Governo dos EUA compra Boeing 737 para ampliar deportações ordenadas por Donald Trump e reforçar ações contra a imigração ilegal.
O Governo dos EUA iniciou a aquisição de uma nova frota de aeronaves Boeing 737 para reforçar as deportações determinadas pelo presidente Donald Trump, segundo confirmou uma autoridade do Departamento de Segurança Interna nesta quarta-feira (10).
A compra, que será usada pelo ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega, marca uma nova fase da estratégia federal contra a imigração ilegal, prioridade estabelecida pelo governo desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro.
A medida ocorre para garantir voos mais rápidos, rotas otimizadas e redução de custos operacionais, justificativa central apresentada pela administração.
-
Israel encontra túnel militarizado do Hezbollah com mais de 200 metros sob vila, com 4 poços de lançamento de mísseis, 12 câmaras, mísseis antitanque, drones e depósitos de armamentos a 25 metros de profundidade
-
Ucrânia lança maior ataque de drones contra Moscou desde 2022, Rússia diz ter interceptado quase 200 aeronaves perto da capital, refinaria de Kapotnya volta a ser alvo e ofensiva reacende alerta sobre guerra atingindo coração energético russo a poucos quilômetros do Kremlin
-
Caminhoneiros, frete e multas de 2022 entram no centro da política: Câmara aprova MP com anistia, rastreamento obrigatório por CIOT, punições milionárias e novo piso salarial para quem passa mais de 24 horas na estrada
-
China no radar: EUA planejam mega depósito de armas de US$ 30 milhões na Austrália, fora do alcance da maioria dos mísseis chineses, com capacidade total prevista para 2028
Logo no anúncio, a subsecretária de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, explicou que a aquisição foi planejada para aumentar a eficiência das operações.
“Esses aviões permitirão que o ICE opere com maior eficiência, entre outras coisas graças ao uso de rotas de voo mais eficientes”, afirmou.
A fala evidencia a intenção do governo de ampliar a capacidade logística de retirada de imigrantes do país.
Investimento bilionário e justificativa econômica
Segundo McLaughlin, o investimento também tem apelo fiscal. Ela destacou que a iniciativa “economizará dos contribuintes americanos 279 milhões de dólares”, valor que corresponde a aproximadamente R$ 1,53 bilhão na cotação atual.
Assim, o Governo dos EUA tenta reforçar que a expansão da frota não é apenas estratégica, mas também racional do ponto de vista financeiro, especialmente diante de críticas sobre gastos relacionados a políticas migratórias.
O jornal The Washington Post antecipou detalhes da negociação, apontando que o acordo envolve a compra de seis aeronaves Boeing 737 por 140 milhões de dólares.
Deportações aumentam desde o retorno de Trump
A ofensiva contra a imigração ilegal ganhou impulso desde o início do segundo mandato de Donald Trump. O grupo Human Rights First divulgou que o novo governo realizou mais de 1.700 voos de deportações apenas nos primeiros meses.
O número expressivo ilustra a escala da política e a necessidade de ampliação da frota aérea, argumento utilizado pela administração para justificar a compra dos Boeing 737.
A estratégia também mostra a rapidez com que o governo vem executando mudanças estruturais.
Por outro lado, organizações de direitos humanos alertam para possíveis riscos de aceleração dos processos sem avaliações adequadas de cada caso.
Como os Boeing 737 entram no plano de deportações
A escolha do Boeing 737 se relaciona à autonomia, capacidade média de passageiros e custo operacional relativamente menor em comparação com aeronaves maiores.
Além disso, sua operação mais flexível permite ao ICE ajustar rotas estratégicas, reduzir escalas e ampliar o número de voos semanais destinados às deportações.
Segundo fontes próximas ao processo, a inclusão dos novos aviões no sistema deve ocorrer de forma gradual, mas com impacto imediato na logística do governo.
Assim, o Governo dos EUA pretende padronizar parte de sua frota, o que facilita manutenção, treinamento de equipes e previsão de custos.
Implicações políticas da decisão
A decisão reacende debates internos nos EUA sobre a política migratória de Trump.
Enquanto apoiadores enxergam o endurecimento como uma resposta necessária ao aumento de entradas irregulares, críticos questionam a transparência dos processos e a contratação via empresa recém-criada, como é o caso da Daedalus Aviation.
Mesmo com controvérsias, o governo afirma que continuará ampliando ações contra a imigração ilegal.

-
-
3 pessoas reagiram a isso.