Após encerrar cerca de 50 operações, a Starbucks prepara expansão de 27% sobre as 112 lojas atuais, com 30 novas cafeterias em 2026, 80% em São Paulo, aposta em pingado, média, cafezinho, muda todo o cardápio e reforça logística, tecnologia e treinamento de baristas para ficar mais presente na rotina.
Depois de encerrar cerca de 50 lojas em diferentes mercados, incluindo operações na Argentina, a Starbucks entrou em uma nova fase de expansão no Brasil. O plano, que começou em 2025, avança com força em 2026, ano em que a rede prevê abrir 30 novas cafeterias em território brasileiro, reposicionando a marca em capitais estratégicas.
Ao mesmo tempo, a empresa usa números recentes para sustentar a aposta. Em novembro, a rede de cafeteria atingiu 90% de NPS, índice de satisfação considerado excepcional para o varejo, e desenhou um projeto que combina cardápio mais brasileiro, reforço na experiência em loja e presença maior no dia a dia do consumidor ao longo de 2026.
Expansão de 27% mira grandes capitais brasileiras
O planejamento da empresa é ampliar em 27% a operação da Starbucks no Brasil em relação às 112 lojas que já estão em funcionamento hoje.
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Serão 30 novas unidades previstas para 2026, com 80% das inaugurações concentradas em São Paulo, principal mercado da marca no país.
O restante das novas cafeterias será distribuído por Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, reforçando a presença nas grandes capitais e em corredores urbanos de alto fluxo.
A estratégia inclui formatos mais compactos e voltados à conveniência, para capturar ocasiões rápidas de consumo, como café para viagem, lanches e refeições em horários alternativos.
Segundo a presidente da operação, Mariane Wiederkehr, o foco do novo acordo está em logística e tecnologia, pilares que ajudam a reduzir a pressão de custos sobre o principal insumo da marca e a garantir padronização do serviço nas novas unidades.
Cardápio mais brasileiro com pingado, média e refeição completa
Junto com a expansão física, a Starbucks redesenha o cardápio para aproximar a experiência do paladar brasileiro.
A rede lança pela primeira vez uma plataforma dedicada ao café nacional, com opções clássicas como pingado, média e cafezinho, incorporando rituais tradicionais de padaria ao ambiente da cafeteria internacional.
Entre janeiro e fevereiro de 2026, a empresa promete uma mudança profunda: 100% do menu de comida será reformulado, com receitas adaptadas ao gosto do público local.
A ideia é ir além dos acompanhamentos clássicos e oferecer refeições que permitam ao cliente usar a Starbucks não só para o café rápido, mas também para almoços leves, snacks de tarde e opções para quem trabalha ou estuda dentro da loja.
A rede também aposta em integrar melhor bebida e comida, criando combinações pensadas para o consumidor brasileiro, que costuma unir café, pão, doces e pratos rápidos em diferentes momentos do dia.
Satisfação alta, investimento em baristas e tecnologia de bastidor
O resultado de 90% de NPS em novembro é usado internamente como prova de que o público aprova o modelo atual da Starbucks no Brasil.
Para manter esse nível em meio ao crescimento de 27% da rede, a companhia reforça dois pontos: treinamento de baristas e investimento em processos de bastidor.
A empresa declara que formar baristas mais qualificados é parte central da estratégia, já que a interação no balcão e a personalização da bebida são elementos importantes da marca.
Ao mesmo tempo, a Starbucks direciona recursos para logística e tecnologia, buscando cadeias de abastecimento mais eficientes, sistemas que reduzam desperdícios e ferramentas que ajudem a controlar melhor estoques e custos.
Esses movimentos, segundo a liderança, são essenciais para segurar a pressão sobre o custo do café e de outros insumos, sem perder qualidade na xícara e sem afastar o consumidor por causa de reajustes frequentes de preço.
Brasil ainda atrás do México, mas no centro dos planos
Mesmo com a expansão anunciada, a presença da Starbucks no Brasil ainda não é a maior da região. O México segue como o mercado líder na América Latina, com cerca de 900 lojas em operação, muito acima das pouco mais de cem unidades brasileiras.
A direção da empresa, porém, deixa claro que o objetivo é dar mais protagonismo ao mercado brasileiro, ainda que de forma gradual.
O plano iniciado em 2025 é crescer com equilíbrio entre velocidade e consistência operacional, evitando abrir lojas em ritmo acelerado sem garantia de padrão de atendimento e rentabilidade.
Outro ponto central é o modelo de negócio adotado por aqui. Todas as lojas da Starbucks no Brasil são próprias, operadas diretamente pela companhia. Globalmente existe licenciamento, mas não há franquia tradicional no país.
De acordo com Mariane Wiederkehr, isso permite maior controle operacional, mais rigor na qualidade e cuidado direto com a relação com o cliente em cada unidade.
A meta declarada é tornar a marca mais conveniente, presente em trajetos, bairros e centros comerciais usados diariamente pelos brasileiros, sem perder a identidade de cafeteria global que personaliza bebidas e cria ambientes de permanência.
Para você, essa nova fase da Starbucks, com cardápio mais brasileiro e foco em São Paulo, realmente combina com o jeito que o brasileiro gosta de tomar café no dia a dia?

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