COP30 reúne lideranças mundiais para discutir tecnologia, cooperação e estratégias capazes de acelerar a redução de emissões no setor de óleo e gás
A COP30 ocorreu em 14 de novembro de 2025, em Belém, e, portanto, reuniu representantes globais do setor energético. O painel discutiu soluções tecnológicas e acordos internacionais voltados à descarbonização. Além disso, o encontro destacou a necessidade de cooperação entre países com perfis de emissão diferentes.
Indústria brasileira avança com inovação e tecnologia
Logo na abertura, Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), afirmou que a indústria brasileira opera na fronteira tecnológica da mitigação de emissões. Além disso, ele destacou que soluções inovadoras desenvolvidas desde 2024 ganharam relevância internacional. Ardenghy também reforçou que compromisso, tecnologia e escala precisam avançar juntos para gerar resultados concretos.
Assimetria global das emissões exige cooperação constante
Em seguida, Ardenghy explicou que a discussão climática deve considerar desigualdades globais de emissões. Ele citou o Turcomenistão, que registrou 50 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por metano em 2024. O Brasil, por outro lado, manteve cerca de 2 milhões de toneladas no mesmo período. Essa diferença demonstra a urgência de mecanismos de transferência de tecnologia, segundo Ardenghy. Ele reforçou que “colaborar significa oferecer soluções tecnológicas onde as emissões são maiores”.
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Transferência tecnológica como pilar da descarbonização
Logo depois, Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, afirmou que a tecnologia perde impacto quando não circula internacionalmente. Portanto, ele defendeu que a difusão global dessas soluções é essencial para acelerar a descarbonização. Em paralelo, Demetrios Papathanasiou, diretor global de Energia e Extrativas do Banco Mundial, explicou que a transição energética depende da união entre políticas públicas, financiamento e capacidade industrial. Ele citou análises divulgadas pelo Banco Mundial em 2024 para reforçar essa visão.
Brasil amplia protagonismo na transição energética global
Na sequência, Renato Dutra, secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, afirmou que o Brasil mantém vantagens estruturais na descarbonização. Ele explicou que a matriz energética brasileira é mais limpa desde 2023, o que permite maior agilidade em projetos climáticos. Além disso, Dutra reforçou que a indústria nacional reúne experiência e capacidade técnica para avançar com eficiência.
Tecnologias corporativas reforçam avanços do setor privado
Logo depois, Viviana Coelho, gerente executiva de Mudanças Climáticas da Petrobras, apresentou tecnologias aplicadas pela empresa desde 2022. Ela demonstrou que o setor privado já atua de forma contínua na redução das emissões. Segundo Coelho, “é preciso reduzir emissões enquanto continuamos entregando energia em escala”. A declaração evidencia o desafio operacional enfrentado pela indústria.
Na sua opinião, qual caminho acelera mais a descarbonização global: ampliar a tecnologia ou fortalecer a cooperação internacional no setor de óleo e gás?

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