Levantamento mostra que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como principal preocupação, enquanto 72% relatam impactos na saúde mental e emocional
O dinheiro se tornou a principal fonte de preocupação para 42% dos entrevistados em uma pesquisa sobre saúde financeira.
O levantamento foi realizado pela fintech Onze, em parceria com a Icatu Seguros, entre 26 de maio e 1º de junho de 2026.
A pesquisa ouviu 8.391 pessoas, incluindo trabalhadores com carteira assinada, microempreendedores, desempregados, empresários, aposentados e servidores públicos.
-
Toneladas de restos de comida que iriam para aterros agora viram adubo em Campinas e ajudam a reduzir metano, chorume, desperdício e emissões do efeito estufa
-
Dívida pública bruta do Brasil sobe mais que o esperado em maio, chega a 81,1% do PIB e acende alerta com juros de R$ 107,5 bilhões no mês
-
Sem estoque e capacidade industrial escalável, o Brasil será derrotado, alerta CEO da Avibras Aeroco, que retoma mísseis, foguetes e drones em Jacareí e prepara o lançamento do novo Míssil Tático de Cruzeiro
-
Enquanto 9.215 brasileiros entram para o grupo dos milionários em 2025, 69% dos adultos seguem com menos de US$ 10 mil e o país permanece no topo da desigualdade global
Os resultados mostram que a preocupação financeira superou saúde, citada por 22%, família, com 15%, violência, com 10%, política, com 6%, e trabalho, com 5%.
Falta de reserva aumenta insegurança e pressão sobre o orçamento
A ausência de uma reserva de emergência aparece entre os principais problemas identificados pelo levantamento.
Cerca de 56% dos entrevistados afirmaram não possuir dinheiro guardado para imprevistos.
Outros 15% declararam não ter reserva e, ao mesmo tempo, enfrentar dívidas.
A renda mensal também representa uma dificuldade relevante para grande parte dos participantes.
Segundo a pesquisa, 53% afirmaram que o dinheiro recebido não cobre todas as despesas do mês.
Esse grupo também inclui pessoas endividadas ou com o nome negativado.

Emergências lideram os maiores receios financeiros
A falta de recursos para enfrentar situações inesperadas preocupa 58% dos entrevistados.
Problemas de saúde, acidentes e ajuda financeira a familiares ou amigos estão entre os principais exemplos citados.
A dificuldade para pagar as contas mensais aparece logo depois, com 33% das respostas.
A garantia de um futuro melhor para os filhos preocupa 25% dos participantes.
A quitação de dívidas ou a retirada do nome dos cadastros de inadimplência foi citada por 22%.
Cartão de crédito concentra a maior parte das dívidas
O cartão de crédito foi apontado por cerca de 60% dos entrevistados endividados.
O percentual considera compras parceladas e faturas que permanecem em aberto.
O empréstimo pessoal aparece na segunda posição, com 30%.
O crédito consignado, incluindo o Crédito do Trabalhador, foi citado por 26%.
A necessidade de pagar alimentação e contas básicas explica o uso do crédito para 45% dos entrevistados.
Emergências inesperadas, como problemas de saúde ou consertos, motivam 23% dos empréstimos.
A renegociação de dívidas ou a tentativa de limpar o nome aparece como motivo para 13%.
Cartão pode criar falsa sensação de renda disponível
Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, afirma que o cartão de crédito pode transmitir a impressão de que existe mais dinheiro disponível.
Os gastos acima da capacidade financeira dificultam o pagamento integral da fatura no mês seguinte.
O pagamento mínimo, somado aos juros, pode transformar a dívida em uma bola de neve financeira.
Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, também relaciona o endividamento ao estímulo constante ao consumo digital.
As redes sociais e as plataformas de compras ajudam a manter esse incentivo de forma permanente.
Responsabilidade familiar amplia o peso das contas
A pesquisa revelou que 78% dos entrevistados sustentam pelo menos um dependente, total ou parcialmente.
A responsabilidade com outras pessoas aumenta a pressão sobre a renda disponível.
O diálogo sobre dinheiro dentro de casa ainda é pouco frequente.
Mais da metade dos participantes, cerca de 53%, afirmou que raramente conversa sobre finanças com familiares.
A falta de proteção financeira também chama atenção.
O levantamento mostra que 63% não possuem cobertura para situações de morte ou invalidez.
A procura por orientação especializada é igualmente baixa.
Cerca de 89% nunca buscaram ajuda profissional para organizar as finanças ou sair das dívidas.
Estresse financeiro afeta saúde mental e produtividade
A situação financeira prejudica a saúde mental, emocional e a qualidade de vida de 72% dos entrevistados.
A ansiedade aparece como o sintoma mais comum, citada por 65%.
A insônia foi relatada por 53%, enquanto a depressão apareceu em 18% das respostas.
Os efeitos também chegam à saúde física em situações mais graves.
Cerca de 9% afirmaram sentir consequências físicas provocadas pelas preocupações financeiras.
Antonio Rocha explica que ansiedade e insônia costumam surgir primeiro.
A tensão constante também pode contribuir para depressão, problemas físicos e compulsão alimentar.

Estabilidade financeira pode melhorar qualidade de vida
A preocupação com contas, dívidas e falta de reserva mantém muitas pessoas em estado permanente de tensão.
A pesquisa mostra que 69% acreditam que seriam mais felizes e produtivos com maior estabilidade financeira.
Henrique Diniz afirma que o estresse financeiro também interfere no ambiente de trabalho.
O medo de perder o emprego pode aumentar ainda mais a insegurança e reduzir a produtividade.
O especialista defende que empresas e setores de recursos humanos discutam saúde financeira com os funcionários.
A oferta de informação, planejamento e proteção pode ajudar a reduzir preocupações dentro e fora do trabalho.
Fontes nominais: fintech Onze, Icatu Seguros, Antonio Rocha e Henrique Diniz.
Na sua opinião, o que mais ajudaria a reduzir o estresse financeiro: educação sobre dinheiro, controle do cartão ou aumento da renda? Deixe seu comentário.
