1. Início
  2. Ciência e Tecnologia
  3. Descoberta mostra por que baterias de lítio metálico perdem força com o tempo e pode abrir caminho para veículos elétricos mais duradouros, seguros e com maior autonomia
Faça um comentário 3 min de leitura

Descoberta mostra por que baterias de lítio metálico perdem força com o tempo e pode abrir caminho para veículos elétricos mais duradouros, seguros e com maior autonomia

Foto de perfil do autor Fabio Lucas Carvalho
Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 14/05/2026 às 18:40 Atualizado em 14/05/2026 às 21:40
Imagens em tempo real revelam como o “lítio morto” reduz a autonomia da bateria dos carros elétricos.
Imagens em tempo real revelam como o “lítio morto” reduz a autonomia da bateria dos carros elétricos.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Pesquisadores do KAIST observaram em tempo real a degradação do lítio metálico em escala nanométrica e identificaram como superfícies irregulares formam “lítio morto”, reduzindo desempenho, segurança e autonomia da bateria em veículos elétricos

Imagens em tempo real feitas por pesquisadores do KAIST identificaram uma causa central para a perda de autonomia da bateria em veículos elétricos: a degradação irregular do ânodo metálico de lítio durante ciclos de carga e descarga.

A equipe liderada pelo professor Seungbum Hong, observou o processo em escala nanométrica, equivalente a 1/100.000 da espessura de um fio de cabelo humano. O estudo saiu na ACS Energy Letters.

A descoberta é apontada como pista importante para ampliar a autonomia de condução dos veículos elétricos e a vida útil das baterias. O trabalho também indica direção para acelerar a comercialização de baterias de próxima geração.

Visão geral do processo de medição EC-AFM. Crédito: 
Cartas de energia ACS (2026). DOI: 10.1021/acsenergylett.6c00122

Autonomia da bateria depende da forma inicial do lítio

O metal lítio é chamado de “material de bateria dos sonhos” por sua densidade de energia superior à das baterias convencionais. Apesar disso, a queda rápida de desempenho após cargas e descargas ainda limita seu uso comercial.

O problema ocorre quando o lítio é depositado ou removido de modo irregular. Nessa condição, pode surgir o chamado “lítio morto”, material eletricamente desconectado que reduz o desempenho e cria riscos à segurança.

Para acompanhar esse processo, os pesquisadores usaram microscopia eletroquímica de força atômica in situ, técnica capaz de observar em tempo real o interior da bateria. O método permitiu rastrear a deposição, chamada revestimento, e a remoção, conhecida como descascamento.

A análise mostrou que a reação do lítio não acontece de maneira uniforme por toda a superfície. Em vez disso, ela ocorre seletivamente em pontos específicos, revelando fragilidades que explicam a perda de autonomia da bateria.

Pontos porosos formam vazios e aceleram a degradação

Nas regiões porosas, com superfícies ásperas, os pesquisadores verificaram que vazios eram formados com facilidade quando o lítio era removido. Esse processo favorecia a criação de lítio morto, que ficava eletricamente isolado.

Esse fenômeno foi identificado como causa direta da queda repentina no desempenho. A importância do estudo está em mostrar onde e como as baterias de lítio metálico sofrem danos em funcionamento.

A pesquisa também demonstrou que a morfologia inicial, ou seja, o modo como o lítio se forma pela primeira vez, é variável decisiva para a vida útil de longo prazo da bateria.

Com isso, o controle uniforme e preciso da superfície onde o lítio se forma surge como caminho para melhorar vida útil, estabilidade e autonomia da bateria. Hong afirmou que a pesquisa confirma causa da degradação em nanoescala.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x