Acusações de interferência chinesa, achados subaquáticos suspeitos e tensão no Mar da China Meridional colocam as eleições filipinas sob forte atenção internacional
O governo das Filipinas acusou formalmente o regime chinês de tentar influenciar as eleições de meio de mandato previstas para o dia 12 de maio. A denúncia foi feita nesta quinta-feira pelo Conselho de Segurança Nacional (NSC), que afirma haver indícios de interferência por meio de campanhas de desinformação e apoio a candidatos alinhados aos interesses de Pequim.
Acusações oficiais no Senado
Durante uma audiência no Senado filipino, Jonathan Malaya, vice-diretor geral do NSC, apresentou as alegações contra a China.
Segundo ele, existem operações de informação em andamento que favorecem certos candidatos e atacam outros. Malaya afirmou que a China busca enfraquecer aqueles que não apoiam suas políticas, interferindo diretamente no cenário político filipino.
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O representante também declarou que os exercícios militares conjuntos entre Filipinas e Estados Unidos, conhecidos como Balikatan, têm sido criticados por Pequim, que os classifica como uma ameaça à paz e estabilidade regionais.
Malaya destacou que essas críticas também vêm sendo repetidas por autoridades locais supostamente ligadas ao governo chinês.
Disputas no Mar da China Meridional
As acusações de interferência ocorrem em um momento de crescente tensão no Mar da China Meridional.
Essa região é considerada vital por sua posição estratégica e pelos recursos naturais, como pesca e reservas de petróleo e gás. O local é palco de disputas entre diversos países, entre eles China, Filipinas, Vietnã, Malásia e Brunei.
Nos últimos anos, os confrontos entre embarcações filipinas e chinesas se intensificaram, contribuindo para a desconfiança entre as duas nações. O conflito territorial se agravou, tornando-se uma das principais fontes de tensão na região.
Espionagem e achados no mar
Durante a mesma audiência no Senado, a Marinha das Filipinas apresentou drones subaquáticos encontrados em águas territoriais do país. Os equipamentos estão sob investigação e, segundo o porta-voz Roy Vincent Trinidad, exames forenses indicam origem chinesa.
Desde o início do ano, as Filipinas também prenderam 12 cidadãos chineses sob suspeita de espionagem. Essas ações aumentaram as preocupações sobre tentativas de coleta de informações sensíveis em território filipino.
Posição do governo filipino
O governo, liderado pelo presidente Ferdinand Marcos Jr., adota uma postura firme em relação às ações chinesas. O secretário de Defesa, Gilberto Teodoro, defendeu a soberania do país e afirmou que os três cidadãos filipinos presos na China não têm ligação com serviços de inteligência.
Teodoro rejeitou as acusações de espionagem contra os filipinos, reforçando não haver envolvimento em atividades que comprometam a segurança nacional. A declaração foi feita em resposta à China, que deteve os três cidadãos sob suspeitas não detalhadas.
Eleições sob vigilância internacional
As eleições de meio de mandato nas Filipinas, marcadas para o dia 12 de maio, ocorrem em um cenário tenso. As denúncias de interferência estrangeira e os casos de espionagem aumentaram a vigilância internacional sobre o processo eleitoral.
As autoridades filipinas afirmam estar em alerta e monitorando possíveis tentativas de influência externa. O episódio reforça os desafios enfrentados pelo país na defesa de sua soberania em meio a disputas geopolíticas cada vez mais evidentes.
Com informações de Infobae.
