Jaraguá do Sul, cidade brasileira de 130 mil habitantes, viu nascer a WEG, gigante de motores e energia que criou dezenas de superricos e agora anuncia quase R$ 1 bilhão em nova fábrica em Guaramirim, município vizinho de 50 mil moradores, com promessa de emprego, renda e infraestrutura para todos.
Nesta terça (16), os 50 mil habitantes de Guaramirim, cidade brasileira de Santa Catarina, foram surpreendidos pela notícia de um investimento de quase R$ 1 bilhão na construção de uma nova fábrica da WEG, prevista para começar a operar em 2026. O dinheiro não vem da China nem dos escritórios da Faria Lima, mas de Jaraguá do Sul, município vizinho a apenas 20 minutos de distância.
Com cerca de 130 mil moradores e rotina pacata, Jaraguá do Sul ganhou fama recente como fábrica de bilionários graças à WEG. Em 2025, a Forbes listou cerca de 30 superricos ligados à cidade e, mesmo após o tarifaço imposto por Donald Trump entre agosto e setembro, a empresa reportou lucro líquido de R$ 1,65 bilhão no terceiro semestre, alta de 4,5% sobre o ano anterior.
Da cidade brasileira pacata à fábrica de bilionários
Jaraguá do Sul sempre foi vista como uma cidade de interior, organizada, industrial, mas discreta. Nos últimos anos, porém, essa cidade brasileira passou a ser associada à produção em série de fortunas bilionárias, puxada diretamente pela trajetória da WEG.
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Segundo a Forbes, cerca de 30 bilionários e milionários com raízes em Jaraguá do Sul apareceram na lista de pessoas mais ricas do país em 2025.
O dado consolidou a imagem do município como uma espécie de “fábrica de bilionários”, transformando um polo industrial catarinense em símbolo de riqueza familiar construída ao longo de décadas.
Esse movimento não mudou só o prestígio local. Outras cidades passaram a disputar a atenção da WEG, de olho em fábricas, empregos e arrecadação, como Araucária e Massaranduba.
Foi nesse contexto de concorrência silenciosa que Guaramirim entrou na rota da empresa e acabou escolhida para receber quase R$ 1 bilhão.
WEG, gigante que nasceu de um eletricista, um administrador e um mecânico
A WEG surgiu em 1961 em Jaraguá do Sul, criada por três sócios bem diferentes entre si: Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.
Um era eletricista, outro administrador de empresas e o terceiro mecânico. Das iniciais dos nomes veio a sigla que hoje estampa fábricas, equipamentos e balanços bilionários.
O negócio começou focado em motores e equipamentos elétricos, mas se espalhou por áreas como geradores de energia, transmissão e soluções industriais completas.
Ao longo das décadas, a pequena estrutura foi se expandindo até se tornar uma gigante exportadora e importadora, com cerca de 11 empresas no portfólio e presença em diferentes mercados.
Mesmo tendo crescido para vários segmentos, a WEG mantém o DNA de empresa familiar. Onze empresas integram o grupo, que continua controlado por herdeiros dos fundadores, reforçando a ligação direta entre o sucesso corporativo e o enriquecimento das famílias ligadas a Jaraguá do Sul.
Lucro bilionário mesmo após tarifaço nos Estados Unidos
A vocação exportadora da WEG colocou a empresa na linha de frente dos efeitos do tarifaço imposto pelo então presidente Donald Trump entre agosto e setembro, medida que atingiu produtos brasileiros. Ainda assim, a companhia mostrou resiliência.
De acordo com os números divulgados, a WEG registrou lucro líquido de R$ 1,65 bilhão no terceiro semestre, crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para investidores e para a própria Jaraguá do Sul, o recado foi claro: mesmo sob pressão externa, o negócio continuava forte o suficiente para sustentar novos movimentos de expansão.
As herdeiras mais jovens da fortuna da WEG
O rótulo de “fábrica de bilionários” ganhou rostos concretos nas figuras de Lívia Voigt e Dora Voigt, apontadas pela Forbes como duas das jovens mais ricas do Brasil e do mundo.
Lívia, com apenas 20 anos, e Dora, com 27, têm patrimônios estimados em R$ 6,6 bilhões cada.
As duas herdaram cerca de 3% das ações que pertenciam a Valsi Voigt, filha de Werner Voigt, morto em 2016.
Outros herdeiros do espólio também ficaram com fatias valiosas, com fortunas individuais entre R$ 3,4 bilhões e R$ 3,6 bilhões, ainda antes de completarem 30 anos de idade.
Apesar de serem símbolos da nova geração de superricos, Lívia e Dora mantêm vida discreta. Dora é arquiteta, enquanto Lívia estuda psicologia.
Nenhuma das duas atua no dia a dia da WEG, o que reforça a imagem de um negócio robusto o suficiente para seguir profissionalizado, mas ainda concentrando riqueza em famílias de uma mesma cidade brasileira.
Por que Guaramirim foi escolhida para receber quase R$ 1 bilhão
Guaramirim, município de 50 mil habitantes, acabou vencendo a disputa silenciosa por novos investimentos. Segundo a própria empresa, a escolha se deu por motivos logísticos e de mão de obra.
A cidade tem fácil acesso a rodovias que ligam diretamente ao porto de Santa Catarina, ponto estratégico para uma companhia fortemente voltada à exportação.
Além disso, a região já conta com mão de obra qualificada para operarem as linhas industriais, uma vantagem importante em relação a outros municípios interessados.
O investimento de quase R$ 1 bilhão não ficará isolado. A WEG também prevê expansões industriais dentro da própria Jaraguá do Sul, reforçando o eixo regional de desenvolvimento e consolidando ainda mais o papel dessa cidade brasileira como centro de decisões e de riqueza.
O que pode mudar na vida da cidade de 50 mil moradores até 2028
A previsão é que a nova unidade de Guaramirim comece a operar plenamente a partir de 2028, depois de já ter fábrica em construção para 2026.
Esse intervalo deve marcar uma transformação gradual no cotidiano da cidade, tanto na economia quanto na dinâmica urbana.
Com uma gigante industrial se instalando, a expectativa é de aumento na oferta de empregos, mais movimento no comércio e maior demanda por serviços, de escolas a moradias.
Para uma cidade de 50 mil habitantes, a chegada de um complexo dessa escala tende a reorganizar o tráfego, pressionar o mercado imobiliário e atrair novos negócios.
Ao mesmo tempo, a proximidade com Jaraguá do Sul faz com que muitos vejam a região como um corredor único de desenvolvimento, com empresas, fornecedores e trabalhadores circulando entre os dois municípios.
A pergunta que fica para os moradores e para quem acompanha essa história é simples: você acredita que a chegada de um investimento desse tamanho em uma cidade brasileira pequena distribui oportunidades para todos ou tende a concentrar ainda mais riqueza nas mesmas famílias?

A cidade de Jaraguá do Sul tem 180mil habitantes.
Se é loco irmão profissionais com baixa qualificação, meu brother você não conhece a escolinha da WEG? Traficantes sempre vão existir, mas o diferencial é a cidade, o povo. Abraço. Fui….
Weg acreditando no Brasil