentas se tornarem padrão nas empresas.

Mercado de trabalho já sente o efeito da inteligência artificial

Os riscos citados por Pichai não são mais apenas teoria. Segundo dados do Federal Reserve, as vagas de emprego abertas nos Estados Unidos caíram cerca de 32% desde a chegada do ChatGPT ao mercado, à medida que as companhias passaram a usar inteligência artificial para ganhar eficiência e cortar custos.

O impacto é especialmente forte entre os mais jovens. Em grandes empresas públicas de tecnologia, a participação de funcionários da geração Z foi reduzida pela metade nos últimos dois anos.

Carreiras que até pouco tempo eram vistas como sinônimo de futuro, como programação de computadores, hoje enfrentam níveis baixos de contratação.

Em paralelo, robôs humanóides passam a ser projetados para assumir trabalhos físicos, ampliando o alcance da automação para além dos escritórios.

Esse conjunto de sinais reforça a leitura de Pichai de que o mercado de trabalho já está em transformação acelerada pela inteligência artificial, e que a fase atual é apenas o começo de uma mudança estrutural mais profunda.

Jovens não devem fugir da tecnologia, devem dominá-la

Diante desse cenário, muitos jovens se perguntam se vale a pena investir em diplomas caros ou se seria mais seguro buscar carreiras consideradas “à prova de IA”. Pichai foi categórico ao responder: não existe curso universitário ou profissão capaz de garantir proteção total contra a inteligência artificial.

Na visão dele, a escolha da carreira deve continuar sendo guiada pelo interesse genuíno de cada pessoa. O ponto decisivo, porém, será como cada profissional incorpora a inteligência artificial ao que faz.

Pichai defende que pais e mães orientem seus filhos a abraçar a tecnologia, e não a fugir dela, aprendendo desde cedo a usar ferramentas de IA em sala de aula, em projetos pessoais e, depois, no mercado de trabalho.

Para o CEO, isso vale tanto para áreas técnicas quanto para profissões tradicionais, como medicina, educação, direito ou comunicação.

Quem aprender a combinar conhecimento humano com o uso inteligente da IA tende a ter mais espaço e melhores oportunidades, mesmo em um ambiente competitivo e em constante mudança.

Adaptar-se às mudanças sociais será tão importante quanto aprender novas ferramentas

O executivo também chamou atenção para o lado coletivo dessa transformação. Ele afirma que, à medida que a inteligência artificial se espalhar por todos os setores, será inevitável lidar com mudanças sociais profundas, que vão muito além do ambiente de trabalho.

Isso inclui, por exemplo, discussões sobre requalificação profissional, acesso à educação atualizada e proteção de grupos mais vulneráveis, que podem ser os primeiros a perder funções para a tecnologia.

Pichai argumenta que governos, empresas e a sociedade precisam discutir agora quais serão as redes de apoio e os caminhos de transição para minimizar desigualdades criadas ou ampliadas pela automação.

Mesmo assim, o tom do CEO não é de puro pessimismo. Ele reafirma que a inteligência artificial também é capaz de gerar novas indústrias, abrir mercados e criar tipos de trabalho que ainda nem existem, desde que as pessoas estejam preparadas para aprender continuamente e usar as ferramentas a seu favor.

E você, acredita que a inteligência artificial vai criar mais oportunidades ou destruir mais empregos na sua área de atuação?

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Lucineide
Lucineide
05/12/2025 06:15

Aliás, já está tomando muitas funções operacionais que pertenciam aos homens.
Num futuro bem próximo a onda de desemprego será bastante alta, em 90% dos seguimentos. Até na medicina a parte cirúrgica irá sofrer uma grande baixa de profissionais.

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Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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