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Dinheiro já preocupa mais do que saúde, família e trabalho, e pesquisa revela por que cartão de crédito, dívidas e falta de reserva estão tirando o sono dos brasileiros

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 30/06/2026 às 12:52 Atualizado em 30/06/2026 às 12:54
Cédulas de real, moeda, celular e anotação de gastos sobre uma mesa, representando preocupações com dinheiro, dívidas e orçamento familiar.
Imagem mostra cédulas de real, moeda, celular e controle de gastos, elementos que representam a pressão do orçamento, o endividamento e o estresse financeiro abordados na matéria.
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Levantamento mostra que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como principal preocupação, enquanto 72% relatam impactos na saúde mental e emocional

O dinheiro se tornou a principal fonte de preocupação para 42% dos entrevistados em uma pesquisa sobre saúde financeira.

O levantamento foi realizado pela fintech Onze, em parceria com a Icatu Seguros, entre 26 de maio e 1º de junho de 2026.

A pesquisa ouviu 8.391 pessoas, incluindo trabalhadores com carteira assinada, microempreendedores, desempregados, empresários, aposentados e servidores públicos.

Os resultados mostram que a preocupação financeira superou saúde, citada por 22%, família, com 15%, violência, com 10%, política, com 6%, e trabalho, com 5%.

Falta de reserva aumenta insegurança e pressão sobre o orçamento

A ausência de uma reserva de emergência aparece entre os principais problemas identificados pelo levantamento.

Cerca de 56% dos entrevistados afirmaram não possuir dinheiro guardado para imprevistos.

Outros 15% declararam não ter reserva e, ao mesmo tempo, enfrentar dívidas.

A renda mensal também representa uma dificuldade relevante para grande parte dos participantes.

Segundo a pesquisa, 53% afirmaram que o dinheiro recebido não cobre todas as despesas do mês.

Esse grupo também inclui pessoas endividadas ou com o nome negativado.

Infográfico com dados sobre preocupação financeira no Brasil, incluindo dinheiro, dívidas, reserva de emergência, saúde mental e organização das finanças.
Infográfico mostra que o dinheiro lidera as preocupações dos brasileiros, enquanto dívidas, falta de reserva e renda insuficiente afetam a saúde mental.

Emergências lideram os maiores receios financeiros

A falta de recursos para enfrentar situações inesperadas preocupa 58% dos entrevistados.

Problemas de saúde, acidentes e ajuda financeira a familiares ou amigos estão entre os principais exemplos citados.

A dificuldade para pagar as contas mensais aparece logo depois, com 33% das respostas.

A garantia de um futuro melhor para os filhos preocupa 25% dos participantes.

A quitação de dívidas ou a retirada do nome dos cadastros de inadimplência foi citada por 22%.

Cartão de crédito concentra a maior parte das dívidas

O cartão de crédito foi apontado por cerca de 60% dos entrevistados endividados.

O percentual considera compras parceladas e faturas que permanecem em aberto.

O empréstimo pessoal aparece na segunda posição, com 30%.

O crédito consignado, incluindo o Crédito do Trabalhador, foi citado por 26%.

A necessidade de pagar alimentação e contas básicas explica o uso do crédito para 45% dos entrevistados.

Emergências inesperadas, como problemas de saúde ou consertos, motivam 23% dos empréstimos.

A renegociação de dívidas ou a tentativa de limpar o nome aparece como motivo para 13%.

Cartão pode criar falsa sensação de renda disponível

Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, afirma que o cartão de crédito pode transmitir a impressão de que existe mais dinheiro disponível.

Os gastos acima da capacidade financeira dificultam o pagamento integral da fatura no mês seguinte.

O pagamento mínimo, somado aos juros, pode transformar a dívida em uma bola de neve financeira.

Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, também relaciona o endividamento ao estímulo constante ao consumo digital.

As redes sociais e as plataformas de compras ajudam a manter esse incentivo de forma permanente.

Responsabilidade familiar amplia o peso das contas

A pesquisa revelou que 78% dos entrevistados sustentam pelo menos um dependente, total ou parcialmente.

A responsabilidade com outras pessoas aumenta a pressão sobre a renda disponível.

O diálogo sobre dinheiro dentro de casa ainda é pouco frequente.

Mais da metade dos participantes, cerca de 53%, afirmou que raramente conversa sobre finanças com familiares.

A falta de proteção financeira também chama atenção.

O levantamento mostra que 63% não possuem cobertura para situações de morte ou invalidez.

A procura por orientação especializada é igualmente baixa.

Cerca de 89% nunca buscaram ajuda profissional para organizar as finanças ou sair das dívidas.

Estresse financeiro afeta saúde mental e produtividade

A situação financeira prejudica a saúde mental, emocional e a qualidade de vida de 72% dos entrevistados.

A ansiedade aparece como o sintoma mais comum, citada por 65%.

A insônia foi relatada por 53%, enquanto a depressão apareceu em 18% das respostas.

Os efeitos também chegam à saúde física em situações mais graves.

Cerca de 9% afirmaram sentir consequências físicas provocadas pelas preocupações financeiras.

Antonio Rocha explica que ansiedade e insônia costumam surgir primeiro.

A tensão constante também pode contribuir para depressão, problemas físicos e compulsão alimentar.

Infográfico sobre os impactos das preocupações financeiras na saúde mental, com dados de ansiedade, insônia, depressão, saúde física e qualidade de vida.
Infográfico mostra como as preocupações financeiras afetam a saúde mental dos brasileiros, com destaque para ansiedade, insônia, depressão e perda de bem-estar.

Estabilidade financeira pode melhorar qualidade de vida

A preocupação com contas, dívidas e falta de reserva mantém muitas pessoas em estado permanente de tensão.

A pesquisa mostra que 69% acreditam que seriam mais felizes e produtivos com maior estabilidade financeira.

Henrique Diniz afirma que o estresse financeiro também interfere no ambiente de trabalho.

O medo de perder o emprego pode aumentar ainda mais a insegurança e reduzir a produtividade.

O especialista defende que empresas e setores de recursos humanos discutam saúde financeira com os funcionários.

A oferta de informação, planejamento e proteção pode ajudar a reduzir preocupações dentro e fora do trabalho.

Fontes nominais: fintech Onze, Icatu Seguros, Antonio Rocha e Henrique Diniz.

Na sua opinião, o que mais ajudaria a reduzir o estresse financeiro: educação sobre dinheiro, controle do cartão ou aumento da renda? Deixe seu comentário.

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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