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Depreciação acelerada: Proposta do governo vai estimular o investimento e trazer incentivos fiscais

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 10/01/2024 às 12:40 Atualizado em 10/01/2024 às 12:41
incentivo fiscal, depreciação tributária, incentivo ao investimento
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A depreciação tributária acelerada viabiliza a ampliação do parque fabril em contexto de crise, reduzindo despesas e modernizando a produção.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressalta a importância da depreciação acelerada como forma de impulsionar o setor industrial, considerando-a como uma medida fundamental para estimular o investimento em bens de capital. A proposta apresentada pelo governo no Projeto de Lei (PL) 2/2024, embora passível de melhorias, representa um passo positivo na direção da modernização e fortalecimento da indústria brasileira. A possibilidade de dedução acelerada do valor gasto na aquisição de máquinas e equipamentos do lucro real das empresas é um incentivo relevante para aumentar a competitividade e a produtividade no país.

Além disso, a depreciação acelerada também pode ser considerada como um incentivo fiscal que favorece o crescimento econômico e a geração de empregos, fomentando o ambiente de negócios e a atração de investimentos. O estímulo ao investimento por meio da depreciação tributária tem o potencial de impulsionar a modernização do parque industrial, contribuindo para a melhoria da capacidade produtiva e a inovação tecnológica. Dessa forma, a adoção de medidas de depreciação acelerada representa um importante passo para promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade do setor industrial no Brasil.

Importância da depreciação acelerada na neoindustrialização

Vale ressaltar que a depreciação acelerada será um instrumento fundamental para o processo de neoindustrialização, considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do país. O incentivo fiscal gerado pela depreciação acelerada pode impulsionar investimentos produtivos, acelerando o crescimento econômico, especialmente em meio ao contexto da crise econômica desencadeada pela pandemia de covid-19.

Proposta de depreciação acelerada para o incentivo ao investimento

A CNI tem defendido a implementação de uma medida de depreciação acelerada como forma de impulsionar o investimento produtivo desde 2020, e em 2022 reforçou esse pedido em proposta apresentada aos candidatos à Presidência da República. No ano seguinte, a proposta de depreciação acelerada constou do Plano de Retomada da Indústria, evidenciando a relevância desse incentivo fiscal para o país.

Impacto da depreciação acelerada no aumento do estoque de capital

A política de depreciação acelerada reduz o custo financeiro das aquisições de bens de capital, elevando o investimento e, por consequência, o estoque de capital. A expansão desse estoque resultante da depreciação acelerada possibilita que a economia brasileira seja capaz de produzir mais e de forma mais eficiente, com maior produtividade, refletindo ganhos generalizados.

Benefícios da depreciação acelerada para as empresas e a economia

Com a depreciação acelerada, empresas que realizarem os investimentos não são as únicas beneficiadas, já que os ganhos do uso de máquinas e equipamentos modernos se estendem por meio do encadeamento produtivo, alcançando também fornecedoras e clientes, impactando positivamente todo o tecido produtivo nacional.

Modalidades de depreciação: diferenças e implicações

O impacto na tributação das empresas também é significativo, considerando que a depreciação padrão e a acelerada têm diferenças marcantes. Enquanto a depreciação padrão ocorre de forma linear ao longo da vida útil do bem, a depreciação acelerada proporciona uma dedução mais rápida nos primeiros anos, aliviando o fluxo de caixa das empresas em momentos de maiores despesas, como no caso de investimentos em bens de capital.

Desafios e custos relacionados à vida útil das máquinas industriais

Pesquisa da CNI mostra que as máquinas e equipamentos industriais têm, em média, 14 anos, e 38% deles estão próximos ou já ultrapassaram a idade sinalizada pelo fabricante como ciclo de vida ideal. Isso reflete desafios e custos de manutenção e gerenciamento, afetando a competitividade das indústrias e a eficiência dos processos produtivos.

Fonte: Portal da Indústria

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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