Elon Musk endossou a proposta de Warren Buffett que tornaria congressistas inelegíveis quando o déficit dos EUA passasse de 3% do PIB, em meio a uma dívida nacional de US$ 38,9 trilhões e juros acima de US$ 22 bilhões por semana.
Elon Musk apoiou o plano de cinco minutos de Warren Buffett para enfrentar a dívida nacional dos Estados Unidos, que pode chegar a US$ 40 trilhões se seguir crescendo no ritmo atual. A proposta voltou ao debate após Musk compartilhar, em junho, uma entrevista de Buffett à CNBC em 2011 e escrever: “Este é o caminho”.
Elon Musk apoia proposta de Buffett
A ideia cria uma regra direta para pressionar o Congresso a controlar o déficit. Em 2011, o ex-CEO da Berkshire Hathaway afirmou que bastaria aprovar uma lei tornando inelegíveis para reeleição todos os congressistas em exercício sempre que o déficit passasse de 3% do PIB.
Buffett disse que, assim, os incentivos ficariam no lugar certo e o déficit acabaria em cinco minutos. Elon Musk endossou a proposta ao republicar a entrevista, juntando-se a nomes que defendem soluções para reduzir a dívida nacional.
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Dívida nacional chega a US$ 38,9 trilhões
No ano passado, a dívida nacional dos Estados Unidos aumentou US$ 2,6 trilhões e chegou a US$ 38,9 trilhões, equivalentes a 124% da economia. A trajetória chamou a atenção de Musk e também de outros nomes do debate econômico.
O passivo público, parte da dívida que o governo federal deve a pessoas fora do próprio governo, ultrapassou recentemente o tamanho da economia. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde a Segunda Guerra Mundial.
Juros custam mais de US$ 22 bilhões
Além do avanço da dívida, os juros se tornaram outro ponto de pressão. Esse custo supera US$ 22 bilhões por semana, conforme o Escritório de Orçamento do Congresso.
Meta de 3% ganha apoio
Em 9 de março, o Committee for a Responsible Federal Budget alertou que a taxa média de juros da dívida nacional poderá superar o crescimento econômico até 2031. O comitê afirmou que, quando isso ocorrer, déficits primários levarão a crescimento indefinido da dívida.
O CRFB também endossa a meta de 3% do PIB. Um grupo bipartidário apresentou, em janeiro, uma resolução para reduzir o déficit a esse patamar, embora congressistas não tenham se mostrado receptivos à inelegibilidade defendida por Elon Musk.
Com informações de Fortune.

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